segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Lá Ganhamos

Sabem quando, no fim de um jogo, alguém com ar de enfado diz: "lá ganhamos"? É mesmo esse o sentimento após o jogo de sábado. Deu para ganhar mas, novamente, a qualidade exibicional da equipa portista levanta muitas preocupações.


Quem tem lido as últimas análises certamente que achará que me estou a repetir, mas a questão é mesmo essa. A equipa, jornada após jornada, reincide nos mesmos erros. Jogadores que parecem agastados, a arrastarem-se pelo campo, pouco critério e clarividência na construção, ausência quase total de ideias.


Uma das coisas que nos enchiam de prazer ver no FC Porto da época passada era a constante insatisfação. Queriam sempre mais, havia sempre tempo para mais um golo, velocidade.

Atualmente, o futebol da equipa vai pouco mais além do que o chutão para a frente para a correria de Marega ou Abou. Com o acrescento de que é sofrível ver Marega a jogar a extremo. Há unidades em claro sub-rendimento e a equipa vai padecendo com isso. Herrera, Marega, Maxi e Telles são, porventura, os mais evidentes.

O pulmão de Herrera que o fazia correr todo o jogo, já teve melhores dias. Marega, que era uma verdadeira locomotiva, compensando a inabilidade técnica com força e velocidade, tem se perdido nas suas fragilidades, Maxi só consegue defender ou atacar e Telles não tem demonstrado a acutilância e os constantes vai-vem das últimas épocas.

Ora, é normal que com tantos jogadores a demonstrarem dificuldade em encontrar o seu melhor momento de forma, o resto da equipa sinta grandes dificuldades em imprimir o seu jogo.

Aconteceu com o Moreirense e aconteceu novamente com o Vitória FC. Os portistas tinham grandes dificuldades em ter bola, construir criteriosamente, vendo-se inclusivamente, várias vezes recuados e subjugados ao seu meio-campo enquanto o adversário ia desenvolvendo o seu jogo.

Com tantas diferenças de uma época para a outra, é mais que normal a apreensão e incompreensão com aquilo que temos vindo a assistir. Principalmente, no meu caso, com a dificuldade de Conceição em trocar algumas peças no 11 portista que não têm conseguido dar a resposta desejada.

Continuo a achar que é um crime ver Óliver, sistemáticamente, sem uma verdadeira oportunidade na equipa. Até Hernâni vai jogando mais. Se tivesse tantos minutos como aqueles que passa a aquecer já não era nada mau, mas a relevância do espanhol neste plantel parece esgotar-se nos curtos metros de espaço para os exercícios de aquecimento. Acredito que o futebol do chutão seja demasiado "complexo" para a inteligência do pequeno espanhol, mas, vá lá, mister! Dê lugar ao critério e discernimento com a bolo nos pés. Vai ver que não se vai arrepender.

Na fase de maior aflição, basicamente nos longos minutos entre o primeiro e segundo golo do FC Porto, valeu Iker Casillas com algumas boas intervenções, que foi pondo gelo nas investidas sadinas. Mantendo o FC Porto na frente do marcador.

Sérgio Oliveira entrou e, ainda que não tenha estabilizado o jogo pelas funções que desempenhou em campo, fê-lo com o golo da tranquilidade. Só depois do 0-2, os Dragões passaram a respirar melhor e a convicção de que a vitória não escaparia nasceu. Até então, foi sofridinho e muito pouco agradável de se ver, meus amigos.

DESTAQUES: 

IN 

Militão - O brasileiro é daqueles que não engana, e parece vir a ser uma das pedras basilares da equipa portista. Ganhou cinco de seis duelos aéreos defensivos e registou 12 acções defensivas, entre elas seis alívios. Um jogo muito sólido do brasileiro.

Sérgio Oliveira - Entrado na segunda parte, numa altura de maior aperto para os portistas, o médio fez apenas 32 minutos, mas foi o suficiente para deixar uma marca forte. O português fez um golo, completou os 13 passes que tentou e enquadrou os dois remates.

OUT

Sub-rendimento - Acho que já "bati" o suficiente nos jogadores que, a meu ver, estão claramente em baixo de forma. Não o vou fazer novamente mas fica o registo para aquele que, porventura, é o grande inimigo da equipa neste fase.

