domingo, 6 de maio de 2018

F.C. PORTO CAMPEÃO NACIONAL 2017-2018

SOMOS CAMPEÕES!

Quatro épocas depois do último campeonato, o FC Porto regressa ao seu devido lugar e festeja com todo o mérito o título de campeão nacional.

É imensa a felicidade que me invade, o orgulho por aqueles que dentro de campo jogaram e venceram por nós, o sentimento de dever cumprido. Quatro anos de injustiça, revolta, jogo sujo, à espera do momento da viragem, de pôr fim às trafulhices que nos tiraram do caminho de um título que podia ter chegado mais cedo. Um grito guardado à espera de ser dado.

Parabéns a nós adeptos que apoiamos esta equipa de início ao fim, independentemente das circunstâncias, aos jogadores que se regeneraram, acreditaram e queriam isto tanto quanto nós e ao homem do leme, Sérgio Conceição que pegou nesta equipa e fez do sonho realidade. Obrigado!

Mais considerações ficarão para o final do campeonato. Agora, festejemos e, depois, pensar em voltar a ganhar na próxima época.


terça-feira, 1 de maio de 2018

O Título Aqui Tão Perto

1 ponto. É esta a distância que separa o FC Porto de se tornar campeão nacional e conquistar um troféu que lhe foge há 4 épocas. Quatro épocas de revolta pronta explodir no próximo fim-de-semana contra aqueles que tudo fizeram para nos destruir e colocar o FC Porto em causa, que por entre más decisões internas foi sendo derrotado pelos que se julgam donos disto tudo. É, por isso, fácil de perceber toda a euforia com que foi recebido o plantel e staff da equipa azul e branca ao inicio da madrugada de segunda-feira.

Por mais que se possa achar exagerado (como eu o achei inicialmente), é impossível não acabar contagiado por tanto portismo, tanta crença e vontade de, uma vez por todas, vencer e terminar no lugar que merecemos. Para os ressabiados que logo se apressaram a falar em "festejos antecipados" percebam que não é disso que se trata, é sim o último empurrão dos adeptos a uma equipa que quer tanto isto como nós e a forma como se envolveram na multidão mostra isso mesmo. Queremos o Porto campeão e, ali, na chegada da equipa foi o remate final dos adeptos à espera que dê "O" golo!

Os Dragões entraram nos Barreiros a saber dos resultados dos rivais que, pese embora favoráveis, não diminuíram em nada a importância de uma vitória neste encontro. As estatísticas mais recentes eram pouco abonatórias, mas não havia melhor altura que esta para, de uma vez por todas, superiorizar-nos sobre o Marítimo em sua casa e colocar um ponto final na série de maus resultados cada vez que viajávamos até à ilha. Uma ilha cada vez mais maldita para os azuis e brancos.

Ainda que com uma exibição não muito rica, facilmente camuflada pelo êxtase da vitória, o FC Porto fez balançar as redes à passagem do minuto 89 pelo inevitável Moussa Marega, colocando justiça num jogo de sentido único ganho mais pela raça e crença do que pela tática. Mas quando se vence e nos colocamos a 1 ponto do título o que importa isso? Aliás, foi muito de raça e crença que se fez este FC Porto e, num jogo como este, pedia muito isso também.

Com a equipa maritimista a jogar com menos um desde a primeira-parte, se já não iria arriscar muito, com 10 mais recuada se tornou, dificultando muito a obtenção de espaços e conduzindo o FC Porto para um exagerado futebol assente em cruzamentos longos lançados para a área que raras vezes causaram reais dificuldades. Sempre muito organizados e a defender bem, foi extremamente difícil a tarefa dos Portistas mas concluída com sucesso com o título já ali.

Destaques:

IN

MAREGA -  O atacante do Mali fez o golo que deu a vitória à equipa de Conceição, após três remates, dois deles enquadrados. Para além disso, criou uma ocasião flagrante e concluiu seis de oito tentativas de drible (!), números absolutamente surpreendentes neste capítulo por parte de Marega.

ALEX TELLES - Mais uma assistência para o brasileiro. Foi o 12º passe para golo de Alex Telles, dos 55 realizados por jogadores portistas este campeonato. E ainda registou quatro passes para finalização e dois dribles eficazes em sete.

