segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Um Xadrez Difícil de se Jogar

Já sabíamos de antemão que o jogo contra o Boavista iria causar-nos dificuldades, o derby da invicta é sempre algo complicado, independentemente do momento de forma que atravessem uma e outra equipa. Felizmente, nos últimos anos, a vitória sorriu sempre aos Portistas e, ontem, ainda que arrancada a ferros, com muito crer e raça, não foi excepção. No último suspiro, Hernâni mandou a redondinha para o fundo da baliza e fez explodir o universo azul e branco. 

Como já vem sendo tradição, a estratégia dos axadrezados mais não é que travar de qualquer maneira o jogo do FC Porto, e quando se diz "de qualquer maneira" é mesmo sem nenhum exagero. Vale tudo, e ontem tiveram a complacência de um árbitro que permitiu que, até aos 30 min de jogo, o Boavista fizesse o que bem entendesse sem que lhes fosse colocado um travão. Foram, por isso, naturais as dificuldades em entrar e assumir o jogo da parte dos dragões. Qualquer tentativa de esboçar futebol pelo FC Porto era travada 5 segundos depois com uma falta e anti-jogo. Ainda assim, a equipa de Sérgio Conceição, foi juntando algumas boas oportunidades durante o primeiro tempo. 

O intervalo chegava com 10 faltas para a equipa da casa (contra quatro) e 2 cartões amarelos (!!), 60% de posse de bola e 11 remates para o FC Porto, que apenas conseguiu enquadrar dois com a baliza de Helton Leite.

Na segunda parte, os azuis e brancos foram crescendo cada vez mais e, por consequência, descomplicando a difícil tarefa que tinham pela frente. As oportunidades continuaram a suceder-se, mas o desacerto imperava. Com a estratégia do "passa a bola, não passa o homem", jogadores como Oliver ou Brahimi, não conseguiram abrir o seu livro, até porque nem o melhor dos perfumes franceses consegue fazer face ao fedor de uma pocilga. Perdoem-me a analogia, mas o que se assistiu ontem, mais não foi que um tributo ao futebol sujo, de não jogar, nem querer deixar jogar. Felizmente que desde o ano passado, temos uma equipa que cresce e se transcende ainda mais, quando nos tentam complicar a vida da forma que ontem o tentaram fazer. 

E é aqui que os méritos de Sérgio Conceição são cada vez mais e inegáveis. A situação do FC Porto poderia muito bem ser insustentável em termos desportivos e financeiros, não fosse a engenhosa capacidade de fazer da adversidade força do treinador portista e, ontem, não foi exceção.

Já muitos podiam não acreditar, o tempo era cada vez menos, mas a equipa foi incapaz de baixar os braços e venceu. Venceu, e muito bem ao contrário do que pode pensar Jorge Simão e o seu clube, que nada fez para ganhar mas achou o resultado injusto. Quando já tudo se preparava para festejar a escorregadela portista, fizemos xeque mate nas aspirações do benfiquistão, que teve de meter a viola ao saco e aguentar. Os peões deste tabuleiro tinham a lição bem estudada, bastou ver Ribeiro Cristóvão na análise ao jogo do benfica com o Feirense falar sobre os 2 pontos a que os encarnados ficaram do líder, para se ter uma ideia do que seria caso o FC Porto tivesse perdido pontos, e de como devem ter ficado após o golo nos minutos finais da partida. 

Muito mérito ao treinador e à equipa que não se deixaram derrotar perante a adversidade, que acabou com Hernâni e Adrián lá na frente e que viu ser-lhe anulado um golo que não estava em fora de jogo. Mas isso nem interessa nada falar porque, assim, já não podem dizer que o FC Porto só venceu por causa de um penalti que não foi assinalado e depois ficam sem nada para dizer...e o patrão não o permite. 

Continuamos líderes depois de uma jornada difícil. Vencemos e ganhamos ainda mais confiança na equipa e nos nossos objetivos. Venha a próxima jornada. 

DESTAQUES

IN


HERRERA - O mexicano fez quatro remates (um enquadrado), criou uma ocasião flagrante em quatro passes para finalização, completou os dois dribles que tentou e ganhou cinco de sete duelos aéreos ofensivos.


ALEX TELLES - Se há jogador que se pode queixar da ineficácia atacante dos seus colegas é o lateral-esquerdo. O brasileiro terminou a partida com uma ocasião flagrante criada em impressionantes sete passes para finalização, realizou nove cruzamentos, dois deles eficazes, e ainda ganhou dois de três duelos aéreos defensivos.

HÊRNANI - Não sou fã do extremo português, nem um bocadinho. Não é agora que vai passar a ser o melhor mas ontem cumpriu e acrescentou à equipa o que lhe estava a faltar: acrescentou golo. Quando assim é, não há nada a dizer, a não ser desejar que mais momentos decisivos da parte de Hernâni se voltem a repetir que nós agradecemos e muito.

OUT

HUGO MIGUEL - Pode ter errado a favor do FC Porto com o penalti que não assinalou, mas antes disso foi permissivo face ao jogo duro da equipa do Boavista, deixando que durante boa parte dos primeiros 45 min se tornassem uma autêntica batalha (mas só para um lado), não ignorando o lance mal invalidade que daria a vantagem ao FC Porto no encontro. 

BOAVISTA - Seja qual for o treinador que por lá passe, a estratégia contra os dragões foi, é e parece que será sempre a mesma: mandar abaixo, o resto depois vê-se. Com Jorge Simão não é exceção. Cabe-nos saber contornar esta rotunda da melhor forma. Se é que me entendem. 

domingo, 2 de dezembro de 2018

Liga...De Campeões


FUTEBOL CLUBE DO PORTO e FC SCHALKE 04 subiram a relvado já com o apuramento para os "oitavos" garantido. No entanto, o primeiro lugar estava em discussão e, num oceano com muitos golfinhos os azuis e brancos mostraram ser um tubarão.

"Os mestres, os melhores, as grandes equipas, os campeões". Este é o refrão do hino da LIGA DOS CAMPEÕES que, em 1992, TONY BRITTEN decidiu adaptar do tema Zadok the Priest. Assim sendo e, após a quarta vitória em cinco jogos na maior prova de clubes da UEFA, o FC PORTO preenche os requisitos que o refrão reclama e garante ainda o lugar no topo do grupo D.

E porque se fala em mestre, SÉRGIO CONCEIÇÃO foi mais uma vez mestre na leitura do jogo e naquilo que foi a preparação para o mesmo. MAXI pereira, tal como eu idealizava, foi chamado para o lado direito da defesa, permitindo que jesús CORONA se adiantasse no terreno. DANILO pereira, héctor HERRERA e ÓLIVER torres preencheram o meio campo e moussa MAREGA foi o avançado móvel de serviço, contando com yacine BRAHIMI e CORONA, como já referi, nas alas. E apesar do FC PORTO ter sentido, nos primeiros minutos, que os alemães vinham para discutir o encontro, os azuis e brancos não tardaram a pegar no mesmo e impor o seu ritmo em quase todos os momentos apresentando mais uma vez qualidade e eficácia no seu jogo.

Daí, nessa subida de produção, que se acentuou principalmente na segunda parte (em função do empate que se registava) estiveram os melhores. E aqui, refiro-me aos melhores jogadores como a música da prova milionária o refere. Assim, vêm-me à ideia o nome, por exemplo, de CORONA que está num momento desconcertante, de MAREGA que andou a fezer de ponta de lança e de falso ponta de lança sempre comprometido e solidário com a equipa, o nome de HERRERA que embora o seu jogo, por vezes, pachorrento tanto vai à direita como à esquerda e ainda apoia tanto o DANILO atrás como apoia o MAREGA mais à frente, os da dupla FELIPE-éder MILITÃO que não tem dado hipótese até aos melhores das equipas adversárias, ou seja, um conjunto de jogadores que atravessam um grande momento neste PORTO e que, porque falamos nos "melhores", tem em ÓLIVER, a sua maior referência neste momento ao nível do momento que atravessa.


Depois, o compositor inglês fala nas grandes equipas. Pois bem, o FC PORTO mostrou mais uma vez a competência e dimensão europeia que possui. O SCHALKE 04, que era apontado até como um dos favoritos do grupo, fez dois remates enquadrados com a baliza de iker CASILLAS e teve ainda em ralf FAHRMANN, o seu guarda redes, a sua exibição individual mais conseguida. Os azuis e brancos ainda não perderam na prova e, apenas alcançados pontualmente por FC BARCELONA e FC BAYERN que também têm 13 pontos, continua assim, à altura dos grandes palcos.
Por fim, esta é uma liga para campeões e só esses seguirão, para já, para os oitavos de final. Aí, o FC PORTO marcará, mais uma vez, presença e, mais uma vez também, como único representante português. Ainda com a partida de Istambul por realizar o FC PORTO já olha para o sorteio e, a partir daí é o que a sorte ditar para um encontro que será certamente de LIGA DOS CAMPEÕES.

