Contentes ou não com as movimentações, está finalmente fechado o mercado de transferências. Foi preciso esperar até aos últimos momentos mas aí o temos, está fechado o plantel em preparação desde Abril.
Abril, é precisamente ao mês de Abril que podemos recuar, quando Jorge Nuno Pinto da Costa disse, em entrevista ao Porto Canal, que a próxima época do FC Porto estava já a ser preparada e que erros do passado não voltariam a repetir-se.
À partida para a nova época, NES encontrou umas calças rotas e curtas, puxaram-se das agulhas e das linhas e elas aí estão: menos esburacadas mas igualmente curtas e com a sensação de que ao mínimo esticão...zauu! abre-se um novo rasgo.
As debilidades do FC Porto estavam há muito identificadas e o treinador, em pré-época, veio reforçar isso mesmo acrescentando que os reforços estavam identificados.
Certamente que haverá quem esteja feliz com estas calças remendadas e a regar, podem achar que é moda e que tem tudo para correr bem, até porque importante era que os remendos fossem mais resistentes e não rasgassem à primeira queda ou, por outras palavras, "um ano com uma equipa à FC Porto".
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Com que linhas coso isto? |
Esperamos até às últimas horas para vermos ser apresentado Boly, alguém com quem já haviam caído as negociações por exigências extra, antes de ter falhado também o negócio Mangala.
Chegou Diogo Jota depois da desistência por Rafa (consideremos um ato inteligente), um jogador que, embora as suas qualidades, está vinculado ao Atlético de Madrid e que só beneficiará com a passagem do jogador por estes lados. Nós apenas temos de o devolver ao remetente no final da época.
Chegou também Depoitre para ajudar na champions, mas afinal não o pôde fazer porque alguém não sabia que não podia disputar o play off, aliás é normal que não soubessem até porque também não sabiam quem era o jogador, "foi uma escolha do treinador".
Veio Alex Telles que permitiu libertar Layún na ajuda à lateral direita depois de fracassada a aposta em Varela. Com apenas um DD, o mexicano terá de dar um pézinho a Maxi Pereira.
Oliver talvez tenha sido a transferência que melhor encheu as medidas ao universo portista e, para já, a única certeza de que pode ser um reforço que faça a diferença.
Temos soluções em qantidade e qualidade? Chegaram jogadores que podem efetivamente fazer a diferença? Era com esta preparação que contávamos?
Acabo como comecei, contentes ou não vai ser com estas calças remendadas e curtas que vamos à luta, numa caminhada que será longa. Podemos chegar ao final apenas com os elásticos nas mãos mas, se for no primeiro lugar, tudo será amaciado e ser-nos-á dito que esteve sempre tudo bem.
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