sábado, 20 de janeiro de 2018

De Volta ao Topo

Depois do jogo deixado em suspenso no início da semana, e já com muita gente a esfregar as mãozinhas, azar dos azares, o FC Porto é novamente líder isolado e com um jogo em atraso, depois de vencer em casa o CD Tondela. 

Com um resultado curto face às oportunidades criadas pela equipa portista, os azuis e brancos esbarraram num Cláudio Ramos inspirado que evitou uma vantagem bem mais folgada para a equipa da casa com um punhado de boas intervenções. Não é por isso de estranhar que tenho sido o MVP da partida. 

O FC Porto marcou cedo e, aos 13 min já vencia, depois de Marega abrir o ativo, mas os primeiros 45 min dos portistas, embora de domínio, encontraram algumas dificuldades face a um Tondela bem organizado. Em pressão alta, a equipa visitante condicionava a construção dos dragões desde trás, impedindo que estes chegassem perto da sua baliza. Para além do golo, o FC Porto havia criado mais duas boas oportunidades para marcar, primeiro por Abou, que cabeceou ao poste e, mais tarde, por intermédio de Corona após boa combinação com Danilo.

Chegava o intervalo com uma vantagem justa para os portistas, perante um Tondela que, embora não criando oportunidades de golo, taticamente, estava a dar boa réplica condicionando com mérito o jogo portista.

Com o segundo tempo veio um FC Porto mais intenso, mais rápido e vertical no terreno de jogo, contornando melhor a pressão exercida pela equipa beirã e, com isso, criando inúmeras oportunidades de golo.

A entrada em jogo dos comandados de Sérgio Conceição colocaram em sentido a defensiva adversária, perante um domínio que se intensificou a partir do minuto 60, com o velho conhecido Ricardo Costa e, principalmente, Osorio a destacarem-se. Não conhecia o central venezuelano, mas se jogar sempre assim, valia a pena manter debaixo de olho. Quando não estavam lá os centrais, valia o guarda redes que se aplicou a fundo e realizou um total de 8 defesas. 

O caudal ofensivo do FC Porto merecia que a vantagem se dilatasse oferecendo total tranquilidade à equipa da casa. O tempo foi passando, as oportunidades sucederam-se mas o golo não aparecia. A diferença mínima deu confiança aos visitantes que, aos poucos, foram ganhando espaço no miolo portista, reduzindo o domínio azul e branco. Ao ver um jogo partido a meio-campo, Sérgio Conceição mexeu lançando Sérgio Oliveira e Hernâni, adotando um 4-3-3. 

O médio português, que tão importante seria para estabilizar o meio-campo e oferecer de novo o controlo total aos portistas, não entrou bem na partida. A situação não melhorou e, à entrada para os últimos 10', o Tondela ia crescendo cada vez mais e aproximava-se com maior perigo da baliza de José Sá. A crença tondelense deu origem a uma reta final com espaço para nervoso miudinho, mas a vantagem portista manteve-se.

DESTAQUES:

IN

DANILO - Forte a defender, como sempre, e muito interventivo no ataque. Com passada larga, foram várias as vezes que chegou a zonas mais adiantadas do terreno. Fez três remates, um deles à baliza, desperdiçando uma ocasião flagrante. Falhou apenas seis dos 59 passes que fez, tocou na bola 78 vezes e recuperou a posse em 13 ocasiões.

BRAHIMI - Embora não tão exuberante como em jogos anteriores, o argelino não passou ao lado da partida. Esteve em destaque com dois passes para finalização, 13 dribles eficazes, 19 duelos ganhos em 29 disputados e cinco faltas sofridas. 

OUT

SÉRGIO OLIVEIRA - Com os espaços a sucederem-se e com um meio-campo dividido apostaria em Oliver para oferecer a tranquilidade que a equipa portista precisava no momento da mexida. Sérgio assim não entendeu e preferiu lançar Sérgio Oliveira. O português tem sido feliz quando chamado a jogo, mas ontem passou completamente ao lado da partida, com a sua inclusão no decorrer do segundo tempo a revelar-se falhada. Não deu a solidez nem a tranquilidade que o momento pedia.

