Pois é, à partida para o arranque da Champions era com grande otimismo que se encarava este grupo, e a bem da verdade, o que é facto é que havia motivos para se olhar assim para o que a sorte ditou ao FC Porto. Não vale a pena falar-se que o grupo não era tão fácil como o pintaram e que esta é a prova disso.
Não, o grupo é mesmo manifestamente acessível, e uma entrada com o pé direito era o que se exigia, não só pelo adversário como pelo "fator casa". Mas atenção, foi apenas o primeiro jogo.
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Fintar o gelo |
NES assumiu-o e aí somos todos unânimes: "não era este o FC Porto que esperávamos e que já vínhamos sendo habituados".
É verdade, se depois de um aviso dos Dinamarqueses os portistas responderam com um golo aos 13', nunca pareceu que o jogo se viesse a facilitar. Assistia-se a uma partida dividida onde o destaque ia para os vários cruzamentos que o laterais de FC Porto e Copenhaga iam lançando para a área.
Sem grande história chegava o intervalo com a equipa da casa a vencer, mas os números mostravam precisamente as dificuldades e o jogo pobre a que se ia assistindo: as duas equipas apresentavam o mesmo número de remates (um enquadrado para cada lado) e uma posse de bola semelhante (52% - 48%), com o FC Porto a mostrar grandes dificuldades para encontrar espaços na defesa adversária.
Na segunda parte entramos praticamente com o golo do empate e, fazendo jus às origens do adversário, com a defesa a patinar muito.
Se com o jogo empatado o FC Porto estaria obrigado a reagir, o que é certo é que pouco mudou na dinâmica da equipa e até aos 75' contavam-se 2 remates e desenquadrados com a baliza.
Antes já havia entrado Brahimi e Depoitre mas até ao final do encontro pouco ou nada mudou.
Destaques
Por norma, são aspetos positivos que fazem parte dos destaques, mas hoje é mais importante falar do que correu menos bem.
- O FC Porto demonstrou dificuldades que ainda não se tinham visto tanto assim, desde a troca de treinador. Dificuldades em criar perigo evidente contra uma equipa mais recolhida e em busca do pontinho.
- Faltou alguém capaz de abanar com o jogo e abrir espaços, se bem que saúdo a entrada de Brahimi, não mostrou muito, mas o suficiente para percebermos que pode ser o melhor "reforço" da época. Basta querer.
- Entramos com o pé esquerdo, antes do jogo, este grupo era acessível. Terminada a partida continua a sê-lo. Ontem não correu bem, e a exibição não pode apagar o que de bom se veio fazendo até à data, que sirva para acordar e no próximo jogo não facilitarmos.
Never Give Up!
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