segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Troca aos 3 e Acaba aos 5

Não se podia pedir melhor início. Numa noite em que tudo saiu bem ao FC Porto, os comandados por Sérgio Conceição atropelaram sem dó nem piedade a equipa do Desportivo de Chaves.

Com um autêntico recital de bem jogar, Sérgio Conceição iniciou esta temporada dando continuidade aos bons resultados da época passada e com aquilo que tem mais à mão.  

Não haviam centrais? Mete-se o Diogo Leite - que tão bem tem aproveitado a oportunidade. Não há Marega? Vai o André Pereira. Também não há Soares? Lança-se o Marius. Não chega? Então peguem lá o Adrián.

Basicamente, é muito disto que se tem feito o arranque de época do FC Porto que já levou com o recado do presidente: "Sérgio tem de rentabilizar os que há". Como se já não o fizesse como mais nenhum outro. Amigo Sérgio, trocando por miúdos, se te derem um cabo de vassoura, é com um cabo de vassoura que tens de ir à luta.

Intensidade, velocidade, critério, organização, criatividade e golos. Foi tudo o que se pôde ver no Dragão desde o primeiro minuto e em doses industriais. Aboubakar bisou e assistiu, Brahimi continua a fazer magia e também picou o ponto.

No segundo tempo, a toada azul e branca continuou e os 3 no marcador não eram motivo para abrandar a exibição de gala que se ia assistindo. 

Corona entrou e fez o 4º e deu continuidade ao bom registo da Supertaça. O mexicano tem sempre dificuldade em manter o nível exibicional de jogo para jogo mas, pelo menos para já, está a conseguir fazê-lo. 

Já com Adrán em campo, inicialmente algo tímido no jogo, o espanhol pareceu ganhar confiança com o futebol positivo da equipa e foi melhorando a sua performance contribuindo, assim, para a jogada do 5 - 0 final já próximo do encontro. Sete minutos depois de entrar em campo, o rapazinho do Chade, grande promessa no seu país, estreou-se da melhor forma e fechou o marcador com um resultado gordo.

Destaques:

IN

ABOUBAKAR - Falhou duas ocasiões flagrantes, mas isso não foi impeditivo para fazer balançar as redes mais tarde. O camaronês, sem marcar há vários meses, voltou aos golos e logo em dose dupla. Para além disso, contabilizou ainda cinco remates, uma assistência, dois passes para finalização e dois dribles certos em sete tentativas.

MEIO-CAMPO - É difícil destacar um setor quando o coletivo funcionou tão bem, mas faço-o pela assertividade e intensidade de Herrera e Sérgio Oliveira neste jogo. Neste momento, chegamos a um ponto que nos faz pensar que Danilo está aí à porta e o que é para fazer a seguir? Pois. Sérgio Oliveira registou uma assistência, duas ocasiões flagrantes criadas em cinco passes para finalização, 93% de eficácia de passe e ainda quatro desarmes.

BRAHIMI - Perfume argelino por todo o campo. Por muito bem que a equipa jogue, Brahimi eleva-a para outro patamar. Oferece aquilo que mais nenhum outro é capaz, e traz a magia na quantidade certa ao futebol alegre de Conceição. Apontou um golo e registou ainda cinco dribles eficazes em oito tentativas.

NOTAS SOLTAS

Ora então sai mais uma suspeita para as bandas da Luz: 10 mil euros para cada jogador do Aves. Sim, senhor! É claro que já vieram dizer que era tudo mentira, que não passava de uma denuncia anónima e acusar o JN de uma suposta proximidade com o FC Porto. Obviamente que a armada vermelha rapidamente tratou de fazer eco desta treta e, pasmem-se, as denuncias anónimas deixaram de ter credibilidade.

Este clube sempre nos habitou a níveis de "sem vergonha" históricos, mas se há algo em que se superam constantemente é neste ponto.

Depois de sistemáticas denúncias anónimas lançadas semanalmente contra os adversários do FC Porto (vá-se lá saber por quem), e altamente aproveitadas pelos seus lacaios em tudo o que era espaço de opinião, agora eles estão chateadinhos. O mesmo clube que dá abrigo a diversos "jornalistas" que não vêem mal nenhum no facto do benfica pagar a colegas seus da nossa praça - não é Nuno Farinha? - todos eles encartilhados e mantidos sob o jugo vermelho a argumentarem acerca da eventual proximidade do JN ao FC Porto. Não é lindo? Eles já tremem por todos os lados e o campeonato ainda agora começou.

domingo, 5 de agosto de 2018

Nova Taça, Um Ladrão e Um Menino Lá Atrás

Arrancou oficialmente a nova época!