10 MINUTOS FINAIS -  Foram muitas as oportunidades criadas no segundo tempo para ampliar a vantagem, que se justificava inteiramente. Tal não aconteceu, e a diferença pela margem mínima motivou os visitantes. Ora, tal facto levou a 10 minutos finais pouco conseguidos por parte dos Dragões mas que mantiveram intacta a baliza azul e branca.

sábado, 13 de janeiro de 2018

Passo em Frente na Prova Rainha

Novo jogo, nova vitória e mais um passo em frente numa competição que o FC Porto quer vencer e que já lhe foge há bastante tempo. Estamos na meias-finais da Taça de Portugal e uma eliminatória a duas mãos com o Sporting é o que nos separa da final no Jamor.

Em Moreira de Cónegos, os azuis e brancos venceram a equipa da casa, algo que já não acontecia desde Fevereiro de 2015 quando com Lopetegui no comando da equipa vencemos por 2 bolas a zero.

Com algumas alterações no 11 inicial, saltando para a titularidade Layún, Maxi, Hernâni e Soares, o FC Porto entrou forte e com pressa de chegar à baliza adversária. Pressionantes, como de costume, cedo chegamos à vantagem, com Herrera a regressar da melhor forma à equipa inaugurando o marcador. 

A vencer por 1 a 0 a equipa da casa, o FC Porto continuava dominante, sem permitir ao Moreirense esboçar uma reacção. Depois do primeiro apontado aos 8 minutos, aos 20' foi a vez do outro mexicano deixar o nome na lista dos marcadores. Layún fazia o segundo. 

Com um resultado que permitia aos azuis e brancos gerir da melhor forma a partida sem ter de se desgastar demasiado, a equipa deixou arrefecer os motores e, ao invés de controlar, recuou. A partir da meia hora de jogo o FC Porto baixou o ritmo, perdeu o controlo do jogo e o Moreirense, aos poucos, lá foi crescendo.

Perto do intervalo, Brahimi saiu tocado e, para o seu lugar, Sérgio Conceição lançou A. André. Se esperava com isso melhorar o desempenho de seu meio-campo, tal não viria a acontecer. A entrada do português em nada contribuiu para uma melhoria da exibição portista, ficando novamente abaixo do exigível à semelhança do que já havia acontecido no jogo frente ao Feirense. André está claramente num mau momento de forma e confesso que não percebo as sucessivas apostas de Sérgio Conceição no médio em detrimento de Oliver. Mas o que é certo é que se posiciona à frente do espanhol na hora de ser chamado a jogo.

O segundo tempo ia-se desenrolando num jogo morno, com o FC Porto a procurar fazer o terceiro. Tal não aconteceu e o Moreirense lá conseguiu reduzir a desvantagem. O golo da equipa da casa serviu para despertar os portistas para os 15 min que restavam até ao final da partida. A partir daí, o FC Porto fez o que devia ter feito ao ver-se a vencer por 0-2. Controlar efetivamente o jogo, sem conceder oportunidades aos da casa mas sem se desgastar desnecessariamente. 

O jogo chegaria ao fim com a vitória para os Portistas e a passagem à próxima fase assegurada. Um jogo sem brilhantismo mas que valeu pela vitória. Agora regressa o campeonato com a deslocação a Estoril.

Destaques:

IN

SOCIEDADE MEXICANA - Com Herrera a regressar ao 11 após castigo e Layún em terrenos mais adiantados, o duo mexicano carimbou a vitória portista nos primeiros 20'. Herrera é cada vez mais essencial no esquema azul e branco, ao passo que o defesa, merecia mais presenças no 11 para fazer descansar Alex Telles que vai somando minutos atrás de minutos. Independentemente disso, e numa altura em que Miguel Layún vem sendo associado a clubes espanhóis, o mexicano mostra a importância que pode ter num plantel curto como o nosso. Pode não ser brilhante, mas joga sem comprometer e, neste caso, até fez golo. Que a sua saída seja mesmo só um rumor. 

OUT

CANSAÇO - Os minutos vão-se acumulando nas pernas, as diferentes competições vão-se sucedendo e nós lá continuamos em todas e com muito mérito. O plantel portista vai dando mostras de que precisa de ser refrescado neste mercado de inverno por forma a não sobrecarregar os seus principais artistas até esta fase. Tardam em chegar reforços e, nesta altura, a vinda de alguém já começa a parecer miragem. Que não se cortem as asas ao treinador por culpa das irresponsabilidades cometidas no passado e se pense que o que temos chega para tudo. É impossível.

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Eles Tinham Avisado..."Nós Vamos Ganhar!"