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Um Ponto e Dois Reforços


Foi num estádio de boa memoria, o agora denominado VELTINS-ARENA, que o FUTEBOL CLUBE do PORTO iniciou mais uma campanha na liga milionária. Num jogo que pareceu estar ao alcance mas, em que a derrota chegou a ser um cenário possível, os azuis e brancos picaram o ponto e acabaram por sair vivos da Alemanha.

Foi há 14 anos que os azuis e brancos escreveram uma das mais douradas páginas da sua história ao vencerem, na final da LIGA DOS CAMPEÕES, o AS MÓNACO por 3-0. Esse facto faz com que Gelsenkirchen e o estádio do FC SCHALKE 04, miticamente chamado de ARENA AUF SCHALKE, sejam recordados com alguma nostalgia pelos adeptos portistas. No entanto, na estreia do FC PORTO na presente edição da "champions", esse sentimento pareceu não passar dos adeptos para a equipa apresentada por sérgio CONCEIÇÃO.

O defesa éder MILITÃO e o médio DANILO foram as principais notas de destaque no onze do FC PORTO, e em boa hora, diga-se. Se o brasileiro atuou ao lado de FELIPE, assumindo-se cada vez mais como titular nesta equipa azul e branca, já o prtuguês regressado de lesão fez o lugar de sérgio OLIVEIRA e perfilou-se no meio campo fazendo dupla com héctor HERRERA.

Ainda assim até foi o campeão português a entrar melhor na partida e, embora sem jogar perto da baliza de ralf FÄHRMANN, teve logo aos 13 minutos uma oportuniade de ouro para marcar. GIL MANZANO, o árbitro espanhol assinalou uma mão imprudente do brasileiro NALDO, dentro da área, após um desvio de FELIPE mas, na marca dos 11 metros alex TELLES permitiu a defesa ao guarda redes alemão deixando escapar assim a melhor oportunidade de toda a primeira parte.

Quanto à equipa germânica, que conta com três derrotas para o campeonato, em outros tantos jogos, dominico TEDESCO fez quatro alterações em relação ao jogo em Mönchengladbach, com as entradas a pertencerem a jogadores com caractristicas atacantes, como weston McKENNIE, suat SERDAR, alessandro SCHOPF ou breel EMBOLO.

Sem deixar que o SCHALKE 04 se aproximasse com perigo da baliza de iker CASILLAS, muito por culpa de DANILO, FELIPE e MILITÃO, travando sempre as bolas para a velocidade dos três homens da frente da equipa alemã, os azuis e brancos iam controlando o jogo mas sempre muito longe da baliza adversária. Aí destacaram-se algumas exibições mais discretas, princialmente do meio campo para a frente. HERRERA, longe das suas melhores noites e vincent ABOUBAKAR, sem se encontrar com a equipa, originavam dificuldades para o ataque dos dragões que ficavam entregues à originalidade nos lances individuais de yacine BRAHIMI, ou das bolas longas à procura de moussa MAREGA mas, quer no caso do argelino, quer no do maliano, quase sempre os lances foram inconsequentes.

Com um ritmo baixo e com ambas as equipas encaixadas, mesmo falhando sempre a primeia zona de pressão defensiva (aqui, foi gritante a falta de organização no momento da pressão do FC PORTO, com o homem que tomava a decisão de pressionar - quase sempre OTÁVIO - nunca era devidamente acompanhado) as defesas superiorizavam-se aos ataques e o jogo chegava ao intervalo sem golos. O destino ficava assim entregue aos treinadores e ao que reservavam para o segundo tempo, ficando a ideia que tanto o FC PORTO como o SCHALKE tinham condições para atacar os três pontos.

De facto, no segundo tempo o FC PORTO entrou com a corda toda e, num livre estudado, sobre a direita, quase marcava. Alex TELLES descubriu OTÁVIO e este cruzou para o desvio do "xerife" FELIPE que, obrigou FÄHRMANN a nova grande intervenção, negando outra vez o golo dos dragões. Mas, o que parecia ser uma equipa azul e branca transfigurada não passou de fogo de vista.