Regresso do futebol e tudo na mesma: uma vitória, mais um troféu, plantel escasso, porrada, roubalheira, VAR inexistente. Ah...que saudades que tinha disto.

Em Aveiro, o FC Porto conquistou a sua 21ª supertaça, 5 anos após ter disputado e vencido esta competição pela última vez. Depois de terem estado a perder, os portistas deram a volta ao marcador e, no final, ergueram o troféu, coroando uma exibição de raça que abriu caminho para a vitória mais que justa dos azuis e brancos.

Com os adeptos ainda a tentarem lembrar-se como é que é isto de jogar uma Supertaça (depois de 5 anos de travessia no deserto), Sérgio Conceição surpreendeu ao alinhar com o jovem André Pereira no lugar do amuado Marega, aos quais juntou ainda Maxi e o menino Diogo Leite na dupla com Felipe.

E começo mesmo por este ponto: a equipa, o plantel. 

Poderão dizer-me que não é o momento, mas vou mesmo começar a época a "bater" no plantel do FC Porto. O nosso clube conseguiu a proeza de, após ter sido campeão no contexto em que o foi (desportivo e financeiro), com um plantel escasso enfraquece-lo ainda mais.

Independentemente dos resultados desportivos extremamente positivos que nos podem estar reservados, as lacunas da época passada estão cá todas, talvez mais acentuadas por um plantel desequilibrado - ontem fustigado por duas lesões. É triste estar a dizê-lo, mas lamento profundamente ver o banco que o treinador tinha à sua disposição depois do que deu ao clube na época transata pautada por um desinvestimento forçado. Resta-nos aguardar que o que ainda falta para o fecho do mercado nos traga as verdadeiras soluções de que precisamos, porque se for só para fazer número, é melhor nem mexer.

Relógio Mexicano
Voltando ao jogo, o FC Porto foi quem entrou melhor. A pressionar alto, o início dos portistas foi enérgico e cheio de ganas. Os minutos iniciais do jogo refletiam o favoritismo dos portistas mas, na primeira jogada de perigo os avenses inauguraram o marcador. 

O FC Porto teve de correr atrás do prejuízo. Acusou o golo e, até à combinação de Brahimi com Abou, a equipa tremeu e o nervosismo saltou à vista. Mas, depois do empate, o FC Porto estabilizou e procurou ascender na partida, levando o jogo empatado para o intervalo. A superioridade portista era visível, mas o domínio ainda não era intenso. Ainda assim, o FC Porto chegava ao descanso com mais posse (57% - 43%), mais remates (6-3 / 3-2 enquadrados) e mais cantos.

No segundo tempo, os azuis e brancos efetivaram o seu domínio sobre o adversário e fizeram 45 min a um bom nível. Mais velocidade no jogo e reação à perda da bola e, acima de tudo, com o meio-campo a beneficiar da melhoria exibicional de Sérgio Oliveira que, durante o primeiro-tempo, fez uma exibição paupérrima.

Com o FC Porto em crescendo e a não permitir os acutilantes contra-ataques da equipa das Aves, foi com naturalidade que virou o resultado. Primeiro por Maxi e, depois, perto do fim por Corona que fechou a contagem e deu a machadada final. Endiabrado, o mexicano trouxe ao jogo a magia que Brahimi forçosamente não pode dar à equipa durante toda a partida.

DESTAQUES

IN

MAXI - O velhinho foi eleito o melhor jogador em campo. Naturalmente sem a disponibilidade física de outrora, o uruguaio soube gerir o seu esforço ao longo dos 90 min. Durante o primeiro tempo, muito devido aos contra-ataques que os avenses iam tentando lançar, foi pouco interventivo no ataque porém, nos segundos 45' assistiu-se ao inverso. Assegurado o domínio portista no terreno, foi possível a Maxi aventurar-se em tarefas ofensivas, de tal forma que fez mesmo o golo da reviravolta.

HERRERA - A extensão do treinador em campo. Herrera é, efetivamente, um pilar neste plantel. Não só como líder, mas também pela disponibilidade que oferece dentro de campo. Com um pulmão incrível o mexicano percorre todo o campo e desempenha todas as funções necessárias. Ora ataca, ora defende, assiste, desarma...incansável.