Num domingo que marcou o fecho da primeira metade da LIGA NOS, para o cimo da tabela, o FUTEBOL CLUBE DO PORTO foi o último a entrar em cena. Depois das vitórias dos rivais, a noite no DRAGÃO, que esteve longe de ser tranquila, mostrou um Porto em modo "descontraido", um Porto em "modo fúria" e um trio africano anti dias maus.

ÓLVER torres reclamou, em Santa Maria da Feira, a titularidade no meio campo portista e sérgio CONCEIÇÃO não lhe tirou o rebuçado. Assim, o médio espanhol foi a principal novidade no onze azul e branco, para o regresso à liderança da LIGA, enquanto diego REYES fez a vez do castigado FELIPE. De resto o figurino habitual.

Do outro lado, e perante a presença de ÓLIVER, mais passivo defensivamente do que, por exemplo, héctor HERRERA ou ANDRÉ ANDRÉ, PEDRO MARTINS apostou numa boa ocupação dos espaços quer pelos alas, RAPHINHA e HÉLDON que se desdobravam aquando a recuperação da bola, quer por paolo HURTADO, um elemento surpresa na posição "10" da equipa vitoriana. 

Com isso, a primeira parte dos dragões esteve, por mérito da equipa de Guimarães, longe dos melhores dias. A recuperação defensiva falhava nos primeiros momentos, deixando espaço para o VITÓRIA SC sair a jogar e, com bola, nunca fomos uma equipa com grandes soluções. Yacine BRAHIMI, que tentou ser o transportador de jogo, e jesús CORONA com muito jogo interior, vincent ABOUBAKAR baixou demasiadas vezes para influenciar a entrada, nas costas, ou melhor, as "sprintadas" de moussa MAREGA e os passes (alguns transviados) de ÓLIVER, foram as situações que mais me ficaram na retina. Aliás, além da equipa de sérgio CONCEIÇÃO ter terminado a primeira parte com apenas um remate enquadrado com a baliza de DOUGLAS, no golo dos vitorianos, há uma enorme passividade na pressão sobre a bola, fruto de uma má definição defensiva.

Para a segunda parte, e com o sinal dado por CONCEIÇÃO ao preencher a zona de substituições, ainda durante o primeiro tempo, o FC PORTO entrou numa disposição completamente diferente. MAREGA e ABOUBAKAR mais nas imedições da área e das zonas de finalização, alas mais declarados e com apoios constanes dos laterais RICARDO pereira e alex TELLES e a batuta nos pés de ÓLIVER que teve em DANILO pereira o ideal guarda costas. Enquanto isso defensivamente a equipa queimou linhas, defendendo mais à frente conseguindo anular a zona de construção da equipa de PEDRO MARTINS.  

A partir daí os azuis e brancos assumiram desde cedo o domínio do jogo, em busca do empate e, a avalanche de futebol ofensivo da equipa de CONCEIÇÃO acabou por coroar os três "reis magos" (porque estamos na época e não obstante estes serem africanos) do costume. Aos 57 minutos, pelo pé direito de ABOUBAKAR, a passe de CORONA, o golo do empate e, 4 minutos volvidos, foi BRAHIMI que inventou de forma mágica e sublime a cambalhota no marcador. Até parecia fácil.

Donos e senhores do jogo e, já com HERNÂNI em campo, no lugar de CORONA, o FC PORTO acabou por decidir a partida com a entrada em cena de MAREGA. Primeiro, o maliano respondeu de cabeça a um cruzamento do português e ex compenheiro no VITÓRIA, HERNÂNI e depois, só teve que encostar numa assistência de RICARDO, tudo perante a incapacidade da equipa de PEDRO MARTINS responder.

Já sobre o final e com a liderança na primeira volta assegurada, a defesa portista ainda ia a tempo de facilitar e "oferecer" o segundo golo aos vitorianos, num lance em que REYES não fica bem na fotografia. Um golo, que não belisca, no entanto, a exibição da defesa azul e branca. 

O FC PORTO termina assim a primeira volta com mais dois pontos que os leões e cinto que as águias e, continuando em todas as provas, tem agora a palavra numa segunda volta que promete ser ainda mais emotiva e, certamente com mais motivos para a revolta. A próxima paragem é em Moreira de Cónegos onde, o rumo ao JAMOR será feito, com toda a certeza, contra tudo e contra todos. E enquanto assim for, o aviso está dado: "VAMOS GANHAR, NÓS VAMOS GANHAR"

DESTAQUES 

IN 

BRAHIMI -  Em altura de reis BRAHIMI disfarçou-se de príncipe e conduziu o FC PORTO a mais um triunfo. Sem sombra de dúvida a figura desta liga. 