HERRERA - A transformação de Herrera neste FC Porto é quase tão impressionante como a de Marega. O patinho feio fez-se cisne e é, neste momento, um dos grande pilares da equipa. Na Madeira não esteve particularmente activo no ataque, com apenas um remate e dois passes para finalização, mas completou 55 de 62 passes, recuperou oito vezes a posse de bola e realizou cinco desarmes. À chegada ao Porto, a forma como se envolveu com os adeptos que esperaram a equipa apraz dizer: "és grande, Herrera!".

sábado, 28 de abril de 2018

Depressa e Bem!

Depois da semana agridoce passada em Lisboa, que resultou no regresso ao topo da LIGA NOS, mas também na eliminação, mais uma vez nos penalties, da TAÇA DE PORTUGAL, o DRAGÃO encheu-se para aquela que é a fase decisiva do campeonato. Perante um VITÓRIA FC que demorou em aparecer ao jogo, o FUTEBOL CLUBE DO PORTO precisou apenas de um quarto de hora para poder pensar na Madeira. 

Na fase decisiva do campeonato, onde qualquer um dos jogos é uma final, a equipa de SÉRGIO CONCEIÇÃO tratou bem cedo de conquistar a primeira. Ainda algum público se acomodava nos respetivos lugares e moussa MAREGA, de regresso ao onze, aproveitava a defesa incompleta de CRISTIANO figueiredo para atirar para o fundo da baliza, estavam decorridos 6 minutos. Mesmo com o golo e com os vitorianos ainda a tentar entrar no jogo, mas cometendo vários erros, os azuis e brancos estavam empenhados em resolver o jogo e mais fácil ficou quando iván MARCANO, na sequência de um canto e de forma acrobática fez o segundo. A entrada fulminante dos DRAGÕES ficou concluída pouco depois, aos 16 minutos com o golo do argelino yacine BRAHIMI, que resolveu o jogo.

Com o 3-0, e apesar de não baixar linhas, o ritmo e o modo de gestão foi outro. Mais que dominar, o FC PORTO passou a controlar o jogo e a geri-lo da forma que quis. Nem sequer o golo de JOÃO AMARAL, que irritou CONCEIÇÃO, abalaram a equipa portista que jogava a seu bel prazer e jesús CORONA acabou por restabelecer a normalidade, a 10 minutos do descanso, finalizando uma boa jogada atacante que terminou com a assistência de RICARDO pereira.

Com esta final ganha, desde cedo, o FC PORTO passou a olhar para o jogo do Funchal e para a importância que esse jogo tem. Além do ritmo mais baixo imposto ao jogo, o segundo tempo, onde a equipa de Setúbal até teve mais remates, acabou por ficar marcado pela gestão física do jogo. MAREGA, visivelmente insatisfeito (pela substituição), deu o seu lugar a ÓLIVER torres e MAXI pereira entrou para o lugar de RICARDO. No entanto, para o marasmo que foi a segunda parte acabou por ficar reservado o golo da tarde/noite, num livre direto cobrado por alex TELLES. De registar ainda a entrada de gonçalo PACIÊNCIA, que defrontou a equipa onde iniciou a época, rendendo o avançado SOARES.

Com a tranquila vitória, onde a entrada forte foi decisiva e em que o VITÓRIA sentiu, nesse período, muitas dificuldades, os DRAGÕES aproveitaram para pensar na visita à Madeira onde será jogada, para mim, uma das grandes decisões do campeonato e que, no caso de uma vitória, acredito, o título não fugirá. Um jogo difícil, mas onde o jogo e a vitória frente ao VITÓRIA abrem boas perspetivas. 

DESTAQUES

IN 

MAR AZUL - A campanha que o FC PORTO está a fazer na liga ao mar azul muito deve. E mais uma vez foi importante. Faltam 3 finais, com 3 estádios pintados de azul e branco. 

ENTRADA FORTE - 16 minutos chegaram para o FC PORTO garantir os três pontos e pensar no próximo jogo. Melhor não se podia pedir.    