Dos dragões esperava-se uma forte reação ao golo sofrido mas, enquanto no relvado pouco ou nada mudava (apenas se aumentou a velocidade na circulação de bola da equipa portista) na dança das substituições até foi italo-alemão quem fez modificações na equipa, lançando dois jogadores frescos para o ataque, yeven KONOPLIANKA, primeiro e, guido BURGSTALLER, depois. E mesmo com o jogo bastante morno, a sorte acabou também por estar do lado dos dragões. À passagem dos 75 minutos NALDO voltou a facilitar e quem aproveitou foi MAREGA que acabou rasteirado na área. O árbitro espanhol, de novo atento, viu e assinalou de nova grande penalidade para o FC PORTO. Desta vez, foi OTÁVIO quem assumiu a responsabilidade e não dando hipótese ao guarda redes alemão fez o empate no VELTINS-ARENA.


A partida, muito disputada a meio campo, continuou a ser marcada pela falta de soluções ofensivas e por muitas perdas de bola algo incompreensíveis. Fatores esses que originavam várias expressões de inquietação, tanto por parte de CONCEIÇÃO como de TEDESCO apesar, ainda assim, de um maior domínio da equipa portista. Aos 60 minutos o técnico português tentou dar mais criatividade ofensiva lançando jesús CORONA, para o lugar do inexistente ABOUBAKAR.

Curiosamente é depois de CONCEIÇÃO ter mexido e, num lance que começou na área do SCHALKE 04, com um remate falhado do mexicano HERRERA, que os alemães chegam ao golo, fazendo valer a velocidade do americano McKENNIE e do suiço EMBOLO que acabou por bater o guarda-redes espanhol do FC PORTO e colocando assim a equipa dos mineiros na frente.

Até ao fim, e com a equipa do SCHALKE a tentar aproximar-se mais da baliza de CASILLAS, mas sempre sem grande perigo, a equipa portuguesa limitou-se a segurar o ponto que para todos os efeitos e depois de ter estado a perder, não era, de todo, um mau resultado. Ainda assim e, sabendo que já não repetiremos o recorde de outra equipa portuguesa, ao terminar a liga milionária com zero pontos, a ver vamos se, em Gelsenkirchen o FC PORTO conquistou um ponto, ou perdeu dois. 

DESTAQUES


IN

CASILLAS - 20 anos de LIGA DOS CAMPEÕES e num palco memorável. Cada vez mais uma lenda.

MILITÃO/DANILO - O destaque não vai para os jogadores mas para as circunstâncias. Ambos desamparados, ambos longe da baliza adversário e ambos com tarefas complicadas. Juntava FELIPE ao pacote mas, para 2 jogadores que se estão praticamente a estrear na época as exibições saltaram à vista. Prometem.

PONTO - O SHALKE 04 é, na teoria o principal adversário na luta pela qualificação. Empatar em sua casa é por si só um resultado positivo.


OUT

HERRERA/ABOUBAKAR - Ambos longe do esperado. Nem sei sequer se tiveram ações positivas no jogo.

BRAHIMI/MAREGA - O destaque não vai para os jogadores mas para as circunstâncias. Ambos desamparados, ambos longe da baliza adversária e ambos com tarefas complicadas.

por Fábio Daniel Ferreira

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

3 Pontos, Mas Só Isso

Depois do desastroso e inesperado resultado face ao Vitória SC, o FC Porto voltou a casa para correr atrás do prejuízo originado por uma exibição pobre e desinspirada da equipa de Sérgio Conceição na passada semana. 

A má exibição e consequente derrota, já depois de uma jornada onde a vitória foi arrancada a ferros frente ao Belenenses deram o alerta e, perante o Moreirense, era importante perceber que resposta seria dada pelos azuis e brancos.

O FC Porto venceu a equipa de Moreira de Cónegos, conquistou os 3 pontos mas só isso. O jogo valeu pelo resultado, por números algo exagerados tendo em conta a exibição, e pouco mais. Sérgio Conceição, na conferência de imprensa, falou na chegada tardia de alguns jogadores para justificar as exibições pouco exuberantes dos portistas. Com muita ou pouca influência, o que é certo é que o futebol apresentado pelos dragões está longe de se aproximar daquele que foi praticado em boa parte da época transata.


