quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Continuação de um já longo calvário

Demasiado mau.
Não posso utilizar outras palavras que não estas para classificar o horrível jogo de hoje por parte do FC Porto contra o Famalicão.

O calvário da equipa Portista teve hoje um novo capítulo com um jogo e respetiva exibição a deixar qualquer um de cabelos em pé. É triste ver este FC Porto jogar, e mais triste ainda é tentar perceber como é possível jogar-se tão mal nesta fase da época. Não se consegue ver nada de positivo ali e até uma equipa da segunda divisão consegue anular o futebol paupérrimo dos azuis e brancos.

Por mais reticente que se possa estar quanto à vinda de José Peseiro uma coisa é certa, pior do que isto é impossível e, portanto, só posso acreditar que daqui em diante, se bem que não do dia para a noite, as coisas irão melhorar.

O novo treinador terá uma tarefa espinhosa pela frente, terá de mostrar toda a qualidade que tem e que o trouxeram até aqui.

Boa sorte, caro José. Aguardamos por dias melhores.

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

O Regresso ao Blog com José Peseiro no Centro

Vão já várias semanas desde a última vez que escrevi para o blog, o tempo não abundou e, com isso, as vindas à bluegosfera diminuíram. Perderam-se oportunidades de abordar determinados assuntos, mas outros vão ainda bem a tempo de serem falados em post's futuros.

Curiosamente, o regresso ao blog coincidiu com a revelação do novo treinador do FC Porto. Como não podia deixar de ser, o post de hoje teria de ser sobre José Peseiro.

Contra toda a corrente noticiosa das duas últimas semanas, José Peseiro foi o escolhido para assumir as rédeas dos dragões para o resto do campeonato que falta jogar. Depois de tantos e tantos nomes lançados ao centro é confirmado aquele cujo nome nunca havia sido alvo de cogitações.

Como ponto prévio, há que destacar o fim das indecisões no que diz respeito ao treinador e, a partir de agora, estão reunidas as mínimas condições para começar a melhorar o que há para melhorar e a remediar o que ainda é possível.

Não seria correto da minha parte dizer que José Peseiro é um nome que me agrade particularmente. Tendo em conta os dias que se vivem dentro do clube e, principalmente (?), fora dele - e, aqui, refiro-me a sócios e adeptos - pedia-se alguém mais consensual, com provas dadas e capaz de inverter este ciclo negativista em que o FC Porto tem vindo a mergulhar. Sei bem que alguém que reúna todas estas valências não é nada fácil de contratar numa altura como esta e, por isso, acredito plenamente que o novo treinador portista não seja a primeira escolha. Portanto, podemos colocar a questão: Mas então que treinador seria esse capaz de assumir o cargo no imediato?

Não digo que José Peseiro não seja capaz de inverter este tal ciclo, e espero muito sinceramente que me faça morder a língua porém, provas dadas é algo que não se pode dizer que tenha.
A seu favor joga o conhecimento que tem de Liga Portuguesa, e apenas isso. Contra sí, os poucos títulos conquistados (um no total e contra nós, curiosamente) e a passagem por ligas inferiores como treinador principal sempre que esteve a trabalhar fora do país. Quererá isto dizer alguma coisa? Não sei. Se é motivo para ficarmos apreensivos, talvez.
Digo talvez porque nestes últimos tempos têm-se vivido situações a que muitos de nós não estão habituados e que a outros estão guardadas nas memórias a preto e branco. Depois de tantos erros de casting e insucesso é perfeitamente aceitável que muitos se sintam reticentes e defraudados com a escolha, porque de erros, dizemos todos, estamos nós fartos. E sejamos honestos, depois de nomes como André Villas-Boas, Marco Silva, Leonardo Jardim, Marcelo Bielsa ou até mesmo o próprio Sérgio Conceição, Peseiro é um treinador que foge da linha daquilo que se pensavam ser as preferências da SAD portista, mas voltamos à questão de cima: com que facilidade todos estes treinadores assumiriam o cargo já?

Posto isto, José Peseiro é, agora, o novo treinador do FC Porto. Concordando ou não com a escolha, passou a ser o meu treinador e aquele em quem quero acreditar que será capaz de fazer o melhor possível tendo em conta as circunstâncias que uma mudança de treinadores a meio da época pode representar.