MAREGA - Não acredito num "Porto" com e noutro sem MAREGA. Ainda assim, a questão que se coloca é o melhor elogio ao maliano. Bem-vindo à fase decisiva do campeonato.

OUT

VITÓRIA FC - Vários erros da equipa sadina que, não retirando mérito ao FC PORTO, complicam a sua situação. Gostava de os ver a ficar na LIGA NOS mas o abismo está perto.

domingo, 15 de abril de 2018

O B R I G A D O !

Fomos Porto, não tivemos medo, mostramos que queríamos vencer, apresentamo-nos em campo como tal, arriscamos e não nos contentamos com um possível empate. Voltamos a vulgarizar a luz e saímos de lá novamente no primeiro lugar, o nosso posto.

Não entramos bem, algo nervosos, com dificuldade em ter bola. Em vários momentos da partida, o meio-campo do FC Porto parecia quase não existir, não estava a conseguir segurar o jogo, ganhava muito poucos ressaltos e a equipa da casa ia-se aproximando da baliza defendida por Iker Casillas ainda que sem verdadeiras ocasiões de perigo. O primeiro remate dos azuis e brancos registou-se aos 25' por Tiquinho Soares. Nesta fase da partida, o jogo portista assentava no aproveitamento dos espaços e da velocidade de Marega que ia esticando o jogo e fazendo-se valer de uma frescura física que fizeram esquecer que regressava de lesão. 

No decorrer do segundo tempo, o FC Porto foi equilibrando a partida. Atacou mais, conteve com maior eficácia as investidas encarnadas, mas as melhores oportunidades continuaram a ser para a equipa da casa.

O intervalo chegava com maior ascendente para o benfica: mais posse de bola (59%), mais remates (7 contra 4) mais bolas colocadas na área adversária (18 - 8) e uma ocasião de golo flagrante para cada lado.

A segunda parte iniciou-se e, com isso, uma história de jogo completamente diferente daquela que se assistiu no primeiro tempo. Um FC Porto que anulou por completo o seu adversário, o obrigou a recuar e a tentar conquistar o pontinho. Os portistas remeteram os anfitriões a apenas dois remates nos segundos 45 min. A superioridade portista fez-se logo sentir nos minutos inicias com 61% de posse de bola, 81% de acerto  no passe e uma ocasião flagrante de golo por Marega.

O FC Porto carregava mais e mais, com o benfica cada vez mais enfiado na sua área. A pressão era avassaladora, mas faltava converte-la em golo. O tempo ia passando e começava a exigir-se mexidas na equipa, com Sérgio Oliveira e Otávio amarelados e a cair de rendimento e Soares completamente fora do jogo, Conceição mexeu bem e lançou Óliver, Corona e Aboubakar. Ainda que algo tardiamente, as substituições ajudaram a intensificar o assalto à baliza encarnada nos últimos minutos de jogo.

Até que aos 90' a explosão. Herrera encheu o pé e fuzilou a baliza de Varela trazendo justiça ao jogo onde apenas uma equipa quis ganhar desde o primeiro minuto. 

Merecemos esta vitória, fizemos por isso e voltamos para o lugar do qual nunca deveríamos ter saído. Uma vitória contra um sistema sombrio, contra uma equipa que frente a um grande não é capaz de vencer um jogo e que já devia estar arredado do título desde o vergonhoso jogo da primeira volta no Dragão. Fez-se justiça e colocámo-los no devido lugar.

Agora, vamos com tudo, focados no nosso objetivo sem vacilar uma única vez. Merecemos muito isto!

DESTAQUES

IN

HERRERA - Autor do golo da vitória e que pode representar a conquista de um campeonato. Embora não tenha sido um jogo exuberante do mexicano, não lhe faltou intensidade, muitos metros corridos e importantes ações defensivas: dez duelos ganhos em 19 e 10 recuperações de posse.

RICARDO PEREIRA - O defesa português, tal como nos bem habituando, apresentou-se em grande nível. Realizou 7 desarmes, 5 alívios e 7 recuperações de posse, somou 91 acções com bola, criou duas ocasiões flagrantes em quatro passes para finalização, teve sucesso em cinco de seus tentativas de drible e ganhou 14 de 22 duelos individuais.