Depois de uma jornada inaugural que deixou água na boca, as três seguintes mostraram uma equipa com uma qualidade exibicional muito à quem do esperado, tornando o jogo contra o Desportivo de Chaves cada vez mais um hiato no futebol ainda adormecido dos portistas.

Habituados a uma equipa acutilante, pressionante e que imprime grande velocidade ao seu jogo, frente ao Moreirense assistimos a um FC Porto que parece cansado, sem a energia e a intensidade que era normal. O mau momento de forma de algumas unidades parecem justificar boa parte deste momento. O que pode ser preocupante, tendo em conta que estão decorridas apenas 4 jornadas. 

No jogo de ontem, os azuis e brancos demonstraram dificuldade em alternar entre o momento ofensivo e defensivo, demorando a recuar, recuperar posições e reagir à perda da bola. A passividade portista chegou a ser de tal ordem que o Moreirense, por várias vezes, ia trocando a bola no meio-campo portista com critério e sem ser muito incomodado. Ao minuto 70, os visitantes registavam mesmo 55% de posse de bola.

No momento ofensivo, a pouca intensidade e velocidade dos portistas também deixou a sua marca. O miolo portista demonstrou grandes dificuldades em construir e abrir espaços. Iam valendo as investidas pelos corredores laterais aproveitando a projeção dos laterais e a presença na área de Abou e Marega.

Seguem-se, agora, duas semanas de paragem com regresso marcado frente ao Varzim em jogo a contar para a taça da liga. Espero mesmo que este interregno surta os efeitos necessários ao futebol portista e que sirva a Sérgio Conceição para inverter da melhor forma  a atual condição fisica e exibicional que alguns atletas vão demonstrando por esta altura.

Destaques:

IN 

Militão - Entrar no 11, jogar muito e encher o olho aos adeptos portistas. Com autoridade e segurança, o central brasileiro começou com o pé direito e, ao primeiro jogo, deu um sinal bem positivo, indo ao encontro do rotúlo com que chegou do Brasil. Uma lufada de ar fresco no futebol adormecido dos portistas.

Herrera - A preponderância do mexicano é cada vez maior, ainda mais quando tem um Sérgio Oliveira que tem sido uma nulidade nos últimos jogos dos azuis e brancos. É Herrera quem tem assumido, praticamente só, as despesas do meio-campo portista. Marcou um golo, fez três remates (dois deles enquadrados), registou 92% de eficácia de passe e ainda sete acções defensivas.

Danilo - Após 5 meses de ausência, eis que o comendador está de volta. O Dragão levantou-se para o aplaudir e receber de braços abertos um jogador que tem uma importância enorme na manobra defensiva da equipa. A apreensão com a exibição da equipa, fez denotar ainda mais a necessidade de ter o médio-defensivo disponível.

OUT

Cansaço - Tal como referi em cima, para quem se habitou ao futebol vertiginoso, ao rolo compressor da equipa de Conceição, é com desânimo e preocupação que assistiu ao futebol dos azuis e brancos das últimas 3 jornadas. Uma equipa cansada, com dificuldade em imprimir velocidade e magia é o que mais salta à vista.

Sérgio Oliveira / Maxi - Ambos iniciaram a época em grande nível, mas mergulharam num conjunto de exibições sofridas com grande impacto na equipa. Sérgio Oliveira tem sido um buraco no meio-campo. Dificuldade a defender, ainda mais a atacar, lento e sem ideias. Já Maxi, com a idade a pesar cada vez mais, já só ataca ou defende. A velocidade que lhe falta tem causado calafrios ao lado direto dos Dragões. Se até percebo que João Pedro pode ainda não estar preparado, custa-me ver Oliver no banco quando o meio-campo portista tem precisado de inteligência e calma, aquilo que o espanhol tem para oferecer.

quinta-feira, 23 de agosto de 2018

Dar Um Desconto Aos Maus Hábitos

Depois de uma estreia prometedora, na LIGA NOS, com a chapa cinco ao CD CHAVES e, numa semana em que o nome de moussa MAREGA esteve no centro das atenções, o FUTEBOL CLUBE DO PORTO acabou por sair vivo do JAMOR. E se é certo que este BELENENSES SAD de SILAS mostrou não ser uma equipa qualquer, a de sérgio CONCEIÇÃO podia ter evitado todo o sofrimento.