DESTAQUES

IN

FELIPE-éder MILITÃO - Defensivamente estão em grande forma e, num jogo de "champions" até deu para fazerem de ponta de lança. MILITÃO abriu caminho à vitória azul e branca e a FELIPE só faltou a bicicleta sair um pouco mais curta.

CORONA - Está na sua melhor fase e tem sido decisivo. Seja pela direita ou pelo centro CORONA é neste momento um acarga de trabalhos para as equipas adversárias.

ÓLIVER - É para mim, desde que cá está, um dos melhores jogadores do FC PORTO. Desta vez agarrou a oportunidade, e em boa hora.

OUT

SCHALKE 04 - Encontrou um forte FC PORTO pela frente mas, sair do DRAGÃO com dois remates é pouco para o poderio alemão. E um deles foi de grande penalidade.

MAXI - Não esteve mal mas pior que o costume. Foi acumulando erros que, normalmente, não comete e foi sem dúvida um elemento a menos.

por Fábio Daniel Ferreira

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Lá Ganhamos

Sabem quando, no fim de um jogo, alguém com ar de enfado diz: "lá ganhamos"? É mesmo esse o sentimento após o jogo de sábado. Deu para ganhar mas, novamente, a qualidade exibicional da equipa portista levanta muitas preocupações.


Quem tem lido as últimas análises certamente que achará que me estou a repetir, mas a questão é mesmo essa. A equipa, jornada após jornada, reincide nos mesmos erros. Jogadores que parecem agastados, a arrastarem-se pelo campo, pouco critério e clarividência na construção, ausência quase total de ideias.


Uma das coisas que nos enchiam de prazer ver no FC Porto da época passada era a constante insatisfação. Queriam sempre mais, havia sempre tempo para mais um golo, velocidade.

Atualmente, o futebol da equipa vai pouco mais além do que o chutão para a frente para a correria de Marega ou Abou. Com o acrescento de que é sofrível ver Marega a jogar a extremo. Há unidades em claro sub-rendimento e a equipa vai padecendo com isso. Herrera, Marega, Maxi e Telles são, porventura, os mais evidentes.

O pulmão de Herrera que o fazia correr todo o jogo, já teve melhores dias. Marega, que era uma verdadeira locomotiva, compensando a inabilidade técnica com força e velocidade, tem se perdido nas suas fragilidades, Maxi só consegue defender ou atacar e Telles não tem demonstrado a acutilância e os constantes vai-vem das últimas épocas.

Ora, é normal que com tantos jogadores a demonstrarem dificuldade em encontrar o seu melhor momento de forma, o resto da equipa sinta grandes dificuldades em imprimir o seu jogo.

Aconteceu com o Moreirense e aconteceu novamente com o Vitória FC. Os portistas tinham grandes dificuldades em ter bola, construir criteriosamente, vendo-se inclusivamente, várias vezes recuados e subjugados ao seu meio-campo enquanto o adversário ia desenvolvendo o seu jogo.

Com tantas diferenças de uma época para a outra, é mais que normal a apreensão e incompreensão com aquilo que temos vindo a assistir. Principalmente, no meu caso, com a dificuldade de Conceição em trocar algumas peças no 11 portista que não têm conseguido dar a resposta desejada.

Continuo a achar que é um crime ver Óliver, sistemáticamente, sem uma verdadeira oportunidade na equipa. Até Hernâni vai jogando mais. Se tivesse tantos minutos como aqueles que passa a aquecer já não era nada mau, mas a relevância do espanhol neste plantel parece esgotar-se nos curtos metros de espaço para os exercícios de aquecimento. Acredito que o futebol do chutão seja demasiado "complexo" para a inteligência do pequeno espanhol, mas, vá lá, mister! Dê lugar ao critério e discernimento com a bolo nos pés. Vai ver que não se vai arrepender.

Na fase de maior aflição, basicamente nos longos minutos entre o primeiro e segundo golo do FC Porto, valeu Iker Casillas com algumas boas intervenções, que foi pondo gelo nas investidas sadinas. Mantendo o FC Porto na frente do marcador.

Sérgio Oliveira entrou e, ainda que não tenha estabilizado o jogo pelas funções que desempenhou em campo, fê-lo com o golo da tranquilidade. Só depois do 0-2, os Dragões passaram a respirar melhor e a convicção de que a vitória não escaparia nasceu. Até então, foi sofridinho e muito pouco agradável de se ver, meus amigos.

DESTAQUES: 

IN 

Militão - O brasileiro é daqueles que não engana, e parece vir a ser uma das pedras basilares da equipa portista. Ganhou cinco de seis duelos aéreos defensivos e registou 12 acções defensivas, entre elas seis alívios. Um jogo muito sólido do brasileiro.

Sérgio Oliveira - Entrado na segunda parte, numa altura de maior aperto para os portistas, o médio fez apenas 32 minutos, mas foi o suficiente para deixar uma marca forte. O português fez um golo, completou os 13 passes que tentou e enquadrou os dois remates.

OUT

Sub-rendimento - Acho que já "bati" o suficiente nos jogadores que, a meu ver, estão claramente em baixo de forma. Não o vou fazer novamente mas fica o registo para aquele que, porventura, é o grande inimigo da equipa neste fase.

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Um Ponto e Dois Reforços


Foi num estádio de boa memoria, o agora denominado VELTINS-ARENA, que o FUTEBOL CLUBE do PORTO iniciou mais uma campanha na liga milionária. Num jogo que pareceu estar ao alcance mas, em que a derrota chegou a ser um cenário possível, os azuis e brancos picaram o ponto e acabaram por sair vivos da Alemanha.

Foi há 14 anos que os azuis e brancos escreveram uma das mais douradas páginas da sua história ao vencerem, na final da LIGA DOS CAMPEÕES, o AS MÓNACO por 3-0. Esse facto faz com que Gelsenkirchen e o estádio do FC SCHALKE 04, miticamente chamado de ARENA AUF SCHALKE, sejam recordados com alguma nostalgia pelos adeptos portistas. No entanto, na estreia do FC PORTO na presente edição da "champions", esse sentimento pareceu não passar dos adeptos para a equipa apresentada por sérgio CONCEIÇÃO.

O defesa éder MILITÃO e o médio DANILO foram as principais notas de destaque no onze do FC PORTO, e em boa hora, diga-se. Se o brasileiro atuou ao lado de FELIPE, assumindo-se cada vez mais como titular nesta equipa azul e branca, já o prtuguês regressado de lesão fez o lugar de sérgio OLIVEIRA e perfilou-se no meio campo fazendo dupla com héctor HERRERA.

Ainda assim até foi o campeão português a entrar melhor na partida e, embora sem jogar perto da baliza de ralf FÄHRMANN, teve logo aos 13 minutos uma oportuniade de ouro para marcar. GIL MANZANO, o árbitro espanhol assinalou uma mão imprudente do brasileiro NALDO, dentro da área, após um desvio de FELIPE mas, na marca dos 11 metros alex TELLES permitiu a defesa ao guarda redes alemão deixando escapar assim a melhor oportunidade de toda a primeira parte.

Quanto à equipa germânica, que conta com três derrotas para o campeonato, em outros tantos jogos, dominico TEDESCO fez quatro alterações em relação ao jogo em Mönchengladbach, com as entradas a pertencerem a jogadores com caractristicas atacantes, como weston McKENNIE, suat SERDAR, alessandro SCHOPF ou breel EMBOLO.

Sem deixar que o SCHALKE 04 se aproximasse com perigo da baliza de iker CASILLAS, muito por culpa de DANILO, FELIPE e MILITÃO, travando sempre as bolas para a velocidade dos três homens da frente da equipa alemã, os azuis e brancos iam controlando o jogo mas sempre muito longe da baliza adversária. Aí destacaram-se algumas exibições mais discretas, princialmente do meio campo para a frente. HERRERA, longe das suas melhores noites e vincent ABOUBAKAR, sem se encontrar com a equipa, originavam dificuldades para o ataque dos dragões que ficavam entregues à originalidade nos lances individuais de yacine BRAHIMI, ou das bolas longas à procura de moussa MAREGA mas, quer no caso do argelino, quer no do maliano, quase sempre os lances foram inconsequentes.

Com um ritmo baixo e com ambas as equipas encaixadas, mesmo falhando sempre a primeia zona de pressão defensiva (aqui, foi gritante a falta de organização no momento da pressão do FC PORTO, com o homem que tomava a decisão de pressionar - quase sempre OTÁVIO - nunca era devidamente acompanhado) as defesas superiorizavam-se aos ataques e o jogo chegava ao intervalo sem golos. O destino ficava assim entregue aos treinadores e ao que reservavam para o segundo tempo, ficando a ideia que tanto o FC PORTO como o SCHALKE tinham condições para atacar os três pontos.

De facto, no segundo tempo o FC PORTO entrou com a corda toda e, num livre estudado, sobre a direita, quase marcava. Alex TELLES descubriu OTÁVIO e este cruzou para o desvio do "xerife" FELIPE que, obrigou FÄHRMANN a nova grande intervenção, negando outra vez o golo dos dragões. Mas, o que parecia ser uma equipa azul e branca transfigurada não passou de fogo de vista.