OUT

SOARES - Passou praticamente ao lado da partida. Não se encontrou e foi inconsequente a manobra ofensiva portista. Devia ter saído mais cedo para dar lugar a Abou. Curiosamente, parecia o brasileiro quem regressava de lesão e não o seu companheiro Marega.

quarta-feira, 11 de abril de 2018

Picar o Ponto e Olhar para o Clássico

Nada habituado a ter adversários à sua frente na tabela, o FUTEBOL CLUBE DO P0RTO respondeu da forma que se esperava à perda da liderança. Num jogo que cedo ficou resolvido, até deu para pensar no Clássico mais cedo

Apesar da perda da liderança, em Belém, numa desinspirada exibição, o DRAGÃO voltou a encher numa clara demonstração de que a fé na conquista do campeonato está bem presente. Perante o cenário e, com a conquista dos três pontos a ser mais que uma obrigação (até porque haviam sido atribuidos 3 pontos ao rival da LUZ, na noite anterior) a equipa de sérgio CONCEIÇÃO, com o seu onze mais provável (iván MARCANO substituiu yordan OSORIO e OTÁVIO rendeu MAXI pereira, baixando RICARDO pereira para lateral), respondeu à chamada dos adeptos e resolveu a partida em apenas onze minutos evitando assim quaisquer tipo de "ansiedade".

Com uma entrada forte e, jogando instalado no meio campo da equipa de josé MOTA, os azuis e brancos colocaram-se em vantagem aos 8 minutos com os dois laterais a serem decisivos. RICARDO sofreu a grande penalidade e alex TELLES encarregou-se de a transformar em golo. 3 minutos após, e resultante da pressão portista, OTÁVIO acaba por, de forma menos ortodoxa, fazer o segundo golo e resolver a questão dos três pontos. E estava lançado o jogo da LUZ.

A partir daí, os dragões partiram para uma exibição segura e inspirada. OTÁVIO e yacine BRAHIMI pelo centro, abrindo espaço para as subidas de TELLES e RICARDO, e com héctor HERRERA a comadar o ataque, os lances perto da baliza de adriano FACCHINI iam-se sucedendo. A vontade azul e branca era tanta que até deu para o AVES sair algumas vezes em superioridade numérica mas, nas duas jogadas mais perigosas, TELLES, primeiro e, MARCANO, depois, não deixaram sequer que houvesse remate.

Para o segundo tempo, numa amostra clara de que a cabeça já estava direcionada para o jogo com o SL BENFICA e, sob o aviso das várias contrariedades físicas de que tem sido alvo, a equipa de CONCEIÇÃO baixou o ritmo contolando ainda assim o resto da partida e nunca deixando de criar situações de golo. Nesse sentido, já com o atabalhoado HERNÂNI e com a batuta nos pés de ÓLIVER torres, que se foi entusiasmando, vincent ABOUBAKAR (que não marca pelos FC PORTO desde o início de fevereiro, na receção ao SC BRAGA) e tiquinho SOARES (que fez o seu último golo em PORTIMÃO, já lá vão 6 partidas) foram os princiais predulários de serviço.

Por fim, enquanto uns esperam pelos descontos e por mergulhos, onze minutos foram suficientes para o FC PORTO "arrumar" com o AVES e, assim, os adeptos azuis e brancos programarem o próximo domingo. Aí, no jogo do ano, até porque é o próximo, tem a palavra a equipa de CONCEIÇÃO no verdadeiro assalto à liderança da LIGA NOS.

DESTAQUES

IN

ONZE MINUTOS
Foi o que bastou para se desativarem as notificações do jogo. Resolvido o AVES, estava lançado o Clássico.

RICARDO e TELLES
Sem esquecer HERRERA, nunca é demais mais um destaque para os laerais. Que qualidade.

DRAGÃO
O FC PORTO caíu da liderança mas a fé é inabalável. Como já li algures, o nosso medo é o mesmo que o mérito de alguns: NENHUM!