A palavra está, agora, do lado do mister e a capacidade de calar aqueles que, como eu, colocam reticencias à sua chegada dependem quase exclusivamente dele. Que o faça!

Aguardemos com calma o que se irá seguir, podendo não concordar mas nunca rebaixar ou dificultar a vida ao treinador até porque, para isso, bastou a história recente e que nos trouxe até aqui.

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

O Circo das Revelações


"Senhoras e Senhores, Meninos e Meninas, sejam bem-vindos ao maior espetáculo do mundo, o circo!" - tradicionalmente, foi assim que nos habituamos a ouvir as aberturas de todos os circos que por essas terras passam. Pois bem, deveria ter sido também assim a abertura do programa Prolongamento por parte de Sousa Martins.

Sem malabarismos, cuspidores de fogo ou elefantes a fazer o pino, mas com uns fantásticos senhores de nariz vermelho, o programa da TVI24, foi um verdadeiro espetáculo circense que encheria de orgulho qualquer professor do Chapitô.

Com um painel que, por si só, já garante grande "qualidade" porém, esta, exponencialmente acrescida com a chegada de Pedro Guerra (Fernando Santos para os amigos), já era de prever o que dali iria sair quando foi anunciada a presença de Bruno de Carvalho.

Se numa primeira fase, quando respondeu às perguntas de Joaquim Sousa Martins, o presidente dos leões só mostrou arrogância (nada de novo, portanto), quando entrou em cena o responsável pela BTV assistiu-se a um circo completo, o Circo das Revelações.

Entre gritos lá se foram sabendo algumas coisas, outras que não interessavam lembrar e outras que foram sendo abafadas com o passar do tempo. Contudo, é inevitável falar daquilo que foi revelado lá mais para o fim, pois é, os jantarinhos.

Tanto falaram em fruta que oferecem refeições completas. Bravo!

Certamente que os jantares eram deliciosos, mas delicioso mesmo foram os comentários no rescaldo do programa. Coisas como "BdC faltou ao respeito a Eusébio" (??) são mesmo de deixar água na boca, mas se de facto o que disse o presidente do Sporting for verdade, se houve alguém a desrespeitar Eusébio foi mesmo o clube que este representou alçando-se na sua imagem (aquela estampada na caixinha oferecida) para "dar de comer" aos senhores.

No meio de tudo isto, o que importa mesmo é a veracidade ou não do que disse BdC. Em tempos, quando veio também a terreiro falar sobre a Liga Aliança, foi chamado a comprovar - perante o silêncio do Benfica - e não o conseguiu, agora, escudando-se em um anonimato de quem lhe deixou estas informações, soou novamente a algo que, quando necessário, não iria passar de acusações.

Certo é que, dias depois destas revelações, também sob anonimato, árbitros vieram confirmar as oferendas do clube das tochas. O que se seguirá? Aguardaremos, calmamente, os próximos episódios.

Uma coisa fica cada vez mais vincada, diz o ditado, e bem, que "quem tem telhados de vidro, que não ande à pedrada" ou tendo em conta o clube, às "tochadas", mas a verdade é que os do clube da luz gostam de cuspir para o ar, personificando o melhor dos santos num clube de futebol ignorando, sucessivamente, casos como Estorilgate, os motivos pelas quais as famosas escutas nunca foram para além de Leiria ou até, mais recentemente, o que veio dizer o agora ex-árbitro Marco Ferreira. A tudo isto juntam-se os jantares abastados e à descrição (e não, não venham com a história de que a FIFA permite, porque isto vai bem mais para além do permitido). Como disse em cima, eles tanto cospem para o ar que, a pouco e pouco, vão caindo-lhes todos na testa.


sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Uma Questão de Mentalidade

Passado que está o jogo FC Porto - Chelsea FC e a poucos dias do próximo desafio, desta feita, para a Liga Portuguesa, é altura de vir a este cantinho da bluegosfera para um novo post.

O jogo contra a equipa de José Mourinho deixou-nos a todos, sem exceção, tremendamente satisfeitos quer pelo resultado mas, acima de tudo, pela exibição e, no final do jogo, nem parecia que "o espanhol" tinha sido rasgado de cima a baixo pelo 11 que optou por fazer entrar em campo por muitos adeptos azuis e brancos. 