BRAHIMI/CORONA - O argelino estava a começar a fazer das suas. Marcou, causava desequilíbrios mas foi lesionado e teve de abandonar a partida. Para o seu lugar entrou um Corona em dia sim e a magia continuou.

DIOGO LEITE - Sabem a satisfação de ver um menino da formação no meio dos crescidos a jogar como se já estivesse ali há anos? Pronto, é mesmo isso.

OUT

LUÍS GODINHO - O ladrão de serviço. Já são do conhecimento geral os grandes atributos para a arbitragem deste senhor e, ontem, ficou novamente provado, auxiliado ao mesmo nível pelos seus assistentes e VAR. Durante vários minutos cheguei mesmo a duvidar se a Supertaça tinha video-árbitro tal era a pouca vergonha. Confirmei que sim e a vergonha revelou-se ainda maior. Godinho, disfarça um bocado. À cara podre não vale páh!

domingo, 6 de maio de 2018

F.C. PORTO CAMPEÃO NACIONAL 2017-2018

SOMOS CAMPEÕES!

Quatro épocas depois do último campeonato, o FC Porto regressa ao seu devido lugar e festeja com todo o mérito o título de campeão nacional.

É imensa a felicidade que me invade, o orgulho por aqueles que dentro de campo jogaram e venceram por nós, o sentimento de dever cumprido. Quatro anos de injustiça, revolta, jogo sujo, à espera do momento da viragem, de pôr fim às trafulhices que nos tiraram do caminho de um título que podia ter chegado mais cedo. Um grito guardado à espera de ser dado.

Parabéns a nós adeptos que apoiamos esta equipa de início ao fim, independentemente das circunstâncias, aos jogadores que se regeneraram, acreditaram e queriam isto tanto quanto nós e ao homem do leme, Sérgio Conceição que pegou nesta equipa e fez do sonho realidade. Obrigado!

Mais considerações ficarão para o final do campeonato. Agora, festejemos e, depois, pensar em voltar a ganhar na próxima época.


terça-feira, 1 de maio de 2018

O Título Aqui Tão Perto

1 ponto. É esta a distância que separa o FC Porto de se tornar campeão nacional e conquistar um troféu que lhe foge há 4 épocas. Quatro épocas de revolta pronta explodir no próximo fim-de-semana contra aqueles que tudo fizeram para nos destruir e colocar o FC Porto em causa, que por entre más decisões internas foi sendo derrotado pelos que se julgam donos disto tudo. É, por isso, fácil de perceber toda a euforia com que foi recebido o plantel e staff da equipa azul e branca ao inicio da madrugada de segunda-feira.

Por mais que se possa achar exagerado (como eu o achei inicialmente), é impossível não acabar contagiado por tanto portismo, tanta crença e vontade de, uma vez por todas, vencer e terminar no lugar que merecemos. Para os ressabiados que logo se apressaram a falar em "festejos antecipados" percebam que não é disso que se trata, é sim o último empurrão dos adeptos a uma equipa que quer tanto isto como nós e a forma como se envolveram na multidão mostra isso mesmo. Queremos o Porto campeão e, ali, na chegada da equipa foi o remate final dos adeptos à espera que dê "O" golo!

Os Dragões entraram nos Barreiros a saber dos resultados dos rivais que, pese embora favoráveis, não diminuíram em nada a importância de uma vitória neste encontro. As estatísticas mais recentes eram pouco abonatórias, mas não havia melhor altura que esta para, de uma vez por todas, superiorizar-nos sobre o Marítimo em sua casa e colocar um ponto final na série de maus resultados cada vez que viajávamos até à ilha. Uma ilha cada vez mais maldita para os azuis e brancos.

Ainda que com uma exibição não muito rica, facilmente camuflada pelo êxtase da vitória, o FC Porto fez balançar as redes à passagem do minuto 89 pelo inevitável Moussa Marega, colocando justiça num jogo de sentido único ganho mais pela raça e crença do que pela tática. Mas quando se vence e nos colocamos a 1 ponto do título o que importa isso? Aliás, foi muito de raça e crença que se fez este FC Porto e, num jogo como este, pedia muito isso também.

Com a equipa maritimista a jogar com menos um desde a primeira-parte, se já não iria arriscar muito, com 10 mais recuada se tornou, dificultando muito a obtenção de espaços e conduzindo o FC Porto para um exagerado futebol assente em cruzamentos longos lançados para a área que raras vezes causaram reais dificuldades. Sempre muito organizados e a defender bem, foi extremamente difícil a tarefa dos Portistas mas concluída com sucesso com o título já ali.