Sem vencer em casa da equipa de Belém nas duas últimas épocas, CONCEIÇÃO apostou no mesmo onze que despachou o CD CHAVES na jornada inaugural. Assim, MAXI pereira continua senhor do lado direito da defesa, diogo LEITE vai cimentando o seu lugar no eixo, ao lado de FELIPE e, na frente, quer OTÁVIO, quer ANDRÉ PEREIRA continuam a ser aposta. Ora, se MAXI e LEITE têm cumprido com aquilo que é a exigência defensiva dos azuis e brancos, MAXI tem sido mesmo uma das figuras neste arranque de época, já vejo no brasileiro e no portugês que jogam na frente alguma inconstância. Um OTÁVIO capaz do melhor e do pior e um ANDRÉ PEREIRA ainda longe do melhor entrosamento com o resto da equipa, até porque habitualmente naquela posição estavamos habituados a ver... MAREGA.

Ainda assim, e reconhecendo o valor da equipa que estava diante de si e ainda com um relvado que nem no CNS deveria ser aceitável, o FC PORTO começou o jogo com bola e, apesar de um pouco aos trambolhões, e com demasiadas bolas lançadas em profundidade, ia conseguindo evitar as saídas do BELENENSES. No entanto, e apesar de uma primeira ameaça dos azuis do Restelo, os dragões responderam em dose dupla. Primeiro, foi ANDRÉ PEREIRA que cabeceou à trave e, pouco depois, foi LEITE que, ao terceiro jogo e, também de cabeça, se estreou a marcar pela equipa principal, descansando dessa forma os adeptos que se deslocaram a Oeiras.

Com o mais difícil feito, que era chegar à vantagem, mesmo sem um jogo fantástico, a segunda parte começou com o golo de OTÁVIO, que aproveitou um erro de DALCIO gomes e, com o golo veio a sensação de dever cumprido e mais três pontos no bolso. Eu, pensei assim, porém não podia estar mais errado.

O golo do brasileiro que, mesmo com altos e baixos fez um jogo positivo, trouxe na verdade um relaxamento ainda não visto esta época. Yacine BRAHIMI era, enquanto esteve em campo, o único transportador de bola, enquanto no centro, héctor HERRERA e sérgio OLIVEIRA estiveram demasiado posicionais e com demasiados passes errados na construção de jogo.

Ora, com os dragões bem por cima no resultado mas igualado naquilo que era a exibição, lembrando algumas tristes passagens da época passada, o BELENENSES acreditou e passou a jogar mais perto do FC PORTO, tão perto que acabou por reduzir. LEITE tocou com a mão na bola, o VAR mostrou que afinal funciona e FREDY aproveitou para bater iker CASILLAS na marcação do penálti.

Aí, com a entrega dos três pontos de novo na dúvida e com 35 minutos para jogar, CONCEIÇÃO confiou demasiado no resultado e, repetindo algumas abordagens que me assolam a memória, acabou por mexer mal. Se ao lançar jesús CORONA deu um sinal de que queria levar a bola para o meio campo da equipa e SILAS, mesmo saindo ANDRÉ PEREIRA (OTÁVIO jogou ao lado de ABOUBAKAR), acabou depois por correr o risco. Retirou do campo BRAHIMI e OTÁVIO, os dois jogadores com mais responsabilidades técnicas, pelas dúvidas (para o próprio CONCEIÇÃO) ÓLIVER torres e HERNÂNI.

A partir daí, e mudando o figurino em 4-3-3, permitindo ao BELENENSES adiantar mais jogadores no relvado, o intuito passava por ter bola e aproveitando essa subida do adversário, explorar a velocidade de HERNÂNI e CORONA, mas principalmente o de não sofrer golo. Pensando bem, e numa equipa que se diz precisar de reforços para a posição de extremo e ponta-de-lança, correr atrás do golo com ABOUBAKAR fisicamente de rastos, com CORONA e HERNÂNI e sem nenhum criativo declarado é do mais sofrível que pode haver.

