segunda-feira, 10 de abril de 2017

Seis Finais e Uns Socos

Dobrada mais uma jornada, o regresso às vitórias da equipa do FC Porto.
O Belenenses foi quem pagou a fatura após o empate na luz, com uma exibição sólida e de boa qualidade, o azuis e brancos despacharam facilmente a equipa de Belém por 3 bolas a 0.

No Dragão assistiu-se a uma partida de sentido único, ainda que no primeiro tempo não se visse o domínio portista materializado em oportunidades, tendo o FC Porto chegado apenas à vantagem perto do minuto 40 através de Danilo Pereira. Ele que levou no braço a merecida braçadeira de capitão.
O médio defensivo português foi um dos jogadores em foco no final da partida, algo que vem sendo comum. Fez um golo, venceu oito dos nove duelos que disputou (eficácia de 100% nos duelos aéreos), e ainda efectuou o máximo de passes da sua equipa, 69.


A segunda parte trouxe uma equipa que ao domínio do primeiro tempo lhe juntou oportunidades de golo das quais duas ajudaram a dilatar a vantagem: primeiro por Soares, a voltar aos golos, e depois através de um inspirado Brahimi que de penalti fixou o resultado final com um golo que merecia. O argelino teve ainda direito a ver o estádio gritar o seu nome. Depois do divórcio entre as bancadas e o prodigioso extremo portista, os assobios deram lugar a vénias e o espetáculo agradece.


3 a 0 foi quanto assinalavam os ecrãs do Dragão, com destaque para os dois toques na bola que a equipa do Belenenses conseguiu concretizar dentro da área portista, o que demonstra perfeitamente o domínio imposto no jogo por parte dos comandados por NES.

Após o jogo com a equipa sulista e com tudo na mesma no campeonato, o FC Porto entra, na próxima jornada, naquela que certamente será a série decisiva para determinar quem se sagrará campeão no final do campeonato. Braga é a próxima paragem, antecedendo a recessão ao Feirense, a ida a Chaves e ao Marítimo, quatro das seis finais.

Curiosamente, nos cinco jogos com data e hora definidos, apenas em um a equipa portista joga antes dos encarnados. Um fator que até poderia ser positivo, não fosse o deslize com o Vitória de Setúbal mostrar que o FC Porto não soube lidar com a facto de entrar em campo a saber o resultado do seu mais direto adversário.

Acredito que vencendo estes quatro jogos somos capazes de sorrir no final, mas para isso é preciso um Porto ao nível deste fim de semana e não como aquilo que vimos com o Setúbal.

Contudo, se para os lados do Dragão o jogo foi simples, ainda que com algumas razões de queixa, continuando a norte, em Moreira de Cónegos, o mesmo não se pode dizer.
Ontem, o campeonato português teve novo capitulo e findo o jogo a sensação com que se fica é que se começa a atingir um nível de impunidade tal que alguns já se permitem a tudo.

Em novo jogo pobrezinho do SL Briefing, valeu tudo para conquistar a vitória e, consumada nova vergonha, é vê-los mandar areia para os olhos do povo para branquear ao que ontem se assistiu trazendo à colação o lance protagonizado por Corona, ignorando por completo não só a entrada de que o mexicano sofreu como as próprias agressões de que foi alvo, mesmo antes da sua reação a quente.

Ontem finalmente percebi o porquê de Luisão ter lugar cativo na equipa do Benfica, afinal, não importa nada se ele chega a tempo à bola ou não, é tudo igual. O mesmo que andou aos encostos aos árbitros não devia ter acabado o jogo, mas não só acabou como ainda pode assistir à maior prova da impunidade da qual goza a sua equipa.


Depois de uma semana inteira a vê-los colarem o lance do jogo do Canelas ao FC Porto e seus adeptos, bastou ver o que ontem se passou. Samaris, à imagem do clube que representa, com um gesto cobarde agride o jogador adversário com um murro no estômago isto, depois de na jornada passada, ter feito o seu aquecimento de braços com Alex Telles.

Para a macacada ficar completa só faltava mesmo Jonas. Insatisfeito por não ter conseguido mandar ao chão o treinador Portista, ontem não se absteu de mostrar daquilo que é feito e não só insultou o clube de Moreira de Cónegos como fez votos para que descessem de divisão.