Dos dragões esperava-se uma forte reação ao golo sofrido mas, enquanto no relvado pouco ou nada mudava (apenas se aumentou a velocidade na circulação de bola da equipa portista) na dança das substituições até foi italo-alemão quem fez modificações na equipa, lançando dois jogadores frescos para o ataque, yeven KONOPLIANKA, primeiro e, guido BURGSTALLER, depois. E mesmo com o jogo bastante morno, a sorte acabou também por estar do lado dos dragões. À passagem dos 75 minutos NALDO voltou a facilitar e quem aproveitou foi MAREGA que acabou rasteirado na área. O árbitro espanhol, de novo atento, viu e assinalou de nova grande penalidade para o FC PORTO. Desta vez, foi OTÁVIO quem assumiu a responsabilidade e não dando hipótese ao guarda redes alemão fez o empate no VELTINS-ARENA.


A partida, muito disputada a meio campo, continuou a ser marcada pela falta de soluções ofensivas e por muitas perdas de bola algo incompreensíveis. Fatores esses que originavam várias expressões de inquietação, tanto por parte de CONCEIÇÃO como de TEDESCO apesar, ainda assim, de um maior domínio da equipa portista. Aos 60 minutos o técnico português tentou dar mais criatividade ofensiva lançando jesús CORONA, para o lugar do inexistente ABOUBAKAR.

Curiosamente é depois de CONCEIÇÃO ter mexido e, num lance que começou na área do SCHALKE 04, com um remate falhado do mexicano HERRERA, que os alemães chegam ao golo, fazendo valer a velocidade do americano McKENNIE e do suiço EMBOLO que acabou por bater o guarda-redes espanhol do FC PORTO e colocando assim a equipa dos mineiros na frente.

Até ao fim, e com a equipa do SCHALKE a tentar aproximar-se mais da baliza de CASILLAS, mas sempre sem grande perigo, a equipa portuguesa limitou-se a segurar o ponto que para todos os efeitos e depois de ter estado a perder, não era, de todo, um mau resultado. Ainda assim e, sabendo que já não repetiremos o recorde de outra equipa portuguesa, ao terminar a liga milionária com zero pontos, a ver vamos se, em Gelsenkirchen o FC PORTO conquistou um ponto, ou perdeu dois. 

DESTAQUES


IN

CASILLAS - 20 anos de LIGA DOS CAMPEÕES e num palco memorável. Cada vez mais uma lenda.

MILITÃO/DANILO - O destaque não vai para os jogadores mas para as circunstâncias. Ambos desamparados, ambos longe da baliza adversário e ambos com tarefas complicadas. Juntava FELIPE ao pacote mas, para 2 jogadores que se estão praticamente a estrear na época as exibições saltaram à vista. Prometem.

PONTO - O SHALKE 04 é, na teoria o principal adversário na luta pela qualificação. Empatar em sua casa é por si só um resultado positivo.


OUT

HERRERA/ABOUBAKAR - Ambos longe do esperado. Nem sei sequer se tiveram ações positivas no jogo.

BRAHIMI/MAREGA - O destaque não vai para os jogadores mas para as circunstâncias. Ambos desamparados, ambos longe da baliza adversária e ambos com tarefas complicadas.

por Fábio Daniel Ferreira

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

3 Pontos, Mas Só Isso

Depois do desastroso e inesperado resultado face ao Vitória SC, o FC Porto voltou a casa para correr atrás do prejuízo originado por uma exibição pobre e desinspirada da equipa de Sérgio Conceição na passada semana. 

A má exibição e consequente derrota, já depois de uma jornada onde a vitória foi arrancada a ferros frente ao Belenenses deram o alerta e, perante o Moreirense, era importante perceber que resposta seria dada pelos azuis e brancos.

O FC Porto venceu a equipa de Moreira de Cónegos, conquistou os 3 pontos mas só isso. O jogo valeu pelo resultado, por números algo exagerados tendo em conta a exibição, e pouco mais. Sérgio Conceição, na conferência de imprensa, falou na chegada tardia de alguns jogadores para justificar as exibições pouco exuberantes dos portistas. Com muita ou pouca influência, o que é certo é que o futebol apresentado pelos dragões está longe de se aproximar daquele que foi praticado em boa parte da época transata.


Depois de uma jornada inaugural que deixou água na boca, as três seguintes mostraram uma equipa com uma qualidade exibicional muito à quem do esperado, tornando o jogo contra o Desportivo de Chaves cada vez mais um hiato no futebol ainda adormecido dos portistas.

Habituados a uma equipa acutilante, pressionante e que imprime grande velocidade ao seu jogo, frente ao Moreirense assistimos a um FC Porto que parece cansado, sem a energia e a intensidade que era normal. O mau momento de forma de algumas unidades parecem justificar boa parte deste momento. O que pode ser preocupante, tendo em conta que estão decorridas apenas 4 jornadas. 

No jogo de ontem, os azuis e brancos demonstraram dificuldade em alternar entre o momento ofensivo e defensivo, demorando a recuar, recuperar posições e reagir à perda da bola. A passividade portista chegou a ser de tal ordem que o Moreirense, por várias vezes, ia trocando a bola no meio-campo portista com critério e sem ser muito incomodado. Ao minuto 70, os visitantes registavam mesmo 55% de posse de bola.

No momento ofensivo, a pouca intensidade e velocidade dos portistas também deixou a sua marca. O miolo portista demonstrou grandes dificuldades em construir e abrir espaços. Iam valendo as investidas pelos corredores laterais aproveitando a projeção dos laterais e a presença na área de Abou e Marega.

Seguem-se, agora, duas semanas de paragem com regresso marcado frente ao Varzim em jogo a contar para a taça da liga. Espero mesmo que este interregno surta os efeitos necessários ao futebol portista e que sirva a Sérgio Conceição para inverter da melhor forma  a atual condição fisica e exibicional que alguns atletas vão demonstrando por esta altura.

Destaques:

IN 

Militão - Entrar no 11, jogar muito e encher o olho aos adeptos portistas. Com autoridade e segurança, o central brasileiro começou com o pé direito e, ao primeiro jogo, deu um sinal bem positivo, indo ao encontro do rotúlo com que chegou do Brasil. Uma lufada de ar fresco no futebol adormecido dos portistas.

Herrera - A preponderância do mexicano é cada vez maior, ainda mais quando tem um Sérgio Oliveira que tem sido uma nulidade nos últimos jogos dos azuis e brancos. É Herrera quem tem assumido, praticamente só, as despesas do meio-campo portista. Marcou um golo, fez três remates (dois deles enquadrados), registou 92% de eficácia de passe e ainda sete acções defensivas.

Danilo - Após 5 meses de ausência, eis que o comendador está de volta. O Dragão levantou-se para o aplaudir e receber de braços abertos um jogador que tem uma importância enorme na manobra defensiva da equipa. A apreensão com a exibição da equipa, fez denotar ainda mais a necessidade de ter o médio-defensivo disponível.

OUT

Cansaço - Tal como referi em cima, para quem se habitou ao futebol vertiginoso, ao rolo compressor da equipa de Conceição, é com desânimo e preocupação que assistiu ao futebol dos azuis e brancos das últimas 3 jornadas. Uma equipa cansada, com dificuldade em imprimir velocidade e magia é o que mais salta à vista.

Sérgio Oliveira / Maxi - Ambos iniciaram a época em grande nível, mas mergulharam num conjunto de exibições sofridas com grande impacto na equipa. Sérgio Oliveira tem sido um buraco no meio-campo. Dificuldade a defender, ainda mais a atacar, lento e sem ideias. Já Maxi, com a idade a pesar cada vez mais, já só ataca ou defende. A velocidade que lhe falta tem causado calafrios ao lado direto dos Dragões. Se até percebo que João Pedro pode ainda não estar preparado, custa-me ver Oliver no banco quando o meio-campo portista tem precisado de inteligência e calma, aquilo que o espanhol tem para oferecer.

quinta-feira, 23 de agosto de 2018

Dar Um Desconto Aos Maus Hábitos

Depois de uma estreia prometedora, na LIGA NOS, com a chapa cinco ao CD CHAVES e, numa semana em que o nome de moussa MAREGA esteve no centro das atenções, o FUTEBOL CLUBE DO PORTO acabou por sair vivo do JAMOR. E se é certo que este BELENENSES SAD de SILAS mostrou não ser uma equipa qualquer, a de sérgio CONCEIÇÃO podia ter evitado todo o sofrimento.

Sem vencer em casa da equipa de Belém nas duas últimas épocas, CONCEIÇÃO apostou no mesmo onze que despachou o CD CHAVES na jornada inaugural. Assim, MAXI pereira continua senhor do lado direito da defesa, diogo LEITE vai cimentando o seu lugar no eixo, ao lado de FELIPE e, na frente, quer OTÁVIO, quer ANDRÉ PEREIRA continuam a ser aposta. Ora, se MAXI e LEITE têm cumprido com aquilo que é a exigência defensiva dos azuis e brancos, MAXI tem sido mesmo uma das figuras neste arranque de época, já vejo no brasileiro e no portugês que jogam na frente alguma inconstância. Um OTÁVIO capaz do melhor e do pior e um ANDRÉ PEREIRA ainda longe do melhor entrosamento com o resto da equipa, até porque habitualmente naquela posição estavamos habituados a ver... MAREGA.