ABOUBAKAR-MAREGA - Se a vida não estava fácil para SOARES assim vai continuar. A dupla é a mais concretizadora e promete continuar. 

OITAVA - São oito as vitórias consecutivas e dezassete os jogos sem perder. Como diz o CONCEIÇÃO, isto não é só o "grito" e a "emoção". 

OUT 

CORONA - Complicativo, à imagem do último jogo. Espera-se mais consistência para a segunda volta. 

HERNÂNI - Deu a voz no grito e saiu em velocidade para os balneários. Será um até breve?? 

VAR - Mais do mesmo... 

por Fábio Daniel Ferreira     

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Aguenta, Veríssimo. Aguenta Que Estamos em 1º!

Em dia de clássico na segunda circular, o FC Porto tinha a oportunidade de se descolar dos seus rivais. Fosse qual fosse o resultado, em caso de vitória azul e branca, os portistas beneficiariam sempre do que de lá saísse, e assim aconteceu. Com alguma dificuldade e com um Fábio Veríssimo que não se inibiu de mostrar ao que ia, o FC Porto está, novamente, isolado na frente da classificação tirando partido do resultado que melhor serviria os interesses da equipa.

Na globalidade, não se assistiu a um grande espetáculo de futebol. O jogo iniciou-se com algumas dificuldades para a equipa de Sérgio Conceição em construir jogo, fruto de um Feirense bem organizado e pressionante quando a equipa portista tentava aproximar-se da sua baliza, pelo que a posse de bola dos dragões se ia fazendo maioritariamente no seu meio-campo. Não é, por isso, de estranhar que à passagem do quarto de hora, pese embora os 75% de posse de bola para os visitantes, registava-se apenas 1 remate. 

O FC Porto inauguraria o marcador aos 22', após uma boa jogada de Brahimi, completada pelo inevitável Aboubakar. A vantagem duraria pouco tempo, e o empate foi restabelecido aos 27 min. Os portistas não aproveitaram a mais-valia de se adiantarem cedo no marcador e, com isso, explorarem uma maior exposição ao risco da equipa da casa. Com o empate quase imediato, as dificuldades que se vinham a sentir até então voltaram a assombrar a exibição em Sta. Maria da Feira. Os azuis e brancos acusaram o golo do empate e, pese embora a elevada percentagem de posse de bola (72%) eram poucas as oportunidades criadas pela equipa, chegando ao intervalo empatada a 1 golo.

O segundo tempo iniciou-se sob a batuta com que acabou o primeiro e, como tal, Sérgio Conceição mexeu, tirando André André (com uma exibição muito abaixo do exigível) e lançou Oliver. Naturalmente que, com o espanhol em campo, vimos melhorias no jogo azul e branco. Perante a dificuldade em  encontrar espaços e construir, as virtudes do pequeno médio trouxeram maior critério e qualidade na construção portista, ainda que insuficientes para quebrar a barreira defensiva do Feirense. Aos 70', os Dragões tinham feito apenas dois remates desde o inicio da segunda-parte.

Aos 76 min, o FC Porto retirou vantagem das bolas paradas, que tão úteis têm sido esta época, e colocou-se novamente na frente do marcador, depois de uma cabeçada de Felipe que não deu hipóteses a Caio Secco. Foi o sexto remate dos portistas na segunda parte, primeiro enquadrado, na sequência do seu décimo canto.

Até final da partida manteve-se tudo igual, excepção feita à expulsão ridícula de Felipe. É precisamente por aqui que podemos aproveitar para falar da exibição absolutamente vergonhosa de Fábio Veríssimo, acompanhada ao mesmo nível por Bruno Paixão, o VAR. 

Na primeira-parte, o senhor do apito já tinha dado um ar da sua graça, ao perdoar uma expulsão a Kakuba após uma entrada assassinada sobre Brahimi. No segundo tempo, e com o resultado empatado, talvez ao ver que estava mais próximo do seu objetivo, Verrísimo não teve problemas em tentar travar de todas as formas possíveis o FC Porto. A cereja no topo do bolo foi ver o artista fazer de um lançamento um livre perigoso e levar a bola para ser batida a falta. Só a faltou meter lá dentro. Aguenta, Veríssimo. Aguenta que estamos em 1º. Não te correu bem, mas que tentaste, isso é inegável.