Mas é isto meus amigos, é com este clube que temos de levar, é contra esta impunidade que jogamos todos os fins de semana e acima de tudo, contra o moralismo da treta que tanto nos tentam impingir.

segunda-feira, 3 de abril de 2017

O Fair-play É Uma Treta

Em 2006 d.C.,ainda a treinar o Belenenses, Jesus disse: "O fair-play é uma treta". Vários anos volvidos e vejo-me obrigado a concordar com o mestre da tática.

Cito Jorge Jesus para ir ao encontro da propaganda posta a circular pelo seu ex-clube. Em véspera de clássico as redes sociais e canais de televisão foram inundados por uma "campanha exemplar que apelava ao fair-play" apregoado pelo clube encarnado, segundo eles: "no Benfica há espaço para todos". Após isso, era vê-los do alto da sua superioridade moral falarem acerca do "clube diferente" que são. Mas convenhamos, eles são mesmo diferentes!

Pior que um clube de más condutas é um clube que se julga diferente e superior aos restantes quando não é exemplo para ninguém.
Ao mesmo tempo que este clube apelava ao fair-play, o autocarro do FC Porto era atingido com tinta vermelha a caminho de Lisboa. Ao mesmo tempo que diziam haver espaço para todos no Benfica, adeptos pagantes do FC Porto eram expulsos do seu lugar debaixo de insultos. Ao mesmo tempo que apelava ao fair-play os adeptos do FC Porto eram atingidos por garrafas, pedras e bolas de golfe quando tentavam entrar na luz. Ao mesmo tempo que diziam haver espaço para todos, os adeptos azuis e brancos entravam no estádio 40 minutos após o início do jogo. Ao mesmo tempo que apelavam ao fair-play, Jonas mandava-se contra Nuno Espírito Santo. Ao mesmo tempo que diziam haver espaço para todos, Casillas arrumava isqueiros da sua grande área.

É este o clube da moral e dos bons costumes que se diz diferente dos demais. O raio de luz nas trevas que é o futebol português. Os guardiões da paz perante os "arruaceiros do norte". Os mesmos que roubaram e destruíram as instalações do Vitória SC, os mesmos que andaram ao murro nos festejos do seu próprio título.

Por baixo da sua moralidade pré-fabricada é-lhes permitido tudo, enquanto que a sua propaganda circula como bem querem, insultam, agridem e provocam. 
O fair-play é mesmo uma treta.





domingo, 2 de abril de 2017

Vontade Imensa que Não Foi Além do Empate

Tudo na mesma.
Era com grande expectativa que aguardávamos pelo jogo da luz. Depois de desperdiçada a oportunidade de assaltar o primeiro lugar na jornada passada e a frustração que isso trouxe consigo, a paragem para as seleções trouxe a oportunidade de limpar a cabeça e recuperar psicologicamente do desaire inesperado.

Era na luz que se aguardava que o FC Porto corrigisse o enorme erro consentido em casa frente ao Vitória de Setúbal porém, o equilíbrio de forças entre as duas melhores equipas do campeonato, acabou num empate e deixou tudo na mesma.

O jogo começou praticamente com um penalti para a equipa da casa. Perentório, Carlos Xistra teve menos dúvidas do que quem vê o lance pela televisão, e de imediato assinalou penalti que Jonas viria a converter.

Era importante o FC Porto entrar forte e dominador, assustar os vermelhos, e fazê-los encolher como tão bem sabem fazer em jogos contra equipas do seu nível, mas não aconteceu. A equipa da casa entrou melhor e o FC Porto sentiu algumas dificuldades em contestar o seu domínio. A reação e recuperação portista apenas se começou a fazer sentir à passagem do minuto 20'. Daí em diante, os azuis e brancos foram crescendo gradualmente, e a imagem que passava era de uma equipa a ganhar confiança e a partir em busca da baliza adversária. À meia hora de jogo registava 58% de posse de bola, embora apenas dois remates, e uma eficácia de passe de 81%.

O intervalo chegava depois de uma partida intensa que deu espaço para ambas as equipas infligirem a outra ao seu domínio. Maior pendor para o FC Porto, influenciado pela necessidade da correr atrás do prejuízo da desvantagem no marcador.

No segundo tempo o FC Porto entrou apostado em chegar à igualdade e, 4 minutos corridos do início do segundo tempo, Maxi Pereira a faturar em pleno estádio da luz. Quantos de nós já não havíamos imaginado este cenário? Finalmente aconteceu ontem.
Numa jogada de insistência e entre ressaltos, a bola sobrou para o defesa uruguaio que, à ponta de lança, enviou a redondinha para o fundo da baliza de Ederson.
Estava feito o empate, no terceiro remate em 4 minutos, comprovando a grande entrada do FC Porto no segundo tempo.