Ainda assim, e reconhecendo o valor da equipa que estava diante de si e ainda com um relvado que nem no CNS deveria ser aceitável, o FC PORTO começou o jogo com bola e, apesar de um pouco aos trambolhões, e com demasiadas bolas lançadas em profundidade, ia conseguindo evitar as saídas do BELENENSES. No entanto, e apesar de uma primeira ameaça dos azuis do Restelo, os dragões responderam em dose dupla. Primeiro, foi ANDRÉ PEREIRA que cabeceou à trave e, pouco depois, foi LEITE que, ao terceiro jogo e, também de cabeça, se estreou a marcar pela equipa principal, descansando dessa forma os adeptos que se deslocaram a Oeiras.

Com o mais difícil feito, que era chegar à vantagem, mesmo sem um jogo fantástico, a segunda parte começou com o golo de OTÁVIO, que aproveitou um erro de DALCIO gomes e, com o golo veio a sensação de dever cumprido e mais três pontos no bolso. Eu, pensei assim, porém não podia estar mais errado.

O golo do brasileiro que, mesmo com altos e baixos fez um jogo positivo, trouxe na verdade um relaxamento ainda não visto esta época. Yacine BRAHIMI era, enquanto esteve em campo, o único transportador de bola, enquanto no centro, héctor HERRERA e sérgio OLIVEIRA estiveram demasiado posicionais e com demasiados passes errados na construção de jogo.

Ora, com os dragões bem por cima no resultado mas igualado naquilo que era a exibição, lembrando algumas tristes passagens da época passada, o BELENENSES acreditou e passou a jogar mais perto do FC PORTO, tão perto que acabou por reduzir. LEITE tocou com a mão na bola, o VAR mostrou que afinal funciona e FREDY aproveitou para bater iker CASILLAS na marcação do penálti.

Aí, com a entrega dos três pontos de novo na dúvida e com 35 minutos para jogar, CONCEIÇÃO confiou demasiado no resultado e, repetindo algumas abordagens que me assolam a memória, acabou por mexer mal. Se ao lançar jesús CORONA deu um sinal de que queria levar a bola para o meio campo da equipa e SILAS, mesmo saindo ANDRÉ PEREIRA (OTÁVIO jogou ao lado de ABOUBAKAR), acabou depois por correr o risco. Retirou do campo BRAHIMI e OTÁVIO, os dois jogadores com mais responsabilidades técnicas, pelas dúvidas (para o próprio CONCEIÇÃO) ÓLIVER torres e HERNÂNI.

A partir daí, e mudando o figurino em 4-3-3, permitindo ao BELENENSES adiantar mais jogadores no relvado, o intuito passava por ter bola e aproveitando essa subida do adversário, explorar a velocidade de HERNÂNI e CORONA, mas principalmente o de não sofrer golo. Pensando bem, e numa equipa que se diz precisar de reforços para a posição de extremo e ponta-de-lança, correr atrás do golo com ABOUBAKAR fisicamente de rastos, com CORONA e HERNÂNI e sem nenhum criativo declarado é do mais sofrível que pode haver.

De resto e, só para pôr à prova o meu pensamento, o BELENENSES acabou por marcar mesmo e empate, trazendo consigo o sentimento de estupfação nos adeptos azuis e brancos, enquanto o ar do técnico portista mostrava a preocupação. Mesmo assim, com pouco tempo para jogar, e com muitos adeptos azuis e brancos descrentes, foi já num último suspiro que o FC PORTO alcançou a vitória. Num remate de HERRERA, que acabou por encontrar o braço de HENRIQUE almeida terminou com o VAR a indicar grande penalidade que alex TELLES acabou por não falhar.

O hábito de complicar, o hábito de dar tiros nos pés, o hábito de desacreditar, para quem saiu do estádio nacional aos 83 minutos e até o hábito de deixar os adversários sonhar. Que voltemos ao nosso hábito de ganhar que, assim sendo e por ser início de época... acabamos por dar um desconto. Mas é não abusar se faz favor.



DESTAQUES 


IN 

MAXI - TELLES - Há indefinições no plantel, mas o que melhor temos no momento são as alas. 

DIOGO LEITE -  Comete erros, mas o futuro pode passar por ele. O golo foi um prémio. 

SILAS - Gostei da conferência antes e após o jogo. Sem arrogâncias fora e dentro de campo. A ideia do treinador fez por merecer a reação e pôs o campeão nacional em sentido. 

OUT 

JAMOR - É atualmente o estádio do BELENENSES SAD, mas as condições são péssimas. O espetáculo sai a perder. 

SOFRIMENTO - Depois de estar a vencer por 0-2 não devíamos acabar atrás dos três pontos. 

CADEIRAS VAZIAS - Alguns "portistas" a mostrar ao que foram. Ver o FC PORTO não é só comprar o bilhete, mas sim acreditar até ao fim.

por Fábio Daniel Ferreira

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Troca aos 3 e Acaba aos 5

Não se podia pedir melhor início. Numa noite em que tudo saiu bem ao FC Porto, os comandados por Sérgio Conceição atropelaram sem dó nem piedade a equipa do Desportivo de Chaves.

Com um autêntico recital de bem jogar, Sérgio Conceição iniciou esta temporada dando continuidade aos bons resultados da época passada e com aquilo que tem mais à mão.  

Não haviam centrais? Mete-se o Diogo Leite - que tão bem tem aproveitado a oportunidade. Não há Marega? Vai o André Pereira. Também não há Soares? Lança-se o Marius. Não chega? Então peguem lá o Adrián.

Basicamente, é muito disto que se tem feito o arranque de época do FC Porto que já levou com o recado do presidente: "Sérgio tem de rentabilizar os que há". Como se já não o fizesse como mais nenhum outro. Amigo Sérgio, trocando por miúdos, se te derem um cabo de vassoura, é com um cabo de vassoura que tens de ir à luta.

Intensidade, velocidade, critério, organização, criatividade e golos. Foi tudo o que se pôde ver no Dragão desde o primeiro minuto e em doses industriais. Aboubakar bisou e assistiu, Brahimi continua a fazer magia e também picou o ponto.

No segundo tempo, a toada azul e branca continuou e os 3 no marcador não eram motivo para abrandar a exibição de gala que se ia assistindo. 

Corona entrou e fez o 4º e deu continuidade ao bom registo da Supertaça. O mexicano tem sempre dificuldade em manter o nível exibicional de jogo para jogo mas, pelo menos para já, está a conseguir fazê-lo. 

Já com Adrán em campo, inicialmente algo tímido no jogo, o espanhol pareceu ganhar confiança com o futebol positivo da equipa e foi melhorando a sua performance contribuindo, assim, para a jogada do 5 - 0 final já próximo do encontro. Sete minutos depois de entrar em campo, o rapazinho do Chade, grande promessa no seu país, estreou-se da melhor forma e fechou o marcador com um resultado gordo.

Destaques:

IN

ABOUBAKAR - Falhou duas ocasiões flagrantes, mas isso não foi impeditivo para fazer balançar as redes mais tarde. O camaronês, sem marcar há vários meses, voltou aos golos e logo em dose dupla. Para além disso, contabilizou ainda cinco remates, uma assistência, dois passes para finalização e dois dribles certos em sete tentativas.

MEIO-CAMPO - É difícil destacar um setor quando o coletivo funcionou tão bem, mas faço-o pela assertividade e intensidade de Herrera e Sérgio Oliveira neste jogo. Neste momento, chegamos a um ponto que nos faz pensar que Danilo está aí à porta e o que é para fazer a seguir? Pois. Sérgio Oliveira registou uma assistência, duas ocasiões flagrantes criadas em cinco passes para finalização, 93% de eficácia de passe e ainda quatro desarmes.

BRAHIMI - Perfume argelino por todo o campo. Por muito bem que a equipa jogue, Brahimi eleva-a para outro patamar. Oferece aquilo que mais nenhum outro é capaz, e traz a magia na quantidade certa ao futebol alegre de Conceição. Apontou um golo e registou ainda cinco dribles eficazes em oito tentativas.

NOTAS SOLTAS

Ora então sai mais uma suspeita para as bandas da Luz: 10 mil euros para cada jogador do Aves. Sim, senhor! É claro que já vieram dizer que era tudo mentira, que não passava de uma denuncia anónima e acusar o JN de uma suposta proximidade com o FC Porto. Obviamente que a armada vermelha rapidamente tratou de fazer eco desta treta e, pasmem-se, as denuncias anónimas deixaram de ter credibilidade.

Este clube sempre nos habitou a níveis de "sem vergonha" históricos, mas se há algo em que se superam constantemente é neste ponto.

