No último post, o Fábio falou em "Fantasmas de Um Passado Recente". É um facto, as últimas exibições do FC Porto despertaram assombrações que ainda estavam bem presentes na memória dos portistas.
Bem sei que é arriscado, mas dobrada a 5ª jornada e com um total de 8 jogos realizados, perguntar: o que podemos esperar deste FC Porto de NES?
Com a certeza de que havia ainda muito trabalho pela frente, os primeiros jogos de Nuno ficaram marcados pela convicção de algumas boas ideias já assimiladas pela equipa, notavam-se melhorias de jogo para jogo, e se muitos concordaríamos que o plantel era curto, partilhávamos também da mesma opinião de que havia material capaz de ser potenciado e que ajudaria muito nos objetivos da equipa.
Certo é que o jogo com o Sporting trouxe o primeiro amargo de boca, muito pelas contingências que ditaram o resultado final, mas também pela reação da equipa ao ver-se a perder. O jogo com o Vitória trouxe um novo alento, mas os dois jogos seguintes encarregaram-se de arrefecer as expectativas em torno do treinador e jogadores.

Nuno, será sempre o menos culpado. Não tem culpa do plantel curto que lhe deram para as mãos, nem dos erros básicos que se cometeram na época em que tudo está em jogo, mas é o treinador e a qualidade do futebol da equipa é da sua responsabilidade. O discurso trazido pelo ex-guarda redes é bonito e capaz de cativar qualquer adepto, mas se a equipa não corresponder não há oratória que lhe valha, acabando por cair numa comunicação estéril e sem resultados práticos.
O SOMOS PORTO já não colhe, principalmente porque esse chavão foi tão usado que agora já está gasto, é preciso mais e Nuno sabe-o.
O treinador goza ainda de aura que ser um ex-atleta da casa oferece, mas o próximo jogo contra o rival Boavista tem de por termo às exibições que marcaram os dois últimos jogos dos azuis e brancos, a impaciência das hostes pode passar a marcar o caminho a pisar pelo FC Porto 2016/17, o que não interessa a ninguém, até porque isso nunca ajudou.
Tem a palavra treinador e plantel para mostrarem que podemos esperar um Porto de luta, capaz de fazer das fragilidades a sua força, e que estes dois jogos foram um pequeno contra-ciclo rapidamente ultrapassado. Que sejam os caçadores de fantasmas e não tornem isto uma casa assombrada.
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