De resto e, só para pôr à prova o meu pensamento, o BELENENSES acabou por marcar mesmo e empate, trazendo consigo o sentimento de estupfação nos adeptos azuis e brancos, enquanto o ar do técnico portista mostrava a preocupação. Mesmo assim, com pouco tempo para jogar, e com muitos adeptos azuis e brancos descrentes, foi já num último suspiro que o FC PORTO alcançou a vitória. Num remate de HERRERA, que acabou por encontrar o braço de HENRIQUE almeida terminou com o VAR a indicar grande penalidade que alex TELLES acabou por não falhar.

O hábito de complicar, o hábito de dar tiros nos pés, o hábito de desacreditar, para quem saiu do estádio nacional aos 83 minutos e até o hábito de deixar os adversários sonhar. Que voltemos ao nosso hábito de ganhar que, assim sendo e por ser início de época... acabamos por dar um desconto. Mas é não abusar se faz favor.



DESTAQUES 


IN 

MAXI - TELLES - Há indefinições no plantel, mas o que melhor temos no momento são as alas. 

DIOGO LEITE -  Comete erros, mas o futuro pode passar por ele. O golo foi um prémio. 

SILAS - Gostei da conferência antes e após o jogo. Sem arrogâncias fora e dentro de campo. A ideia do treinador fez por merecer a reação e pôs o campeão nacional em sentido. 

OUT 

JAMOR - É atualmente o estádio do BELENENSES SAD, mas as condições são péssimas. O espetáculo sai a perder. 

SOFRIMENTO - Depois de estar a vencer por 0-2 não devíamos acabar atrás dos três pontos. 

CADEIRAS VAZIAS - Alguns "portistas" a mostrar ao que foram. Ver o FC PORTO não é só comprar o bilhete, mas sim acreditar até ao fim.

por Fábio Daniel Ferreira

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Troca aos 3 e Acaba aos 5

Não se podia pedir melhor início. Numa noite em que tudo saiu bem ao FC Porto, os comandados por Sérgio Conceição atropelaram sem dó nem piedade a equipa do Desportivo de Chaves.

Com um autêntico recital de bem jogar, Sérgio Conceição iniciou esta temporada dando continuidade aos bons resultados da época passada e com aquilo que tem mais à mão.  

Não haviam centrais? Mete-se o Diogo Leite - que tão bem tem aproveitado a oportunidade. Não há Marega? Vai o André Pereira. Também não há Soares? Lança-se o Marius. Não chega? Então peguem lá o Adrián.

Basicamente, é muito disto que se tem feito o arranque de época do FC Porto que já levou com o recado do presidente: "Sérgio tem de rentabilizar os que há". Como se já não o fizesse como mais nenhum outro. Amigo Sérgio, trocando por miúdos, se te derem um cabo de vassoura, é com um cabo de vassoura que tens de ir à luta.

Intensidade, velocidade, critério, organização, criatividade e golos. Foi tudo o que se pôde ver no Dragão desde o primeiro minuto e em doses industriais. Aboubakar bisou e assistiu, Brahimi continua a fazer magia e também picou o ponto.

No segundo tempo, a toada azul e branca continuou e os 3 no marcador não eram motivo para abrandar a exibição de gala que se ia assistindo. 

Corona entrou e fez o 4º e deu continuidade ao bom registo da Supertaça. O mexicano tem sempre dificuldade em manter o nível exibicional de jogo para jogo mas, pelo menos para já, está a conseguir fazê-lo. 

Já com Adrán em campo, inicialmente algo tímido no jogo, o espanhol pareceu ganhar confiança com o futebol positivo da equipa e foi melhorando a sua performance contribuindo, assim, para a jogada do 5 - 0 final já próximo do encontro. Sete minutos depois de entrar em campo, o rapazinho do Chade, grande promessa no seu país, estreou-se da melhor forma e fechou o marcador com um resultado gordo.

Destaques:

IN

ABOUBAKAR - Falhou duas ocasiões flagrantes, mas isso não foi impeditivo para fazer balançar as redes mais tarde. O camaronês, sem marcar há vários meses, voltou aos golos e logo em dose dupla. Para além disso, contabilizou ainda cinco remates, uma assistência, dois passes para finalização e dois dribles certos em sete tentativas.