Depois de sistemáticas denúncias anónimas lançadas semanalmente contra os adversários do FC Porto (vá-se lá saber por quem), e altamente aproveitadas pelos seus lacaios em tudo o que era espaço de opinião, agora eles estão chateadinhos. O mesmo clube que dá abrigo a diversos "jornalistas" que não vêem mal nenhum no facto do benfica pagar a colegas seus da nossa praça - não é Nuno Farinha? - todos eles encartilhados e mantidos sob o jugo vermelho a argumentarem acerca da eventual proximidade do JN ao FC Porto. Não é lindo? Eles já tremem por todos os lados e o campeonato ainda agora começou.

domingo, 5 de agosto de 2018

Nova Taça, Um Ladrão e Um Menino Lá Atrás

Arrancou oficialmente a nova época!

Regresso do futebol e tudo na mesma: uma vitória, mais um troféu, plantel escasso, porrada, roubalheira, VAR inexistente. Ah...que saudades que tinha disto.

Em Aveiro, o FC Porto conquistou a sua 21ª supertaça, 5 anos após ter disputado e vencido esta competição pela última vez. Depois de terem estado a perder, os portistas deram a volta ao marcador e, no final, ergueram o troféu, coroando uma exibição de raça que abriu caminho para a vitória mais que justa dos azuis e brancos.

Com os adeptos ainda a tentarem lembrar-se como é que é isto de jogar uma Supertaça (depois de 5 anos de travessia no deserto), Sérgio Conceição surpreendeu ao alinhar com o jovem André Pereira no lugar do amuado Marega, aos quais juntou ainda Maxi e o menino Diogo Leite na dupla com Felipe.

E começo mesmo por este ponto: a equipa, o plantel. 

Poderão dizer-me que não é o momento, mas vou mesmo começar a época a "bater" no plantel do FC Porto. O nosso clube conseguiu a proeza de, após ter sido campeão no contexto em que o foi (desportivo e financeiro), com um plantel escasso enfraquece-lo ainda mais.

Independentemente dos resultados desportivos extremamente positivos que nos podem estar reservados, as lacunas da época passada estão cá todas, talvez mais acentuadas por um plantel desequilibrado - ontem fustigado por duas lesões. É triste estar a dizê-lo, mas lamento profundamente ver o banco que o treinador tinha à sua disposição depois do que deu ao clube na época transata pautada por um desinvestimento forçado. Resta-nos aguardar que o que ainda falta para o fecho do mercado nos traga as verdadeiras soluções de que precisamos, porque se for só para fazer número, é melhor nem mexer.

Relógio Mexicano
Voltando ao jogo, o FC Porto foi quem entrou melhor. A pressionar alto, o início dos portistas foi enérgico e cheio de ganas. Os minutos iniciais do jogo refletiam o favoritismo dos portistas mas, na primeira jogada de perigo os avenses inauguraram o marcador. 

O FC Porto teve de correr atrás do prejuízo. Acusou o golo e, até à combinação de Brahimi com Abou, a equipa tremeu e o nervosismo saltou à vista. Mas, depois do empate, o FC Porto estabilizou e procurou ascender na partida, levando o jogo empatado para o intervalo. A superioridade portista era visível, mas o domínio ainda não era intenso. Ainda assim, o FC Porto chegava ao descanso com mais posse (57% - 43%), mais remates (6-3 / 3-2 enquadrados) e mais cantos.

No segundo tempo, os azuis e brancos efetivaram o seu domínio sobre o adversário e fizeram 45 min a um bom nível. Mais velocidade no jogo e reação à perda da bola e, acima de tudo, com o meio-campo a beneficiar da melhoria exibicional de Sérgio Oliveira que, durante o primeiro-tempo, fez uma exibição paupérrima.

Com o FC Porto em crescendo e a não permitir os acutilantes contra-ataques da equipa das Aves, foi com naturalidade que virou o resultado. Primeiro por Maxi e, depois, perto do fim por Corona que fechou a contagem e deu a machadada final. Endiabrado, o mexicano trouxe ao jogo a magia que Brahimi forçosamente não pode dar à equipa durante toda a partida.

DESTAQUES

IN

MAXI - O velhinho foi eleito o melhor jogador em campo. Naturalmente sem a disponibilidade física de outrora, o uruguaio soube gerir o seu esforço ao longo dos 90 min. Durante o primeiro tempo, muito devido aos contra-ataques que os avenses iam tentando lançar, foi pouco interventivo no ataque porém, nos segundos 45' assistiu-se ao inverso. Assegurado o domínio portista no terreno, foi possível a Maxi aventurar-se em tarefas ofensivas, de tal forma que fez mesmo o golo da reviravolta.

HERRERA - A extensão do treinador em campo. Herrera é, efetivamente, um pilar neste plantel. Não só como líder, mas também pela disponibilidade que oferece dentro de campo. Com um pulmão incrível o mexicano percorre todo o campo e desempenha todas as funções necessárias. Ora ataca, ora defende, assiste, desarma...incansável.

BRAHIMI/CORONA - O argelino estava a começar a fazer das suas. Marcou, causava desequilíbrios mas foi lesionado e teve de abandonar a partida. Para o seu lugar entrou um Corona em dia sim e a magia continuou.

DIOGO LEITE - Sabem a satisfação de ver um menino da formação no meio dos crescidos a jogar como se já estivesse ali há anos? Pronto, é mesmo isso.

OUT

LUÍS GODINHO - O ladrão de serviço. Já são do conhecimento geral os grandes atributos para a arbitragem deste senhor e, ontem, ficou novamente provado, auxiliado ao mesmo nível pelos seus assistentes e VAR. Durante vários minutos cheguei mesmo a duvidar se a Supertaça tinha video-árbitro tal era a pouca vergonha. Confirmei que sim e a vergonha revelou-se ainda maior. Godinho, disfarça um bocado. À cara podre não vale páh!

domingo, 6 de maio de 2018

F.C. PORTO CAMPEÃO NACIONAL 2017-2018

SOMOS CAMPEÕES!

Quatro épocas depois do último campeonato, o FC Porto regressa ao seu devido lugar e festeja com todo o mérito o título de campeão nacional.

É imensa a felicidade que me invade, o orgulho por aqueles que dentro de campo jogaram e venceram por nós, o sentimento de dever cumprido. Quatro anos de injustiça, revolta, jogo sujo, à espera do momento da viragem, de pôr fim às trafulhices que nos tiraram do caminho de um título que podia ter chegado mais cedo. Um grito guardado à espera de ser dado.

Parabéns a nós adeptos que apoiamos esta equipa de início ao fim, independentemente das circunstâncias, aos jogadores que se regeneraram, acreditaram e queriam isto tanto quanto nós e ao homem do leme, Sérgio Conceição que pegou nesta equipa e fez do sonho realidade. Obrigado!

Mais considerações ficarão para o final do campeonato. Agora, festejemos e, depois, pensar em voltar a ganhar na próxima época.


terça-feira, 1 de maio de 2018

O Título Aqui Tão Perto

1 ponto. É esta a distância que separa o FC Porto de se tornar campeão nacional e conquistar um troféu que lhe foge há 4 épocas. Quatro épocas de revolta pronta explodir no próximo fim-de-semana contra aqueles que tudo fizeram para nos destruir e colocar o FC Porto em causa, que por entre más decisões internas foi sendo derrotado pelos que se julgam donos disto tudo. É, por isso, fácil de perceber toda a euforia com que foi recebido o plantel e staff da equipa azul e branca ao inicio da madrugada de segunda-feira.

Por mais que se possa achar exagerado (como eu o achei inicialmente), é impossível não acabar contagiado por tanto portismo, tanta crença e vontade de, uma vez por todas, vencer e terminar no lugar que merecemos. Para os ressabiados que logo se apressaram a falar em "festejos antecipados" percebam que não é disso que se trata, é sim o último empurrão dos adeptos a uma equipa que quer tanto isto como nós e a forma como se envolveram na multidão mostra isso mesmo. Queremos o Porto campeão e, ali, na chegada da equipa foi o remate final dos adeptos à espera que dê "O" golo!

Os Dragões entraram nos Barreiros a saber dos resultados dos rivais que, pese embora favoráveis, não diminuíram em nada a importância de uma vitória neste encontro. As estatísticas mais recentes eram pouco abonatórias, mas não havia melhor altura que esta para, de uma vez por todas, superiorizar-nos sobre o Marítimo em sua casa e colocar um ponto final na série de maus resultados cada vez que viajávamos até à ilha. Uma ilha cada vez mais maldita para os azuis e brancos.

Ainda que com uma exibição não muito rica, facilmente camuflada pelo êxtase da vitória, o FC Porto fez balançar as redes à passagem do minuto 89 pelo inevitável Moussa Marega, colocando justiça num jogo de sentido único ganho mais pela raça e crença do que pela tática. Mas quando se vence e nos colocamos a 1 ponto do título o que importa isso? Aliás, foi muito de raça e crença que se fez este FC Porto e, num jogo como este, pedia muito isso também.