Destaques: 

IN

ESPÍRITO DE EQUIPA - Se a qualidade de jogo portista não foi de encher o olho, a raça, crença e sacrifício daqueles que estiveram em campo eclipsaram qualquer exibição menos conseguida. Foi graças a isso que levamos de vencida a partida, e certamente que terá de ser assim muitas mais vezes neste campeonato. Não vai ser só jogando bem que lá vamos.

BRAHIMI - Para além da assistência para o 1-0, o extremo rematou três vezes, duas delas enquadradas, ganhou dez dos 18 duelos em que participou e teve sucesso em cinco das seis tentativas de drible, duas delas na grande área adversária.

OUT

3ª OPÇÃO - Não deixa de ser estranho ver Oliver como a terceira opção para ocupar o meio-campo ao lado de Danilo. A. André foi chamado a render o mexicano e não correspondeu. Por sua vez, Oliver aproveitou a oportunidade dada. Espero ver o espanhol no 11 na próxima jornada.

domingo, 31 de dezembro de 2017

Fechar o Ano a Vencer

Depois de muitos anos desligado desta competição, o FC Porto parece, pela primeira vez, verdadeiramente interessado em vencer a Taça da Liga e, como tal, aplicou uma derrota à equipa de Paços de Ferreira seguindo em frente para a final-four da Taça CTT onde encontraremos o Sporting CP. 

Tendo em conta o resultado de 3-2 a favor do Rio Ave frente ao Leixões, não era obrigatório vencer para os azuis e brancos seguirem em frente mas, como é bom manter os hábitos, os Dragões derrotaram os castores numa exibição de duas faces mas que não deixou de premiar a melhor equipa e aquela que mais fez por vencer. 

Com uma entrada avassaladora, o FC Porto cedo se viu na frente. Primeiro com um golo de Reyes aos 17' e, 4 min depois, por Brahimi. A ver-se a vencer com tanta rapidez, a equipa de Sérgio Conceição fez o que não se deve fazer: os portistas baixaram a guarda, tiraram o pé do acelerador, abusando do facilitismo. A equipa da casa aproveitou e conseguiu empatar a partida antes do intervalo, beneficiando de erros da equipa portista.

Regressados das cabines, o treinador portista percebeu o abanão que era necessário dar à equipa, como tal, lançou a jogo Aboubakar e Corona. O efeito não podia ter sido melhor, o mexicano cruza e o camaronês mete-a lá dentro, recolocando o FC Porto de novo na frente do marcador.

Até final nada mudou no marcador, assistiu-se a várias oportunidades desperdiçadas e a uma burrice de Herrera que, desnecessariamente, lá arranjou forma de ir tomar banho mais cedo. 

O FC Porto acabaria, assim, por vencer a partida, fechando o ano da melhor forma possível, com uma vitória.

Destaques:

IN

ENTRADA EM JOGO - Com uma entrada letal, o FC Porto iniciou com toda a força o encontro, chegando rapidamente à vantagem com dois golos de diferença. Pena que tal, tenha permite um relaxamento da equipa. O FC Porto sempre na busca do golo, sempre insatisfeito, é uma das imagens de marca deste coletivo, e os minutos iniciais do desafio de ontem seguiram essa linha, contagiantes e elétricos. Fica a sensação que esse FC Porto é extremamente difícil de parar.

ABOUBAKAR - Mais do que o golo que acabaria por dar a vitória à equipa, esta menção serve para destacar aquela que é já a melhor época de sempre do camaronês fechou o ano da melhor forma, que o próximo siga pelos mesmos trilhos. 

OUT

DESLIGAR A MÁQUINA - É certo que é impossível manter uma equipa ligada à corrente durante 90 minutos, da forma como o FC Porto esteve até ao 2-0, mas não se pode baixar a toada da forma que o fizemos. A vencer por 2, era importante baixar o ritmo, até porque não interessava estar a causar desgaste quando tudo estava perfeitamente encaminhado, mas não é preciso abusar. Mudou-se o chip a tempo e vencemos, o mais importante. 

HERRERA - Totalmente desnecessária a atitude do mexicano. É claro que, da parte contrária, não faltou o teatrinho mas não era preciso.

Ficam as últimas linhas deste post para desejar a todos um excelente 2018 recheado de conquistas pessoais, coroado, claro está, com um mês de Maio festivo nos Aliados. Que 2018 seja, definitivamente, o nosso ano.

domingo, 24 de dezembro de 2017

Feliz Natal!

A todos aqueles que seguem este espaço das mais diversas formas, a Muralha Azul deseja um ótimo Natal recheado dos melhores sentimentos.