Destaques:

IN

MAREGA -  O atacante do Mali fez o golo que deu a vitória à equipa de Conceição, após três remates, dois deles enquadrados. Para além disso, criou uma ocasião flagrante e concluiu seis de oito tentativas de drible (!), números absolutamente surpreendentes neste capítulo por parte de Marega.

ALEX TELLES - Mais uma assistência para o brasileiro. Foi o 12º passe para golo de Alex Telles, dos 55 realizados por jogadores portistas este campeonato. E ainda registou quatro passes para finalização e dois dribles eficazes em sete.

HERRERA - A transformação de Herrera neste FC Porto é quase tão impressionante como a de Marega. O patinho feio fez-se cisne e é, neste momento, um dos grande pilares da equipa. Na Madeira não esteve particularmente activo no ataque, com apenas um remate e dois passes para finalização, mas completou 55 de 62 passes, recuperou oito vezes a posse de bola e realizou cinco desarmes. À chegada ao Porto, a forma como se envolveu com os adeptos que esperaram a equipa apraz dizer: "és grande, Herrera!".

sábado, 28 de abril de 2018

Depressa e Bem!

Depois da semana agridoce passada em Lisboa, que resultou no regresso ao topo da LIGA NOS, mas também na eliminação, mais uma vez nos penalties, da TAÇA DE PORTUGAL, o DRAGÃO encheu-se para aquela que é a fase decisiva do campeonato. Perante um VITÓRIA FC que demorou em aparecer ao jogo, o FUTEBOL CLUBE DO PORTO precisou apenas de um quarto de hora para poder pensar na Madeira. 

Na fase decisiva do campeonato, onde qualquer um dos jogos é uma final, a equipa de SÉRGIO CONCEIÇÃO tratou bem cedo de conquistar a primeira. Ainda algum público se acomodava nos respetivos lugares e moussa MAREGA, de regresso ao onze, aproveitava a defesa incompleta de CRISTIANO figueiredo para atirar para o fundo da baliza, estavam decorridos 6 minutos. Mesmo com o golo e com os vitorianos ainda a tentar entrar no jogo, mas cometendo vários erros, os azuis e brancos estavam empenhados em resolver o jogo e mais fácil ficou quando iván MARCANO, na sequência de um canto e de forma acrobática fez o segundo. A entrada fulminante dos DRAGÕES ficou concluída pouco depois, aos 16 minutos com o golo do argelino yacine BRAHIMI, que resolveu o jogo.

Com o 3-0, e apesar de não baixar linhas, o ritmo e o modo de gestão foi outro. Mais que dominar, o FC PORTO passou a controlar o jogo e a geri-lo da forma que quis. Nem sequer o golo de JOÃO AMARAL, que irritou CONCEIÇÃO, abalaram a equipa portista que jogava a seu bel prazer e jesús CORONA acabou por restabelecer a normalidade, a 10 minutos do descanso, finalizando uma boa jogada atacante que terminou com a assistência de RICARDO pereira.

Com esta final ganha, desde cedo, o FC PORTO passou a olhar para o jogo do Funchal e para a importância que esse jogo tem. Além do ritmo mais baixo imposto ao jogo, o segundo tempo, onde a equipa de Setúbal até teve mais remates, acabou por ficar marcado pela gestão física do jogo. MAREGA, visivelmente insatisfeito (pela substituição), deu o seu lugar a ÓLIVER torres e MAXI pereira entrou para o lugar de RICARDO. No entanto, para o marasmo que foi a segunda parte acabou por ficar reservado o golo da tarde/noite, num livre direto cobrado por alex TELLES. De registar ainda a entrada de gonçalo PACIÊNCIA, que defrontou a equipa onde iniciou a época, rendendo o avançado SOARES.

Com a tranquila vitória, onde a entrada forte foi decisiva e em que o VITÓRIA sentiu, nesse período, muitas dificuldades, os DRAGÕES aproveitaram para pensar na visita à Madeira onde será jogada, para mim, uma das grandes decisões do campeonato e que, no caso de uma vitória, acredito, o título não fugirá. Um jogo difícil, mas onde o jogo e a vitória frente ao VITÓRIA abrem boas perspetivas. 