Com a equipa maritimista a jogar com menos um desde a primeira-parte, se já não iria arriscar muito, com 10 mais recuada se tornou, dificultando muito a obtenção de espaços e conduzindo o FC Porto para um exagerado futebol assente em cruzamentos longos lançados para a área que raras vezes causaram reais dificuldades. Sempre muito organizados e a defender bem, foi extremamente difícil a tarefa dos Portistas mas concluída com sucesso com o título já ali.

Destaques:

IN

MAREGA -  O atacante do Mali fez o golo que deu a vitória à equipa de Conceição, após três remates, dois deles enquadrados. Para além disso, criou uma ocasião flagrante e concluiu seis de oito tentativas de drible (!), números absolutamente surpreendentes neste capítulo por parte de Marega.

ALEX TELLES - Mais uma assistência para o brasileiro. Foi o 12º passe para golo de Alex Telles, dos 55 realizados por jogadores portistas este campeonato. E ainda registou quatro passes para finalização e dois dribles eficazes em sete.

HERRERA - A transformação de Herrera neste FC Porto é quase tão impressionante como a de Marega. O patinho feio fez-se cisne e é, neste momento, um dos grande pilares da equipa. Na Madeira não esteve particularmente activo no ataque, com apenas um remate e dois passes para finalização, mas completou 55 de 62 passes, recuperou oito vezes a posse de bola e realizou cinco desarmes. À chegada ao Porto, a forma como se envolveu com os adeptos que esperaram a equipa apraz dizer: "és grande, Herrera!".

sábado, 28 de abril de 2018

Depressa e Bem!

Depois da semana agridoce passada em Lisboa, que resultou no regresso ao topo da LIGA NOS, mas também na eliminação, mais uma vez nos penalties, da TAÇA DE PORTUGAL, o DRAGÃO encheu-se para aquela que é a fase decisiva do campeonato. Perante um VITÓRIA FC que demorou em aparecer ao jogo, o FUTEBOL CLUBE DO PORTO precisou apenas de um quarto de hora para poder pensar na Madeira. 

Na fase decisiva do campeonato, onde qualquer um dos jogos é uma final, a equipa de SÉRGIO CONCEIÇÃO tratou bem cedo de conquistar a primeira. Ainda algum público se acomodava nos respetivos lugares e moussa MAREGA, de regresso ao onze, aproveitava a defesa incompleta de CRISTIANO figueiredo para atirar para o fundo da baliza, estavam decorridos 6 minutos. Mesmo com o golo e com os vitorianos ainda a tentar entrar no jogo, mas cometendo vários erros, os azuis e brancos estavam empenhados em resolver o jogo e mais fácil ficou quando iván MARCANO, na sequência de um canto e de forma acrobática fez o segundo. A entrada fulminante dos DRAGÕES ficou concluída pouco depois, aos 16 minutos com o golo do argelino yacine BRAHIMI, que resolveu o jogo.

Com o 3-0, e apesar de não baixar linhas, o ritmo e o modo de gestão foi outro. Mais que dominar, o FC PORTO passou a controlar o jogo e a geri-lo da forma que quis. Nem sequer o golo de JOÃO AMARAL, que irritou CONCEIÇÃO, abalaram a equipa portista que jogava a seu bel prazer e jesús CORONA acabou por restabelecer a normalidade, a 10 minutos do descanso, finalizando uma boa jogada atacante que terminou com a assistência de RICARDO pereira.

Com esta final ganha, desde cedo, o FC PORTO passou a olhar para o jogo do Funchal e para a importância que esse jogo tem. Além do ritmo mais baixo imposto ao jogo, o segundo tempo, onde a equipa de Setúbal até teve mais remates, acabou por ficar marcado pela gestão física do jogo. MAREGA, visivelmente insatisfeito (pela substituição), deu o seu lugar a ÓLIVER torres e MAXI pereira entrou para o lugar de RICARDO. No entanto, para o marasmo que foi a segunda parte acabou por ficar reservado o golo da tarde/noite, num livre direto cobrado por alex TELLES. De registar ainda a entrada de gonçalo PACIÊNCIA, que defrontou a equipa onde iniciou a época, rendendo o avançado SOARES.

Com a tranquila vitória, onde a entrada forte foi decisiva e em que o VITÓRIA sentiu, nesse período, muitas dificuldades, os DRAGÕES aproveitaram para pensar na visita à Madeira onde será jogada, para mim, uma das grandes decisões do campeonato e que, no caso de uma vitória, acredito, o título não fugirá. Um jogo difícil, mas onde o jogo e a vitória frente ao VITÓRIA abrem boas perspetivas. 

DESTAQUES

IN 

MAR AZUL - A campanha que o FC PORTO está a fazer na liga ao mar azul muito deve. E mais uma vez foi importante. Faltam 3 finais, com 3 estádios pintados de azul e branco. 

ENTRADA FORTE - 16 minutos chegaram para o FC PORTO garantir os três pontos e pensar no próximo jogo. Melhor não se podia pedir.    

MAREGA - Não acredito num "Porto" com e noutro sem MAREGA. Ainda assim, a questão que se coloca é o melhor elogio ao maliano. Bem-vindo à fase decisiva do campeonato.

OUT

VITÓRIA FC - Vários erros da equipa sadina que, não retirando mérito ao FC PORTO, complicam a sua situação. Gostava de os ver a ficar na LIGA NOS mas o abismo está perto.

domingo, 15 de abril de 2018

O B R I G A D O !

Fomos Porto, não tivemos medo, mostramos que queríamos vencer, apresentamo-nos em campo como tal, arriscamos e não nos contentamos com um possível empate. Voltamos a vulgarizar a luz e saímos de lá novamente no primeiro lugar, o nosso posto.

Não entramos bem, algo nervosos, com dificuldade em ter bola. Em vários momentos da partida, o meio-campo do FC Porto parecia quase não existir, não estava a conseguir segurar o jogo, ganhava muito poucos ressaltos e a equipa da casa ia-se aproximando da baliza defendida por Iker Casillas ainda que sem verdadeiras ocasiões de perigo. O primeiro remate dos azuis e brancos registou-se aos 25' por Tiquinho Soares. Nesta fase da partida, o jogo portista assentava no aproveitamento dos espaços e da velocidade de Marega que ia esticando o jogo e fazendo-se valer de uma frescura física que fizeram esquecer que regressava de lesão. 

No decorrer do segundo tempo, o FC Porto foi equilibrando a partida. Atacou mais, conteve com maior eficácia as investidas encarnadas, mas as melhores oportunidades continuaram a ser para a equipa da casa.

O intervalo chegava com maior ascendente para o benfica: mais posse de bola (59%), mais remates (7 contra 4) mais bolas colocadas na área adversária (18 - 8) e uma ocasião de golo flagrante para cada lado.

A segunda parte iniciou-se e, com isso, uma história de jogo completamente diferente daquela que se assistiu no primeiro tempo. Um FC Porto que anulou por completo o seu adversário, o obrigou a recuar e a tentar conquistar o pontinho. Os portistas remeteram os anfitriões a apenas dois remates nos segundos 45 min. A superioridade portista fez-se logo sentir nos minutos inicias com 61% de posse de bola, 81% de acerto  no passe e uma ocasião flagrante de golo por Marega.

O FC Porto carregava mais e mais, com o benfica cada vez mais enfiado na sua área. A pressão era avassaladora, mas faltava converte-la em golo. O tempo ia passando e começava a exigir-se mexidas na equipa, com Sérgio Oliveira e Otávio amarelados e a cair de rendimento e Soares completamente fora do jogo, Conceição mexeu bem e lançou Óliver, Corona e Aboubakar. Ainda que algo tardiamente, as substituições ajudaram a intensificar o assalto à baliza encarnada nos últimos minutos de jogo.

Até que aos 90' a explosão. Herrera encheu o pé e fuzilou a baliza de Varela trazendo justiça ao jogo onde apenas uma equipa quis ganhar desde o primeiro minuto. 

Merecemos esta vitória, fizemos por isso e voltamos para o lugar do qual nunca deveríamos ter saído. Uma vitória contra um sistema sombrio, contra uma equipa que frente a um grande não é capaz de vencer um jogo e que já devia estar arredado do título desde o vergonhoso jogo da primeira volta no Dragão. Fez-se justiça e colocámo-los no devido lugar.

Agora, vamos com tudo, focados no nosso objetivo sem vacilar uma única vez. Merecemos muito isto!

DESTAQUES

IN

HERRERA - Autor do golo da vitória e que pode representar a conquista de um campeonato. Embora não tenha sido um jogo exuberante do mexicano, não lhe faltou intensidade, muitos metros corridos e importantes ações defensivas: dez duelos ganhos em 19 e 10 recuperações de posse.

RICARDO PEREIRA - O defesa português, tal como nos bem habituando, apresentou-se em grande nível. Realizou 7 desarmes, 5 alívios e 7 recuperações de posse, somou 91 acções com bola, criou duas ocasiões flagrantes em quatro passes para finalização, teve sucesso em cinco de seus tentativas de drible e ganhou 14 de 22 duelos individuais.