OUT

6 JOGOS
É o número de partidas sem golos dos três melhores marcadores. Que estejam guardados para a LUZ.

CLÁSSICO CADA VEZ MAIS CLÁSSICO
O próximo jogo está manchado por inúmeros episódios. Impossível, por isso, olhar para o Clássico como apenas um jogo entre duas equipas. Que no fim esta observação não faça sentido.

por Fábio Daniel Ferreira.

segunda-feira, 19 de março de 2018

Castores e Panteras

Após o desaire inesperado da última jornada, o derby da invicta era o desafio que se seguia no sentido de perceber de que forma iria reagir a equipa do FC Porto. 

Há uma semana atrás, para além das baixas, assistimos a um Porto desfalcado de velocidade e critério, com opções que não resultaram e, a dado momento, a um jogo parado com futebol nos entretantos. A teimosia de Sérgio Conceição fê-lo lançar ao jogo André A. para o lugar do castigado Herrera e, a ausência daquele que era o patinho feio da equipa foi evidente, bem como a diferença que é ter o mexicano no 11. Se até agora, na falta de alguém, quem entra tem dado conta do recado, em Paços de Ferreira foi evidente que tal não aconteceu. Muito do fracasso desse jogo passou pela zona central do terreno, onde os portistas nunca conseguiram ter o domínio quer no momento defensivo, quer na fase de construção. Isso aliado à desinspiração dos principais desequilibradores dos Dragões conduziu a um resultado negativo para o FC Porto.

A derrota surgiu, quiçá, no pior momento. Não só não aproveitamos a momento debilitado do nosso rival, como lhes demos força e crença de que ainda era possível. De tal forma que, pela análise ao que se ia dizendo por metade do país desportivo, parecia mesmo que já não era o FC Porto quem liderava (e lidera) este campeonato.

Ontem, no Dragão, o FC Porto recebeu o rival Boavista, ainda desfalcado mas mais competente e um pouco mais esclarecido resultando num exibição "quanto baste", mas ainda longe do nível apresentado até há poucas jornadas atrás. 

Ainda sem Danilo, Telles e Marega, o FC Porto beneficiou da alavanca que é marcar cedo. Ainda alguns adeptos entravam no estádio e já Felipe andava às piruetas no relvado a festejar o primeiro. Abrir o marcador cedo facilita e muito a tarefa de qualquer equipa, quando se vem de uma derrota, mais importante se torna para afastar qualquer tipo de pressão e soltar os jogadores.

Contra um adversário a realizar uma excelente temporada e bem orientado, o FC Porto fez aquilo que se exigia. Sem o fulgor que nos tem habituado, mas competente, pese embora a intensidade dos axadrezados que, em determinados momentos, condicionou a abordagem portista, apenas incomodaram verdadeiramente Casillas por uma vez.

Após a vitória por 2-0, segue-se, agora, uma importantíssima paragem para as seleções que, certamente, vai cair muito bem ao plantel e treinador, para que possa recuperar os seus jogadores e preparar da melhor forma a reta final que aí vem. Era muito importante não perder a vantagem de 5 pontos numa fase em que o plantel estava mais debilitada. Não foi possível, resta fazer para que não se repita.

DESTAQUES:

IN

HERRERA - De volta ao 11 e em bom plano. Foi o jogador que mais remates fez, três, todos eles à baliza, e um dos quais resultante em golo. Foi feliz no único drible que arriscou e contabilizou 38 passes certos – mais do que qualquer outro jogador.

SÉRGIO OLIVEIRA - Criou uma ocasião flagrante, que resultou no primeiro golo da partida, e foi o jogador que mais bolas colocou na área contrária (13). Sofreu três faltas, duas delas em zona de perigo, e cometeu cinco. Foi ainda líder em perdas de posse (19).

OLIVER - Entrou no momento em que o FC Porto estava a ter maiores dificuldades em impor o seu jogo e, curiosamente, foi quando a equipa melhorou e voltou a crescer. Trouxe critério e tranquilidade, espero que esteja para breve a mudança de opinião de Sérgio Conceição face ao jovem espanhol.