DESTAQUES

IN 

MAR AZUL - A campanha que o FC PORTO está a fazer na liga ao mar azul muito deve. E mais uma vez foi importante. Faltam 3 finais, com 3 estádios pintados de azul e branco. 

ENTRADA FORTE - 16 minutos chegaram para o FC PORTO garantir os três pontos e pensar no próximo jogo. Melhor não se podia pedir.    

MAREGA - Não acredito num "Porto" com e noutro sem MAREGA. Ainda assim, a questão que se coloca é o melhor elogio ao maliano. Bem-vindo à fase decisiva do campeonato.

OUT

VITÓRIA FC - Vários erros da equipa sadina que, não retirando mérito ao FC PORTO, complicam a sua situação. Gostava de os ver a ficar na LIGA NOS mas o abismo está perto.

domingo, 15 de abril de 2018

O B R I G A D O !

Fomos Porto, não tivemos medo, mostramos que queríamos vencer, apresentamo-nos em campo como tal, arriscamos e não nos contentamos com um possível empate. Voltamos a vulgarizar a luz e saímos de lá novamente no primeiro lugar, o nosso posto.

Não entramos bem, algo nervosos, com dificuldade em ter bola. Em vários momentos da partida, o meio-campo do FC Porto parecia quase não existir, não estava a conseguir segurar o jogo, ganhava muito poucos ressaltos e a equipa da casa ia-se aproximando da baliza defendida por Iker Casillas ainda que sem verdadeiras ocasiões de perigo. O primeiro remate dos azuis e brancos registou-se aos 25' por Tiquinho Soares. Nesta fase da partida, o jogo portista assentava no aproveitamento dos espaços e da velocidade de Marega que ia esticando o jogo e fazendo-se valer de uma frescura física que fizeram esquecer que regressava de lesão. 

No decorrer do segundo tempo, o FC Porto foi equilibrando a partida. Atacou mais, conteve com maior eficácia as investidas encarnadas, mas as melhores oportunidades continuaram a ser para a equipa da casa.

O intervalo chegava com maior ascendente para o benfica: mais posse de bola (59%), mais remates (7 contra 4) mais bolas colocadas na área adversária (18 - 8) e uma ocasião de golo flagrante para cada lado.

A segunda parte iniciou-se e, com isso, uma história de jogo completamente diferente daquela que se assistiu no primeiro tempo. Um FC Porto que anulou por completo o seu adversário, o obrigou a recuar e a tentar conquistar o pontinho. Os portistas remeteram os anfitriões a apenas dois remates nos segundos 45 min. A superioridade portista fez-se logo sentir nos minutos inicias com 61% de posse de bola, 81% de acerto  no passe e uma ocasião flagrante de golo por Marega.

O FC Porto carregava mais e mais, com o benfica cada vez mais enfiado na sua área. A pressão era avassaladora, mas faltava converte-la em golo. O tempo ia passando e começava a exigir-se mexidas na equipa, com Sérgio Oliveira e Otávio amarelados e a cair de rendimento e Soares completamente fora do jogo, Conceição mexeu bem e lançou Óliver, Corona e Aboubakar. Ainda que algo tardiamente, as substituições ajudaram a intensificar o assalto à baliza encarnada nos últimos minutos de jogo.

Até que aos 90' a explosão. Herrera encheu o pé e fuzilou a baliza de Varela trazendo justiça ao jogo onde apenas uma equipa quis ganhar desde o primeiro minuto. 

Merecemos esta vitória, fizemos por isso e voltamos para o lugar do qual nunca deveríamos ter saído. Uma vitória contra um sistema sombrio, contra uma equipa que frente a um grande não é capaz de vencer um jogo e que já devia estar arredado do título desde o vergonhoso jogo da primeira volta no Dragão. Fez-se justiça e colocámo-los no devido lugar.

Agora, vamos com tudo, focados no nosso objetivo sem vacilar uma única vez. Merecemos muito isto!

DESTAQUES

IN

HERRERA - Autor do golo da vitória e que pode representar a conquista de um campeonato. Embora não tenha sido um jogo exuberante do mexicano, não lhe faltou intensidade, muitos metros corridos e importantes ações defensivas: dez duelos ganhos em 19 e 10 recuperações de posse.

RICARDO PEREIRA - O defesa português, tal como nos bem habituando, apresentou-se em grande nível. Realizou 7 desarmes, 5 alívios e 7 recuperações de posse, somou 91 acções com bola, criou duas ocasiões flagrantes em quatro passes para finalização, teve sucesso em cinco de seus tentativas de drible e ganhou 14 de 22 duelos individuais.