OUT

SOARES - Passou praticamente ao lado da partida. Não se encontrou e foi inconsequente a manobra ofensiva portista. Devia ter saído mais cedo para dar lugar a Abou. Curiosamente, parecia o brasileiro quem regressava de lesão e não o seu companheiro Marega.

quarta-feira, 11 de abril de 2018

Picar o Ponto e Olhar para o Clássico

Nada habituado a ter adversários à sua frente na tabela, o FUTEBOL CLUBE DO P0RTO respondeu da forma que se esperava à perda da liderança. Num jogo que cedo ficou resolvido, até deu para pensar no Clássico mais cedo

Apesar da perda da liderança, em Belém, numa desinspirada exibição, o DRAGÃO voltou a encher numa clara demonstração de que a fé na conquista do campeonato está bem presente. Perante o cenário e, com a conquista dos três pontos a ser mais que uma obrigação (até porque haviam sido atribuidos 3 pontos ao rival da LUZ, na noite anterior) a equipa de sérgio CONCEIÇÃO, com o seu onze mais provável (iván MARCANO substituiu yordan OSORIO e OTÁVIO rendeu MAXI pereira, baixando RICARDO pereira para lateral), respondeu à chamada dos adeptos e resolveu a partida em apenas onze minutos evitando assim quaisquer tipo de "ansiedade".

Com uma entrada forte e, jogando instalado no meio campo da equipa de josé MOTA, os azuis e brancos colocaram-se em vantagem aos 8 minutos com os dois laterais a serem decisivos. RICARDO sofreu a grande penalidade e alex TELLES encarregou-se de a transformar em golo. 3 minutos após, e resultante da pressão portista, OTÁVIO acaba por, de forma menos ortodoxa, fazer o segundo golo e resolver a questão dos três pontos. E estava lançado o jogo da LUZ.

A partir daí, os dragões partiram para uma exibição segura e inspirada. OTÁVIO e yacine BRAHIMI pelo centro, abrindo espaço para as subidas de TELLES e RICARDO, e com héctor HERRERA a comadar o ataque, os lances perto da baliza de adriano FACCHINI iam-se sucedendo. A vontade azul e branca era tanta que até deu para o AVES sair algumas vezes em superioridade numérica mas, nas duas jogadas mais perigosas, TELLES, primeiro e, MARCANO, depois, não deixaram sequer que houvesse remate.

Para o segundo tempo, numa amostra clara de que a cabeça já estava direcionada para o jogo com o SL BENFICA e, sob o aviso das várias contrariedades físicas de que tem sido alvo, a equipa de CONCEIÇÃO baixou o ritmo contolando ainda assim o resto da partida e nunca deixando de criar situações de golo. Nesse sentido, já com o atabalhoado HERNÂNI e com a batuta nos pés de ÓLIVER torres, que se foi entusiasmando, vincent ABOUBAKAR (que não marca pelos FC PORTO desde o início de fevereiro, na receção ao SC BRAGA) e tiquinho SOARES (que fez o seu último golo em PORTIMÃO, já lá vão 6 partidas) foram os princiais predulários de serviço.

Por fim, enquanto uns esperam pelos descontos e por mergulhos, onze minutos foram suficientes para o FC PORTO "arrumar" com o AVES e, assim, os adeptos azuis e brancos programarem o próximo domingo. Aí, no jogo do ano, até porque é o próximo, tem a palavra a equipa de CONCEIÇÃO no verdadeiro assalto à liderança da LIGA NOS.

DESTAQUES

IN

ONZE MINUTOS
Foi o que bastou para se desativarem as notificações do jogo. Resolvido o AVES, estava lançado o Clássico.

RICARDO e TELLES
Sem esquecer HERRERA, nunca é demais mais um destaque para os laerais. Que qualidade.

DRAGÃO
O FC PORTO caíu da liderança mas a fé é inabalável. Como já li algures, o nosso medo é o mesmo que o mérito de alguns: NENHUM!

OUT

6 JOGOS
É o número de partidas sem golos dos três melhores marcadores. Que estejam guardados para a LUZ.

CLÁSSICO CADA VEZ MAIS CLÁSSICO
O próximo jogo está manchado por inúmeros episódios. Impossível, por isso, olhar para o Clássico como apenas um jogo entre duas equipas. Que no fim esta observação não faça sentido.

por Fábio Daniel Ferreira.

segunda-feira, 19 de março de 2018

Castores e Panteras

Após o desaire inesperado da última jornada, o derby da invicta era o desafio que se seguia no sentido de perceber de que forma iria reagir a equipa do FC Porto. 

Há uma semana atrás, para além das baixas, assistimos a um Porto desfalcado de velocidade e critério, com opções que não resultaram e, a dado momento, a um jogo parado com futebol nos entretantos. A teimosia de Sérgio Conceição fê-lo lançar ao jogo André A. para o lugar do castigado Herrera e, a ausência daquele que era o patinho feio da equipa foi evidente, bem como a diferença que é ter o mexicano no 11. Se até agora, na falta de alguém, quem entra tem dado conta do recado, em Paços de Ferreira foi evidente que tal não aconteceu. Muito do fracasso desse jogo passou pela zona central do terreno, onde os portistas nunca conseguiram ter o domínio quer no momento defensivo, quer na fase de construção. Isso aliado à desinspiração dos principais desequilibradores dos Dragões conduziu a um resultado negativo para o FC Porto.

A derrota surgiu, quiçá, no pior momento. Não só não aproveitamos a momento debilitado do nosso rival, como lhes demos força e crença de que ainda era possível. De tal forma que, pela análise ao que se ia dizendo por metade do país desportivo, parecia mesmo que já não era o FC Porto quem liderava (e lidera) este campeonato.

Ontem, no Dragão, o FC Porto recebeu o rival Boavista, ainda desfalcado mas mais competente e um pouco mais esclarecido resultando num exibição "quanto baste", mas ainda longe do nível apresentado até há poucas jornadas atrás. 

Ainda sem Danilo, Telles e Marega, o FC Porto beneficiou da alavanca que é marcar cedo. Ainda alguns adeptos entravam no estádio e já Felipe andava às piruetas no relvado a festejar o primeiro. Abrir o marcador cedo facilita e muito a tarefa de qualquer equipa, quando se vem de uma derrota, mais importante se torna para afastar qualquer tipo de pressão e soltar os jogadores.

Contra um adversário a realizar uma excelente temporada e bem orientado, o FC Porto fez aquilo que se exigia. Sem o fulgor que nos tem habituado, mas competente, pese embora a intensidade dos axadrezados que, em determinados momentos, condicionou a abordagem portista, apenas incomodaram verdadeiramente Casillas por uma vez.

Após a vitória por 2-0, segue-se, agora, uma importantíssima paragem para as seleções que, certamente, vai cair muito bem ao plantel e treinador, para que possa recuperar os seus jogadores e preparar da melhor forma a reta final que aí vem. Era muito importante não perder a vantagem de 5 pontos numa fase em que o plantel estava mais debilitada. Não foi possível, resta fazer para que não se repita.

DESTAQUES:

IN

HERRERA - De volta ao 11 e em bom plano. Foi o jogador que mais remates fez, três, todos eles à baliza, e um dos quais resultante em golo. Foi feliz no único drible que arriscou e contabilizou 38 passes certos – mais do que qualquer outro jogador.

SÉRGIO OLIVEIRA - Criou uma ocasião flagrante, que resultou no primeiro golo da partida, e foi o jogador que mais bolas colocou na área contrária (13). Sofreu três faltas, duas delas em zona de perigo, e cometeu cinco. Foi ainda líder em perdas de posse (19).

OLIVER - Entrou no momento em que o FC Porto estava a ter maiores dificuldades em impor o seu jogo e, curiosamente, foi quando a equipa melhorou e voltou a crescer. Trouxe critério e tranquilidade, espero que esteja para breve a mudança de opinião de Sérgio Conceição face ao jovem espanhol.

OUT

LESÕES - O grande entrave neste momento, as lesões. Se estas até fizeram emergir um Sérgio que até então nunca se tinha visto e que (quase) fez esquecer Danilo, a ausência de alguns jogadores tem retirado poder de fogo a este FC Porto. Podemos falar de dependência? Talvez, mas todas as equipas sentem falta dos jogadores que melhor servem os seus propósitos. Neste momento são 3 em falta e mais alguns à procura da melhor forma após tempos longe do relvado.

sexta-feira, 9 de março de 2018

"Remontada" No Orgulho

Com pouco para jogar, no que diz respeito ao apuramento, o FUTEBOL CLUBE DO PORTO apresentou em Liverpool o orgulho e o prestígio. E se com um onze a roçar a segunda linha os azuis e brancos saíram com a "moral" em alta, a sensação que fica é que com um dia sim no Dragão e a musica na terra dos Beatles podia ter sido outra.

