Para o dérbi da invicta, e na antecâmara da receção (decisiva) ao RB LEIPZIG, SÉRGIO CONCEIÇÃO não operou nenhuma alteração em relação ao último jogo da LIGA NOS. Assim sendo, e além da questão JOSÉ SÁ, que voltou a ser titular, DANILO pereira e héctor HERRERA fizeram dupla no meio campo, ficando o ataque entregue a jesus CORONA e yacine BRAHIMI, nas alas, e moussa MAREGA e vincent ABOUBAKAR mais adiantados.

Na primeira parte, e não obstante o FC PORTO ter começado por cima, o equilíbrio a meio campo e a intensidade nos duelos (bem à moda do Porto) imperaram. O BOAVISTA FC, com mais homens na zona central do meio campo, foi competente ao contrariar o jogo dos dragões que raramente viram a sua dupla atacante a receber a bola em perfeitas condições. No ataque axadrezado, o gambiano YUSUPHA era a principal dor de cabeça para a defesa portista (FELIPE que o diga). De destaque, perto das balizas, apenas dois lances, que espelham o que foi o jogo até ao intervalo: o calcanhar de YUSUPHA, que obrigou JOSÉ SÁ a uma importante intervenção, e o remate do mexicano CORONA, já perto do descanso, que assustou VÁGNER.
No segundo tempo, o FC PORTO entrou para melhor. Com linhas mais subidas e mais intensidade defensiva, a equipa de SÉRGIO CONCEIÇÃO mostrou desde cedo que queria resolver o jogo. Assim sendo, e com apenas 5 minutos jogados, ABOUBAKAR fez de terceiro médio, ao receber a bola na zona central e, depois de um túnel sobre um adversário solicitar CORONA. O mexicano cruzou da direita para BRAHIMI que, ao segundo poste, desviou para o camaronês inaugurar o marcador.
Feito o mais difícil, o FC PORTO ia controlando o encontro continuando a imprimir mais velocidade nos seus processos perante um BOAVISTA FC que continuava organizado e bem na luta pelos pontos. Fábio ESPINHO, num livre que ainda desviou em HERRERA, foi um lance quase isolado no domínio azul e branco.

O FC PORTO, que passou a partir daí a pensar no jogo da champions,, comecou a gerir o jogo mas, com o BOAVISTA FC, completamente partido ainda aproveitou para aumentar a vantagem. Depois de um camaronês e de um maliano, foi a vez do argelino BRAHIMI concluir, na cara de VÁGNER, um jogo que se adivinhava mais complicado. Ainda andes do apito final, MAREGA acertou ainda com estrondo na trave, estando em iminência o quarto golo.
Com a nona vitória em dez jornadas, o trio africano coloca o FC PORTO de novo no topo da classificação da LIGA NOS numa demonstração, mais uma, de força e qualidade da equipa azul e branca. A vitória no BESSA, frente a um BOAVISTA FC que apresentou qualidade e argumentos para contrariar o dragão, abre ainda o apetite para o jogo de quarta-feira, frente ao RB LEIPZIG, onde a vitória é essencial e onde todos contamos com a presença do perfume africano.
Destaques:
IN
HERRERA -
É do plantel o jogador com a crítica mais fácil e frente ao BOAVISTA mostrou o porquê de ser um habitual titular. Uma assistência e um conjunto de boas decisões. Grande jogo.
ÁFRICA MINHA - Ora marca ABOUBA, ora marca MAREGA, ora BRAHIMI molha a sopa. No sábado, marcaram os três. Outrora assobiados, agora são acarinhados.
MAR AZUL - Mais uma vez, uma bancada cheia e uma onda a empurrar a equipa. A “rotunda” foi pequena para tanto azul.
OUT
GOLO AMARELADO
- Confesso que ainda não percebi o amarelo a ABOUBAKAR. Roça o ridículo.
por Fábio Daniel Ferreira,
Muralha Azul