MEIO-CAMPO - É difícil destacar um setor quando o coletivo funcionou tão bem, mas faço-o pela assertividade e intensidade de Herrera e Sérgio Oliveira neste jogo. Neste momento, chegamos a um ponto que nos faz pensar que Danilo está aí à porta e o que é para fazer a seguir? Pois. Sérgio Oliveira registou uma assistência, duas ocasiões flagrantes criadas em cinco passes para finalização, 93% de eficácia de passe e ainda quatro desarmes.

BRAHIMI - Perfume argelino por todo o campo. Por muito bem que a equipa jogue, Brahimi eleva-a para outro patamar. Oferece aquilo que mais nenhum outro é capaz, e traz a magia na quantidade certa ao futebol alegre de Conceição. Apontou um golo e registou ainda cinco dribles eficazes em oito tentativas.

NOTAS SOLTAS

Ora então sai mais uma suspeita para as bandas da Luz: 10 mil euros para cada jogador do Aves. Sim, senhor! É claro que já vieram dizer que era tudo mentira, que não passava de uma denuncia anónima e acusar o JN de uma suposta proximidade com o FC Porto. Obviamente que a armada vermelha rapidamente tratou de fazer eco desta treta e, pasmem-se, as denuncias anónimas deixaram de ter credibilidade.

Este clube sempre nos habitou a níveis de "sem vergonha" históricos, mas se há algo em que se superam constantemente é neste ponto.

Depois de sistemáticas denúncias anónimas lançadas semanalmente contra os adversários do FC Porto (vá-se lá saber por quem), e altamente aproveitadas pelos seus lacaios em tudo o que era espaço de opinião, agora eles estão chateadinhos. O mesmo clube que dá abrigo a diversos "jornalistas" que não vêem mal nenhum no facto do benfica pagar a colegas seus da nossa praça - não é Nuno Farinha? - todos eles encartilhados e mantidos sob o jugo vermelho a argumentarem acerca da eventual proximidade do JN ao FC Porto. Não é lindo? Eles já tremem por todos os lados e o campeonato ainda agora começou.

domingo, 5 de agosto de 2018

Nova Taça, Um Ladrão e Um Menino Lá Atrás

Arrancou oficialmente a nova época!

Regresso do futebol e tudo na mesma: uma vitória, mais um troféu, plantel escasso, porrada, roubalheira, VAR inexistente. Ah...que saudades que tinha disto.

Em Aveiro, o FC Porto conquistou a sua 21ª supertaça, 5 anos após ter disputado e vencido esta competição pela última vez. Depois de terem estado a perder, os portistas deram a volta ao marcador e, no final, ergueram o troféu, coroando uma exibição de raça que abriu caminho para a vitória mais que justa dos azuis e brancos.

Com os adeptos ainda a tentarem lembrar-se como é que é isto de jogar uma Supertaça (depois de 5 anos de travessia no deserto), Sérgio Conceição surpreendeu ao alinhar com o jovem André Pereira no lugar do amuado Marega, aos quais juntou ainda Maxi e o menino Diogo Leite na dupla com Felipe.

E começo mesmo por este ponto: a equipa, o plantel. 

Poderão dizer-me que não é o momento, mas vou mesmo começar a época a "bater" no plantel do FC Porto. O nosso clube conseguiu a proeza de, após ter sido campeão no contexto em que o foi (desportivo e financeiro), com um plantel escasso enfraquece-lo ainda mais.

Independentemente dos resultados desportivos extremamente positivos que nos podem estar reservados, as lacunas da época passada estão cá todas, talvez mais acentuadas por um plantel desequilibrado - ontem fustigado por duas lesões. É triste estar a dizê-lo, mas lamento profundamente ver o banco que o treinador tinha à sua disposição depois do que deu ao clube na época transata pautada por um desinvestimento forçado. Resta-nos aguardar que o que ainda falta para o fecho do mercado nos traga as verdadeiras soluções de que precisamos, porque se for só para fazer número, é melhor nem mexer.

Relógio Mexicano
Voltando ao jogo, o FC Porto foi quem entrou melhor. A pressionar alto, o início dos portistas foi enérgico e cheio de ganas. Os minutos iniciais do jogo refletiam o favoritismo dos portistas mas, na primeira jogada de perigo os avenses inauguraram o marcador. 