Num palco e num ambiente histórico como o que se vive em ANFIELD ROAD o jogo para a equipa de SÉRGIO CONCEIÇÃO era mais que uma formalidade. Isto sem, no entanto, esquecer o principal foco dos azuis e brancos no momento que passa pela conquista da LIGA NOS. Assim, o técnico portista apostou na segurança defensiva, alterando apenas ivan MARCANO por diego REYES, e na reverência ofensiva, lançando ANDRÉ ANDRÉ, ÓLIVER torres, majeed WARIS e o regressado vincent ABOUBAKAR., dando ainda a titularidade ao miúdo BRUNO COSTA.

Do outro lado e com a presença nos "quartos" assegurada, jürgen KLOPP também fez várias alterações sem com isso deixar de olhar para os três pontos, até porque jogava perante o seu público. Ainda assim, jogadores como adam LALLANA, emre CAN, sadio MANÉ ou roberto FIRMINO foram armas para o duelo de ANFIELD ROAD.

Em relação ao jogo, com pouca história o LIVERPOOL FC foi quase sempre superior. Mesmo sem a pressão defensiva habitual (quase asfixiante) e com menos verticalidade, o jogo mais pensado, principalmente pelas alas (tentando sempre a superioridade perante MAXI pereira e diogo DALOT) esbarraram sempre ou nos centrais portistas, onde FELIPE esteve imperial, ou em iker CASILLAS, segurança defensiva essa, o ponto forte azul e branco no jogo.

Já o FC PORTO, agarrou-se a essa segurança como base para o seu jogo. Ofensivamente, sem as setas habituais e com WARIS (que a espaços foi o repentista) e CORONA constantemente no apoio aos laterais, a organização ficou a cargo de um meio campo a três, mas aí, os problemas do onze apresentado estiveram a nu. ANDRÉ nunca foi solução, denotando alguma falta de ritmo. ÓLIVER, embora com a batuta e incansável na (boa) colocação dos espaços, falhou demasiados passes e o miúdo da B, apesar da boa prestação e dos bons apontamentos acusou o peso da competição. 

Perante isto, e com ABOUBAKAR fisicamente aquém do esperado, só as alterações com as entradas, principalmente de RICARDO pereira e sérgio OLIVEIRA, deram as soluções que até aí tinham faltado. E se defensivamente, mesmo perante mohamed SALAH, os dragões iam cumprindo, nos pés de ÓLIVER e FELIPE estiveram as melhores oportunidades, ambas através de bolas paradas.

Com um resultado justo, em função do jogo e de todas as condicionantes, o FC PORTO termina de forma digna a sua participação na prova milionária. E numa partida em que ambas as equipas se preocuparam mais com os seus jogos seguintes (o do FC PORTO já no domingo, em Paços de Ferreira) a mesma serviu ainda para se sentir o pulso a uma atmosfera incrível e onde claramente, os adeptos azuis e brancos deram show.

DESTAQUES

IN

FELIPE / CASILLAS - Dois monstros à altura do jogo e as principais figuras azuis e bancas.

CHAMPIONS - O FC PORTO caiu, mas de pé. Está aberto o apetite para a LIGA DOS CAMPEÕES 18/19

MAR AZUL - Incrível o apoio dos adeptos do FC PORTO. Liverpool virou azul e branca.

OUT

ABOUBAKAR / ANDRÉ ANDRÉ - Longe de um bom jogo. Se em ralação ao camaronês há índices físicos a melhorar já o português não fica com vida facilitada.

INTERVALO - Foi pena a eliminatória ter ficado decidida a meio. A história podia ter sido outra.

por Fábio Daniel Ferreira

domingo, 4 de março de 2018

É Firme o Passo

Vencer era a palavra de ordem e o objetivo foi conseguido, vencemos! Está claro que para o FC Porto todos os jogos são para ganhar, mas este representava muito mais que isso: afastar o Sporting da luta pelo título e manter a vantagem para o benfica. E sim, ao contrário daquilo que possa parecer o FC Porto também tinha baixas. Bem sei que não convinha falar muito disso, caso contrário qual seria a desculpa para justificar a derrota deste Sporting? 

É óbvio que a equipa visitante não venceu porque estava sem Bas Dost e Gelson, mas o FC Porto sem Soares e Danilo, e com Ricardo e Abou no banco depois de vários jogos afastados por lesão é um pormenor sem relevância. 

Ao quarto jogo entre as duas equipas, o Sporting foi capaz de dar uma boa réplica e causar reais dificuldades ao FC Porto, coisa que ainda não tínhamos visto nos 3 jogos anteriores, onde, ainda assim, os portistas apenas conseguiram levar de vencida uma partida. No Dragão, assistiu-se a um desafio equilibrado, eletrizante e, em muitos momentos, com superioridade da equipa lisboeta. Os azuis e brancos souberam sofrer e acabaram por deixar em casa um triunfo importantíssimo na corrida pelo título.

Num jogo de parada e resposta, foi o FC Porto que entrou melhor no clássico. Os minutos iniciais registaram maior superioridade na posse de bola para a equipa da casa, com Marega a causar alguns problemas à defesa sportinguista. Foi precisamente do Maliano de quem saiu a primeira grande oportunidade do encontro, valeu Bryan Ruiz a evitar males maiores tirando uma bola em cima da linha. A resposta sportinguista não tardou e veio logo no lance seguinte.

Aos 26' nova oportunidade para o FC Porto e novamente por Marega, mas o africano, lançado por Gonçalo Paciência, não soube aproveitar da melhor forma o facto de ficar isolado perante Rui Patrício. Falhou Marega, mas não falhou Marcano. O central espanhol na sequência de uma bola parada concluiu da melhor forma o cruzamento de Herrera e abriu o marcador. Ao sexto remate dos portistas estava feito o primeiro aos 28 minutos.

O equilíbrio era a palavra dominante neste jogo e, pese embora a vantagem dos azuis e brancos, o encontro continuava bastante dividido. À passagem da meia hora o FC Porto mostrava mais perigo e intensidade, com um futebol mais prático e vertiginoso, ao passo que o Sporting procurava pausar mais o seu jogo com um futebol mais pensado.

Aos 43' o Sporting empata a partida. Bryan Ruiz recebe a bola solto de marcação, apenas com a linha defensiva portista pela frente. Marcano não recuperou a profundidade e o costa-ricanho aproveitou para progredir com a bola e lançar para a desmarcação de Rafael Leão.

No segundo-tempo, os portistas subiram ao relvado apostados a desfazer o empate e, logo aos 49 min, Brahimi deu de novo a vantagem aos portistas. Após nova boa jogada de Paciência, a fazer uso da sua capacidade para oferecer apoio, guardou a bola, ganhou espaço e cruzou atrasado para o interior da grande área, onde Brahimi apareceu soltou e não ofereceu hipóteses a Rui Patrício.

Até aos 60 min, o Sporting tentava passar para cima na partida, embora com mais posse não conseguia materializar o ligeiro ascendente que se ia verificando. Porém, a partir do min 70, o perigo para a baliza de Casillas foi aumentando cada vez mais, o domínio Sportinguista intensificou-se (62% de posse de bola) e os portistas recuaram, tentando apostar em contra-ataques rápidos, aproveitando a velocidade de Marega.

No momento de maior aperto para os Portistas, valeu a defesa sólida dos Dragões e o alto nível, habitual nos grandes jogos, de Iker Casillas que iam travando as investidas leoninas da melhor forma possível. Até final o Sporting contou ainda com duas ocasiões flagrantes, desaproveitas pelos seus homens da frente.

Jornada após jornada, independentemente do adversário, é cada vez mais firme o passo no caminho até à vitória final. A confiança, espírito de sacrifício e crença desta equipa são enormes. Jogue quem jogar, apresenta-se a bom nível. Não há amuos, apenas compromisso e vontade de ajudar. É muito disso de que é feito esta equipa, e a minha convicção é que será este o nível da equipa até final.

DESTAQUES:

IN

CASILLAS - Fez quatro intervenções, algumas de grande dificuldade. O guardião espanhol travou dois disparos dentro da sua grande área, numa dessa defesas a negar um golo quase certo a Fredy Montero.

G. PACIÊNCIA - Primeiro jogo a titular e ajudou a decidir. Não tem a velocidade vertiginosa que oferecem Abou e Marega, nem o faro de golo de Soares, mas oferece uma capacidade técnica, apoios e facilidade em jogar de costas para a baliza que os seus colegas não dão. Claro que, com a equipa a jogar predominantemente aproveitando a velocidade, com ataques rápidos, Gonçalo tenha maior dificuldade mas, quando teve oportunidade para fazer uso das suas capacidades fê-lo como aconteceu no lance do segundo golo ou quando isolou Marega na 1ª parte.

DALOT - Novo jogo a bom nível do jovem defesa, com o tónico de ser num jogo de dificuldade acrescida. Pensei que Ricardo poderia saltar para a titularidade, mas Sérgio deu um voto de confiança a Diogo Dalot e o miúdo não tremeu. Joga como gente grande, ataca defende, não tem medo e ainda para mais a jogar fora da sua posição preferencial.