O golo portista alcançado com tanto tempo para se jogar galvanizou os adeptos e assustou a equipa da casa, e a necessidade de Júlio César de fazer levantar um estádio facilmente silenciado pelos adeptos portistas, mostrava isso mesmo. O FC Porto viria ainda a dispor de uma oportunidade por parte de Tiquinho Soares tendo o guarda redes adversário levado a melhor sobre o seu compatriota. Contudo, a boa entrada do FC Porto foi sol de pouca dura, e o Benfica depressa começou a crescer na partida e obrigou os azuis e brancos a recuar. Na fase de maior aperto valeu Iker Casillas com excelentes intervenções a segurarem o empate que, embora não servisse as nossas aspirações era, sem qualquer dúvida, bem mais positivo do que a derrota.

Não deixa também de ser curioso que algumas das melhores exibições do guarda redes espanhol sejam perante aqueles que, a todo o custo, tentam diminuir os méritos de Casillas.

O jogo terminou empatado. O FC Porto deixou, a partir de ontem, de depender apenas de si mas a confiança de que podemos ser campeões continua intacta. Acredito nesta equipa e se muitas vezes critiquei a postura do seu treinador ou a forma como foi preparada a época, estes jogadores, NES e, acima de tudo nós, adeptos, merecemos ser campeões. A garra e espírito que este plantel construiu e a forma como os adeptos se uniram em torno dos seus jogadores só merecem um desfecho azul e branco.

domingo, 19 de março de 2017

Dragão Sem Asas Para Voar

É ainda a quente e na ressaca de um resultado muito difícil de digerir que escrevo este post.

Falhamos! Falhamos na hora H, quando menos podíamos falhar e na pior ocasião possível. Muitos não acreditavam que alguma das equipas perdesse pontos até ao clássico e não só se perderam pontos como, lamentavelmente para nós, perdemos também.

Mas vamos ao jogo.
De levar as mãos à cabeça
No habitual esquema tático e com Corona a regressar após lesão para o lugar do castigado André A., os primeiros minutos trouxeram duas coisas no imediato: um FC Porto nervoso e a acusar a pressão de ascender ao primeiro lugar e um Vitória de Setúbal sem vergonha, que não olharia a meios para alcançar um resultado positivo.
Com o decorrer do tempo o nervosismo azul e branco dissipou-se, mas o mesmo não se pode dizer da pouca vergonha sadina, que a cada minuto que passava aumentavam os caídos no relvado.

A subir cada vez mais na partida, o FC Porto ameaçava e por duas vezes podíamos ter-nos adiantado no marcador mas o poste e, mais tarde, o jogador adversário em cima da linha negaram o golo azul e branco.
Marcar na primeira parte era importante, assim evitava-se uma equipa ansiosa no segundo tempo e a errar com a pressa de resolver o jogo rapidamente. Entrava o jogo nos descontos do primeiro tempo e o FC Porto inaugurava o marcador.
Parecia que o mais difícil estava conseguido, mas afinal não.

O segundo-tempo trouxe uma equipa adormecida, ao invés da procura pelo segundo golo e consequente tranquilidade, viu-se um FC Porto que já não se via há várias jornadas, baixar o ritmo e aos 11' da segunda parte o jogador Vitoriano silenciou um Dragão que não se cansou de puxar pela equipa.

Daí até final foi ver o tempo correr, e o anti-jogo dos visitantes cada vez mais forte. A segunda-parte, fruto da necessidade de chegar ao golo a todo o custo foi jogada mais com o coração do que com a cabeça, e a qualidade exibicional foi menor que aquela que se assistiu no primeiro tempo. Nos minutos finais NES, sem medo e em desespero, arriscou tudo mas o nulo manteve-se.

Depois de jornadas a fio a morder os calcanhares ao principal rival, vacilamos como nunca podia acontecer e não mostramos estofo de campeões. Quando mais que nunca era preciso manter a série de vitórias, empatamos. Quando mais que nunca era preciso um Soares a marcar há vários jogos consecutivos, esteve apagado.
O Dragão não teve asas para voar e a subida ao primeiro lugar acredito que tenha apenas sido adiada.

A desilusão por esta altura é enorme, principalmente depois de várias jornadas a ouvirmos que "ainda não estamos onde queremos estar", e de facto não estavamos mesmo onde queríamos, mas quando surge a oportunidade de tomar de assalto o 1º posto desperdiçamos em nossa casa perante 50.000 adeptos a oportunidade. Uma chatice!