Certo é que os escolhidos cumpriram na perfeição e, no fim, todos aplaudimos de pé, isto depois de no jogo imediatamente antes termos ficado de cabelos ao alto pelo resultado contra o Moreirense.

E é aqui que chegamos ao cerne da questão: Mas por que é que não jogamos sempre assim?

Certamente que todos concordamos que este FC Porto, o que nos deixou de sorriso estampado no rosto, é praticamente invencível para o campeonato, o problema é que este mesmo Porto tem aparecido demasiadas poucas vezes nos jogos internos. 

Há manifestamente uma Mentalidade Champions e uma Mentalidade Campeonato, jogadores que se esfarrapam por completo para a Liga dos Campeões e que correm sem vontade nenhuma para a Liga Portuguesa.

É certo que motivar um atleta para jogar com um Chelsea, Bayern ou afins não se compara a fazê-lo para defrontar os Moreirenses e Marítimos desta vida e, aí, o trabalho e engenho do treinador também conta, mas é gritante as discrepâncias nos níveis de atitude entre uns jogos e outros e isso não pode, de forma alguma, acontecer. 

Há uns tempos pensei em abordar precisamente a falta de entrega de alguns atletas dentro de campo com o forte contraste da postura do treinador no banco. Em todo e qualquer jogo, quer seja de campeonato nacional ou não, a perder ou a ganhar, a atitude de Lopetegui para com os seus jogadores não se altera: sempre interventivo, a gritar para dentro de campo, dando instruções ou a chamar jogadores para dar indicações; e quando o resultado não corre de feição parece tão frustrado com a situação como nós que estamos sentados a assistir ao jogo. 

Contudo, e se em relação ao treinador a sua postura é constante, relativamente a alguns dos seus atletas não se pode dizer o mesmo. Portanto, será Lopetegui o culpado de tudo o que de mau acontece nos jogos menos conseguidos? É claro que tem a sua quota parte, mas não toda e em algumas ocasiões, longe disso. 

Se há atletas que apenas se motivam e mostram a sua real valia na Liga Milionária então o melhor mesmo é dar lugar a outros para as provas internas. O FC Porto é um dos grandes da Europa, se potencia bastantes jogadores? Verdade. É o trampolim para outros voos? Também é. Contudo, não foram os jogadores de Mentalidade Champions a singrar. Foram os que aliaram vontade e crer em todos os campos que jogavam.

Portanto meus caros, deixem de ser atletas de meio de semana, nem que para isso, como li por aí, se meta o hino da Champions a tocar em todos os jogos. O FC Porto é enorme, e mais do que o olhar dos tubarões sobre vocês, está o nosso, o dos adeptos. 

Domingo, dia de eleições, novo jogo, agora, contra o Belenenses. Que a atitude se mantenha seja qual for o onze inicial.

terça-feira, 29 de setembro de 2015

FC Porto vs Chelsea FC - Em casa mandámos nós!

Terça-feira; novo jogo; Champions League; FC Porto vs Chelsea FC.

O Estádio do Dragão recebe o primeiro jogo da edição 2015/16 e o recém-assumido portista José Mourinho. 

Numa partida que, certamente, não será fácil para nenhum dos lados o FC Porto, jogando em casa, tem a obrigação de entrar em campo para ganhar e não se encolher de forma alguma perante o seu adversário. Tal como aconteceu da última vez que os ingleses visitaram o Dragão. 
Créditos de imagem: Adrego Design

Para o jogo com os ucranianos do Dínamo de Kiev, Julen Lopetegui apresentou alterações ao seu sistema tático, que o treinador espanhol não faça o mesmo com o Chelsea, tal como disse em cima, jogamos em casa e em nossa casa mandamos nós, pese embora defrontemos uma ótima equipa temos de entrar para ganhar e temos condições para isso.

Para o jogo de mais logo foram convocados 19 jogadores: Helton e Casillas (guarda-redes); Maxi Pereira, Martins Indi, Maicon, Marcano, Rúben Neves, Brahimi, Aboubakar, Dani Osvaldo, Tello, Sérgio Oliveira, Evandro, Jesús Corona, André André, Miguel Layún, Danilo, Bueno e Imbula.