OUT

SOARES - Passou praticamente ao lado da partida. Não se encontrou e foi inconsequente a manobra ofensiva portista. Devia ter saído mais cedo para dar lugar a Abou. Curiosamente, parecia o brasileiro quem regressava de lesão e não o seu companheiro Marega.

quarta-feira, 11 de abril de 2018

Picar o Ponto e Olhar para o Clássico

Nada habituado a ter adversários à sua frente na tabela, o FUTEBOL CLUBE DO P0RTO respondeu da forma que se esperava à perda da liderança. Num jogo que cedo ficou resolvido, até deu para pensar no Clássico mais cedo

Apesar da perda da liderança, em Belém, numa desinspirada exibição, o DRAGÃO voltou a encher numa clara demonstração de que a fé na conquista do campeonato está bem presente. Perante o cenário e, com a conquista dos três pontos a ser mais que uma obrigação (até porque haviam sido atribuidos 3 pontos ao rival da LUZ, na noite anterior) a equipa de sérgio CONCEIÇÃO, com o seu onze mais provável (iván MARCANO substituiu yordan OSORIO e OTÁVIO rendeu MAXI pereira, baixando RICARDO pereira para lateral), respondeu à chamada dos adeptos e resolveu a partida em apenas onze minutos evitando assim quaisquer tipo de "ansiedade".

Com uma entrada forte e, jogando instalado no meio campo da equipa de josé MOTA, os azuis e brancos colocaram-se em vantagem aos 8 minutos com os dois laterais a serem decisivos. RICARDO sofreu a grande penalidade e alex TELLES encarregou-se de a transformar em golo. 3 minutos após, e resultante da pressão portista, OTÁVIO acaba por, de forma menos ortodoxa, fazer o segundo golo e resolver a questão dos três pontos. E estava lançado o jogo da LUZ.

A partir daí, os dragões partiram para uma exibição segura e inspirada. OTÁVIO e yacine BRAHIMI pelo centro, abrindo espaço para as subidas de TELLES e RICARDO, e com héctor HERRERA a comadar o ataque, os lances perto da baliza de adriano FACCHINI iam-se sucedendo. A vontade azul e branca era tanta que até deu para o AVES sair algumas vezes em superioridade numérica mas, nas duas jogadas mais perigosas, TELLES, primeiro e, MARCANO, depois, não deixaram sequer que houvesse remate.

Para o segundo tempo, numa amostra clara de que a cabeça já estava direcionada para o jogo com o SL BENFICA e, sob o aviso das várias contrariedades físicas de que tem sido alvo, a equipa de CONCEIÇÃO baixou o ritmo contolando ainda assim o resto da partida e nunca deixando de criar situações de golo. Nesse sentido, já com o atabalhoado HERNÂNI e com a batuta nos pés de ÓLIVER torres, que se foi entusiasmando, vincent ABOUBAKAR (que não marca pelos FC PORTO desde o início de fevereiro, na receção ao SC BRAGA) e tiquinho SOARES (que fez o seu último golo em PORTIMÃO, já lá vão 6 partidas) foram os princiais predulários de serviço.

Por fim, enquanto uns esperam pelos descontos e por mergulhos, onze minutos foram suficientes para o FC PORTO "arrumar" com o AVES e, assim, os adeptos azuis e brancos programarem o próximo domingo. Aí, no jogo do ano, até porque é o próximo, tem a palavra a equipa de CONCEIÇÃO no verdadeiro assalto à liderança da LIGA NOS.

DESTAQUES

IN

ONZE MINUTOS
Foi o que bastou para se desativarem as notificações do jogo. Resolvido o AVES, estava lançado o Clássico.

RICARDO e TELLES
Sem esquecer HERRERA, nunca é demais mais um destaque para os laerais. Que qualidade.

DRAGÃO
O FC PORTO caíu da liderança mas a fé é inabalável. Como já li algures, o nosso medo é o mesmo que o mérito de alguns: NENHUM!

OUT

6 JOGOS
É o número de partidas sem golos dos três melhores marcadores. Que estejam guardados para a LUZ.

CLÁSSICO CADA VEZ MAIS CLÁSSICO
O próximo jogo está manchado por inúmeros episódios. Impossível, por isso, olhar para o Clássico como apenas um jogo entre duas equipas. Que no fim esta observação não faça sentido.

por Fábio Daniel Ferreira.