O FC Porto teve de correr atrás do prejuízo. Acusou o golo e, até à combinação de Brahimi com Abou, a equipa tremeu e o nervosismo saltou à vista. Mas, depois do empate, o FC Porto estabilizou e procurou ascender na partida, levando o jogo empatado para o intervalo. A superioridade portista era visível, mas o domínio ainda não era intenso. Ainda assim, o FC Porto chegava ao descanso com mais posse (57% - 43%), mais remates (6-3 / 3-2 enquadrados) e mais cantos.

No segundo tempo, os azuis e brancos efetivaram o seu domínio sobre o adversário e fizeram 45 min a um bom nível. Mais velocidade no jogo e reação à perda da bola e, acima de tudo, com o meio-campo a beneficiar da melhoria exibicional de Sérgio Oliveira que, durante o primeiro-tempo, fez uma exibição paupérrima.

Com o FC Porto em crescendo e a não permitir os acutilantes contra-ataques da equipa das Aves, foi com naturalidade que virou o resultado. Primeiro por Maxi e, depois, perto do fim por Corona que fechou a contagem e deu a machadada final. Endiabrado, o mexicano trouxe ao jogo a magia que Brahimi forçosamente não pode dar à equipa durante toda a partida.

DESTAQUES

IN

MAXI - O velhinho foi eleito o melhor jogador em campo. Naturalmente sem a disponibilidade física de outrora, o uruguaio soube gerir o seu esforço ao longo dos 90 min. Durante o primeiro tempo, muito devido aos contra-ataques que os avenses iam tentando lançar, foi pouco interventivo no ataque porém, nos segundos 45' assistiu-se ao inverso. Assegurado o domínio portista no terreno, foi possível a Maxi aventurar-se em tarefas ofensivas, de tal forma que fez mesmo o golo da reviravolta.

HERRERA - A extensão do treinador em campo. Herrera é, efetivamente, um pilar neste plantel. Não só como líder, mas também pela disponibilidade que oferece dentro de campo. Com um pulmão incrível o mexicano percorre todo o campo e desempenha todas as funções necessárias. Ora ataca, ora defende, assiste, desarma...incansável.

BRAHIMI/CORONA - O argelino estava a começar a fazer das suas. Marcou, causava desequilíbrios mas foi lesionado e teve de abandonar a partida. Para o seu lugar entrou um Corona em dia sim e a magia continuou.

DIOGO LEITE - Sabem a satisfação de ver um menino da formação no meio dos crescidos a jogar como se já estivesse ali há anos? Pronto, é mesmo isso.

OUT

LUÍS GODINHO - O ladrão de serviço. Já são do conhecimento geral os grandes atributos para a arbitragem deste senhor e, ontem, ficou novamente provado, auxiliado ao mesmo nível pelos seus assistentes e VAR. Durante vários minutos cheguei mesmo a duvidar se a Supertaça tinha video-árbitro tal era a pouca vergonha. Confirmei que sim e a vergonha revelou-se ainda maior. Godinho, disfarça um bocado. À cara podre não vale páh!

domingo, 6 de maio de 2018

F.C. PORTO CAMPEÃO NACIONAL 2017-2018

SOMOS CAMPEÕES!

Quatro épocas depois do último campeonato, o FC Porto regressa ao seu devido lugar e festeja com todo o mérito o título de campeão nacional.

É imensa a felicidade que me invade, o orgulho por aqueles que dentro de campo jogaram e venceram por nós, o sentimento de dever cumprido. Quatro anos de injustiça, revolta, jogo sujo, à espera do momento da viragem, de pôr fim às trafulhices que nos tiraram do caminho de um título que podia ter chegado mais cedo. Um grito guardado à espera de ser dado.

Parabéns a nós adeptos que apoiamos esta equipa de início ao fim, independentemente das circunstâncias, aos jogadores que se regeneraram, acreditaram e queriam isto tanto quanto nós e ao homem do leme, Sérgio Conceição que pegou nesta equipa e fez do sonho realidade. Obrigado!

Mais considerações ficarão para o final do campeonato. Agora, festejemos e, depois, pensar em voltar a ganhar na próxima época.