Da lista escolhida por Lopetegui para ir a jogo destaque para as saídas de Herrera e Varela e a entrada de Sérgio Oliveira que se estreia nos convocados. 

Com o plantel extenso que contém o FC Porto já era de prever que se registassem várias mexidas nas convocatórias de jogo para jogo, se compreendo a saída de Herrera após os sucessivos maus jogos do mexicano não consigo perceber a exclusão de Varela, ainda para mais com a importância que poderia ter em desbloquear o jogo, se assim fosse necessário, e a experiência que já conta nestas andanças, mas veremos se Silvestre Varela poderá ou não fazer falta ao jogo do FC Porto. 

O que é certo é que a lista dos 19 escolhidos deu para mostrar a lógica de alguns adeptos. Se até então criticavam o facto de um jogador como S. Oliveira estar "encostado" e sem oportunidades criticam, agora, o treinador por o convocar para um jogo destes sem nunca o ter feito antes vamos lá perceber as ideias de alguns, até porque quando é para bater, qualquer coisa serve de pretexto.

Adiante, e deixando o meu palpite para o 11 que entrará em campo: Casillas; Maxi, Maicon, Marcano e Layún; Danilo, Imbula e André; Brahimi, Aboubakar e Corona.
Coloco Danilo em detrimento de Rúben pela importância que o ex-Marítimo dá a nível defensivo e que o jovem da formação portista ainda, a meu ver, não dá, embora a sua grande qualidade de passe e organização de jogo numa fase mais recuada de terreno.

Jogue Danilo ou jogue Rúben Neves ou qualquer um outro no 11 titular que vençam os ingleses fazendo um bom jogo, claro está que, se vencemos já sabemos o que se dirá: "ganharam ao pior Chelsea dos últimos anos"

Parafraseando Beni Mccarthy "temos de lhes ganhar e mandá-los para casa com o rabinho entre as pernas".

sábado, 26 de setembro de 2015

Moreirense 2 vs 2 FC Porto - Inaceitável

Inaceitável. É desta forma que qualifico o resultado ao jogo de ontem que terminou num empate entre Moreirense e FC Porto a duas bolas.

Depois da vitória na semana passada contra o rival Benfica era de esperar que a equipa Azul e Branca cimentasse o primeiro lugar na qualificação contra o penúltimo qualificado do campeonato português porém, não foi o que aconteceu e os comandados de Lopetegui arriscam-se não só a perder a vantagem que ganharam com a vitória da jornada anterior como também o primeiro lugar no campeonato.

A entrar em campo com um 11 com três alterações face ao último jogo, o FC Porto alinhou com Casillas; Maxi, Maicon, Marcano e Layún; Danilo, Herrera e André; Brahimi, Osvaldo e Corona.

Como é habitual quando as coisas não correm de feição, nomeadamente no caso do FC Porto, aponta-se sempre a questão da rotatividade que o treinador espanhol imprime na sua equipa como o motivo para resultados menos positivos e ontem não foi excepção, embora não seja dos que alinhe por esse caminho.

De entre as alterações, Danilo é um jogador de enorme qualidade em quem  Lopetegui depositou a sua confiança desde o início do campeonato e Imbula que, embora tenha iniciado grande parte dos jogos a titular, ainda não convenceu.

Numa primeira-parte sem muita história valeu o belo golo apontado pelo central Maicon e mais uma boa oportunidade criada pelo ponta-de-lança de serviço, Pablo Osvaldo.

O segundo tempo foi, naturalmente, mais agitado. Com o FC Porto a não entrar bem em campo a equipa de Moreira de Cónegos chegou ao empate castigando a passividade da defesa portista.

Com o resultado empatado a equipa Azul e Branca teve de correr atrás do prejuízo e com o tempo a escassear Lopetegui mexeu no jogo. Se o questionaram há oito dias por não prescindir do seu esquema de jogo, ontem, o treinador espanhol não teve problemas em retirar um médio para lançar a jogo um extremo (Herrera por Tello) e tirar Marcano por troca com Aboubakar.

As alterações surtiram efeito, com Corona a jogar mais no meio foi possível ao FC Porto criar mais desequilíbrios e consequentes oportunidades de golo. Golo esse que surgiu aos 79 minutos, precisamente através do extremo mexicano , apontando o seu terceiro golo no campeonato.