OUT

LESÕES - O grande entrave neste momento, as lesões. Se estas até fizeram emergir um Sérgio que até então nunca se tinha visto e que (quase) fez esquecer Danilo, a ausência de alguns jogadores tem retirado poder de fogo a este FC Porto. Podemos falar de dependência? Talvez, mas todas as equipas sentem falta dos jogadores que melhor servem os seus propósitos. Neste momento são 3 em falta e mais alguns à procura da melhor forma após tempos longe do relvado.

sexta-feira, 9 de março de 2018

"Remontada" No Orgulho

Com pouco para jogar, no que diz respeito ao apuramento, o FUTEBOL CLUBE DO PORTO apresentou em Liverpool o orgulho e o prestígio. E se com um onze a roçar a segunda linha os azuis e brancos saíram com a "moral" em alta, a sensação que fica é que com um dia sim no Dragão e a musica na terra dos Beatles podia ter sido outra.

Num palco e num ambiente histórico como o que se vive em ANFIELD ROAD o jogo para a equipa de SÉRGIO CONCEIÇÃO era mais que uma formalidade. Isto sem, no entanto, esquecer o principal foco dos azuis e brancos no momento que passa pela conquista da LIGA NOS. Assim, o técnico portista apostou na segurança defensiva, alterando apenas ivan MARCANO por diego REYES, e na reverência ofensiva, lançando ANDRÉ ANDRÉ, ÓLIVER torres, majeed WARIS e o regressado vincent ABOUBAKAR., dando ainda a titularidade ao miúdo BRUNO COSTA.

Do outro lado e com a presença nos "quartos" assegurada, jürgen KLOPP também fez várias alterações sem com isso deixar de olhar para os três pontos, até porque jogava perante o seu público. Ainda assim, jogadores como adam LALLANA, emre CAN, sadio MANÉ ou roberto FIRMINO foram armas para o duelo de ANFIELD ROAD.

Em relação ao jogo, com pouca história o LIVERPOOL FC foi quase sempre superior. Mesmo sem a pressão defensiva habitual (quase asfixiante) e com menos verticalidade, o jogo mais pensado, principalmente pelas alas (tentando sempre a superioridade perante MAXI pereira e diogo DALOT) esbarraram sempre ou nos centrais portistas, onde FELIPE esteve imperial, ou em iker CASILLAS, segurança defensiva essa, o ponto forte azul e branco no jogo.

Já o FC PORTO, agarrou-se a essa segurança como base para o seu jogo. Ofensivamente, sem as setas habituais e com WARIS (que a espaços foi o repentista) e CORONA constantemente no apoio aos laterais, a organização ficou a cargo de um meio campo a três, mas aí, os problemas do onze apresentado estiveram a nu. ANDRÉ nunca foi solução, denotando alguma falta de ritmo. ÓLIVER, embora com a batuta e incansável na (boa) colocação dos espaços, falhou demasiados passes e o miúdo da B, apesar da boa prestação e dos bons apontamentos acusou o peso da competição. 

Perante isto, e com ABOUBAKAR fisicamente aquém do esperado, só as alterações com as entradas, principalmente de RICARDO pereira e sérgio OLIVEIRA, deram as soluções que até aí tinham faltado. E se defensivamente, mesmo perante mohamed SALAH, os dragões iam cumprindo, nos pés de ÓLIVER e FELIPE estiveram as melhores oportunidades, ambas através de bolas paradas.

Com um resultado justo, em função do jogo e de todas as condicionantes, o FC PORTO termina de forma digna a sua participação na prova milionária. E numa partida em que ambas as equipas se preocuparam mais com os seus jogos seguintes (o do FC PORTO já no domingo, em Paços de Ferreira) a mesma serviu ainda para se sentir o pulso a uma atmosfera incrível e onde claramente, os adeptos azuis e brancos deram show.

DESTAQUES

IN

FELIPE / CASILLAS - Dois monstros à altura do jogo e as principais figuras azuis e bancas.

CHAMPIONS - O FC PORTO caiu, mas de pé. Está aberto o apetite para a LIGA DOS CAMPEÕES 18/19

MAR AZUL - Incrível o apoio dos adeptos do FC PORTO. Liverpool virou azul e branca.

OUT

ABOUBAKAR / ANDRÉ ANDRÉ - Longe de um bom jogo. Se em ralação ao camaronês há índices físicos a melhorar já o português não fica com vida facilitada.

INTERVALO - Foi pena a eliminatória ter ficado decidida a meio. A história podia ter sido outra.

por Fábio Daniel Ferreira