Que este quadra seja passada junto daqueles que vos são mais queridos e que a mesa esteja cheia de harmonia, riso, muita paz e saúde e que, acima de tudo, se prolonguem no ano que se aproxima.

São os mais sinceros votos da Muralha Azul.

Feliz Natal! 





quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Para O Ano Há Mais

Último jogo para o campeonato no ano civil de 2017, FC Porto e Marítimo defrontaram-se e só a vitória interessava para que os portistas retomassem o topo da tabela classificativa e fechassem o ano no primeiro lugar. São muitos os meses até ao término do campeonato, muita coisa estará por acontecer, mas era importante dobrar o ano no topo da classificação, ainda para mais com o derby da segunda circular tão perto. O objetivo foi cumprido, os dragões venceram, convenceram, são o melhor ataque e a melhor defesa, e Sérgio Conceição a figura de destaque nesta equipa.

Bem orientado, esperava um Marítimo capaz de causar dificuldades ao FC Porto, mas o que é certo é que, para além da oportunidade convertida em golo por parte dos insulares, pouco há a destacar da equipa visitante.

Desde o primeiro momento que se assistiu a um FC Porto dominador, completamente instalado no meio campo adversário e com um controlo total do jogo que merece destaque. Sérgio Conceição tem-nos habituado a uma equipa vertiginosa, de ataque constante, incursões pelas alas, aproveitamento dos contra-ataques, muita velocidade. Porém, na passada segunda-feira, foi possível ver uma equipa mais pausada, a circular a bola por todo o terreno de jogo, à procura de espaços. Acima de tudo, mais do que a correria habitual dos nossos jogadores, era a bola quem corria por todo o campo, com os comandados de Sérgio Conceição a demonstrarem uma segurança e um critério com o esférico que me agradou bastante. Ora, não era pois de admirar que, aos 71 min, os dragões registassem 82% de posse de bola e praticamente toda ela no meio-campo adversário, estando mesmo os centrais, em muito do tempo, na zona do grande circulo.

O FC Porto marcou primeiro, justificando o domínio desde o apito inicial, na única grande oportunidade os visitantes lá empataram, mas os portistas continuaram a toada contra 11 e, depois, contra 10. A rasar os 45' adiantamo-nos no marcador e voltamos a furar a muralha vinda da Madeira que parecia não ter outro interesse do que se fechar bem lá atrás, mesmo quando ainda jogava com 11 jogadores. No segundo tempo, embora com o jogo totalmente dominado, faltava o 3º, não fosse numa bola parada o destino pregar-nos uma partida, e assim aconteceu. Depois de fazer o 2-1, Marega bisava e ampliava a vantagem. 

O jogo chegava ao fim com um resultado justo e números esclarecedores acerca do domínio azul e branco: 21 remates (contra 5), 53 bolas na área adversária (contra 4), 73% de posse de bola e uma eficácia de passe na ordem dos 87%.

Estamos em primeiro, é hora de aproveitar a reabertura do mercado e retocar o plantel em posições chave, principalmente para a posição de extremo, e dar continuidade ao que tão bem tem sido feito.

Destaques:

IN 

MAREGA - 2 golos do maliano que lhe permitiram igualar Aboubakar no topo dos melhores  marcadores do plantel. Aquele que era um patinho feito, está-se a tornar num verdadeiro cisne na equipa do FC Porto. Ao "bis", Marega juntou cinco remates (três deles enquadrados), tentou ainda nove vezes o drible, com sucesso em quatro, e fez um passe para finalização.

REYES - Só os mais conservadores podem sentir, ainda, saudades de Felipe. O brasileiro não estava a render o esperado e Sérgio deu-lhe o lugar que merecia, o de suplente. Em contra partida, permitiu aquela que vem sendo a ascensão de Diego Reyes, ele que foi considerado dos melhores centrais a atuar na liga espanhola nos dois anos em que esteve por lá. Ótimo com bola nos pés, com grande leitura do jogo, e pouca necessidade de recorrer à falta, o mexicano esteve quase irrepreensível. À boa exibição somou um golo pleno de oportunidade. Espero que não esteja em final de contrato por muito tempo.

OUT

DANIEL SILVA - Depois de Moreno para a taça se ter vindo queixar do lance do penalti, o treinador maritimista resolveu, também ele, questionar a expulsão de Gamboa. Não há muito a dizer, o lance é claro, se o treinador quer fazer um papel ridículo, o problema é dele.