Se depois de se ver em vantagem com o golo de Maicon os portistas baixaram o ritmo de jogo acabando por sofrer o empate, depois de acelerar a partida e voltar a alcançar a vantagem cometeram o mesmo erro. Nova quebra de ritmo e displicência e empate a dois dos de Moreira de Cónegos já nos minutos finais.

Mais do que as alterações ao 11 o que faltou realmente foi atitude e querer ganhar à equipa portista, não se pode aceitar a postura dos comandados de Lopetegui neste jogo depois de ter vencido o seu rival na jornada anterior, é inaceitável a facilidade com o Moreirense chegou à nossa baliza e fez os seus dois golos assim como a consequente perda de pontos. Mais do que isso, não se percebe como se deixa cair por duas vezes após estar em vantagem, num jogo displicente e sem ritmo.

A imagem que fica é de uma equipa que no meio de tanta posse de bola, quando ela é realmente precisa não a consegue materializar num jogo seguro e longe da sua baliza.

Terça-feria há joga-se novamente, desta vez contra os ingleses do Chelsea. Espera-se um desempenho e atitude completamente diferentes.


segunda-feira, 21 de setembro de 2015

FC Porto 1 - 0 SL Benfica - O Melão Voltou!

FC Porto e Benfica defrontaram-se, ontem no Drgão, com os azuis e brancos a sorrirem no final do encontro vencendo a equipa das bandas da Luz por uma bola a zero.

Podia optar, como tenho feito desde o início deste blog, após um jogo, fazer a minha análise ao mesmo e dar uma de treinador de bancada contudo, hoje, decidi deixar essas "manias" de lado e ir um pouco para além do jogo, até por que já todos lemos muito sobre isso e a opinião de cada um, mais coisa, menos coisa, anda à volta do mesmo: primeira-parte não muito atrativa e com as melhores oportunidades de golo a caberem a equipa visitante, através de dois lances de bola parada; e uma segunda-parte em que o FC Porto abafou os encarnados e criou boas oportunidades de golo. 1-0 vitória justa; melhor em campo: André André.

O pós-jogo de ontem é que é, de facto, muito bonito de se ver. A azia é muita e é caso para dizer que o melão voltou!

O treinador Rui Vitória, que num passado recente afirmou não falar de arbitragens, baseou boa parte do seu discurso nesse mesmo assunto, com hipotéticas expulsões de Maxi e Maicon. Pede-se segundo amarelo para o ex-Benfica quando o primeiro é ridículo, e expulsão a Maicon por "agressão" quando este nem sequer toca no melo-dramático Jonas. Amarelo a Maicon por jogo perigoso, na minha opinião.

Para além do treinador, foram muitos aqueles que se insurgiram sobre o lance de Maicon, podia estender-me muito mais, mas como já diz o ditado "uma imagem vale mais que mil palavras" aqui a deixo ao lado um exemplo de agressão ou tentativa:

A azia prolongou-se até ao dia seguinte quando um senhor chamado Pedro Cunha diz que Maxi Pereira não é expulso por ser jogador do FC Porto. Declarações destas dão-nos mesmo a certeza que o ridículo não tem limites, mas vamos a factos: Maxi, na liga portuguesa, ao serviço do Benfica realizou 212 jogos sem ver um único vermelho direto, sendo que levou apenas um por acumulação de amarelos e, todos nós, assistimos a grandes espetáculos do Uruguaio, o que é certo é que, em 5 jogos de Dragão ao peito, Maxi já tem quase tantos amarelos como os que viu ao serviço do Benfica numa época inteira. Ora, mas então o que mudou? O jogador é o mesmo, tem sido igual a si próprio e os árbitros que o arbitram também são, mas então será mesmo o facto de jogar no FC Porto que altera o que quer que seja? Altera. Leva amarelos como nunca os viu.

A Pedro Cunha juntou-se, ainda, António Figueiredo que disse que "afinal, Maxi não jogava à Benfica... mas à FC Porto" para este senhor digo-lhe o mesmo que disse em cima e acrescento um conjunto de situações em que, certamente, atravessei um daltonismo momentâneo e troquei as cores das camisolas. Deixo, mais uma vez, uma coletânia de imagens que falam por si:

   



 A azia é muita, eles não a conseguem esconder e estão que nem podem, o melão voltou e voltou forte.