Ir à Luz com um ponto de desvantagem mas porque nenhuma das equipas havia cedido pontos, é diferente de ir à Luz com menos um ponto porque desperdiçamos a oportunidade de subir ao primeiro e, quer se queira ou não, este empate foi uma vitória para eles, e serviu-lhes de balão de oxigénio.

Independentemente deste percalço, não se pode apagar a equipa que vimos nos últimos nove jogos, o futebol praticado e a raça que demonstraram.
Fizemos um pequeno desvio na estrada para o título mas nada que não pode ser recuperado na próxima paragem: Luz. Se tem de ser em casa deles onde finalmente passamos a estar onde queremos estar, então que seja! Sem medos e com a confiança inabalável.


Destaques:

Dragão (+) - Casa cheia para levar a equipa ao primeiro lugar. Ambiente incrível e um estádio que não se cansou de puxar pela equipa. Mereciam mais. Todos merecíamos mais.

Sem estofo (-) - Na hora da verdade trememos. Aquilo que era quase impensável depois de tanto tempo de perseguição aconteceu. Lamentavelmente temos de lidar e passar ao lado da situação porque na próxima jornada temos nova oportunidade e, desta vez, não se aceitam desperdícios.  

Visitante (-) - Chegou a ser ridículo o anti-jogo praticado pela equipa que visitou o Dragão, a começar pelo seu guarda-redes que desde o primeiro minuto que mostrou não ter qualquer problema em passar o tempo deitado no chão. Sem palavras.
Tivesse este jogo acontecido com a equipa das bandas da Luz e já só se falava na famosa mala, como foi connosco é vê-los criticar até os descontos dados pelo árbitro. À semelhança do Setúbal, sem qualquer tipo de vergonha na cara.

terça-feira, 14 de março de 2017

"Velha Senhora" Leva A Melhor Sobre Juventude Portista

Está fechada a história do FC Porto na edição 2016/17 da Champions League e, triste sina a nossa, de novo com menos 1.

Sabíamos de antemão que a tarefa levada na bagagem para Turim não era nada fácil. O FC Porto corria não só contra a história (que vale o que vale), mas também contra um adversário que está na linha dos favoritos a vencer a competição.
Um golo portista faria sonhar a algo bonito, infelizmente tal não se verificou.

Os Dragões entraram com a matéria estudada, a pressionar alto conseguiam impedir que os italianos se aproximassem da baliza de Casillas contudo, no capítulo ofensivo as dificuldades da 1ª mão continuavam. Pese embora as boas ideias para anular o jogo dos italianos, lá na frente o FC Porto não conseguia criar perigo para colocar em sentido a "velha senhora".

 A realizar um jogo melhor que aquele que presenteou os seus adeptos no Dragão nem tudo foi diferente do primeiro jogo e Maxi Pereira que o diga. Depois de Alex Telles na Invicta, foi a vez do Uruguaio deixar reduzidos a 10 os comandados de NES e, como se os italianos precisassem, com direito a penalti.
Dybala não desperdiçou e colocou na frente a equipa da casa.

Se à partida a eliminatória já estava muito complicada, ainda mais se tornou com o golo do argentino. Com 3-0 na eliminatória controlar da melhor maneira e minimizar os estragos era o que se pedia e assim aconteceu.

A segunda parte trouxe um Porto que até deu melhor réplica que o da primeira e o melhor elogio que se pode dar é que pouco se notou que estava reduzido a 10, tendo mesmo criado as melhores ocasiões nesta condição: primeiro por Soares e, mais tarde, por Jota.

Outra vez com 10?
O jogo terminou com a derrota e consequente eliminação do FC Porto. Tudo somado jogamos com 10 mais de 90 minutos o que não deixa de causar algum amargo de boca por aquilo que podia ter acontecido 11 contra 11 mas, como sabemos, o futebol é assim mesmo.

O foco virou-se, agora, a 100% para o campeonato e foi de cabeça bem erguida que saímos do Juventus Stadium e com a confiança bem renovada no momento que atravessa esta equipa e aquilo que pode dar até final do campeonato e isso é o que mais há a destacar após este jogo.


Destaques:

Superioridade na inferioridade - Foi a jogar com 10 que o FC Porto deu melhor réplica de si, ainda que beneficiado pelo baixar de ritmo dos italianos, não deixa de ser merecido o destaque ao futebol que praticou a equipa de NES na condição de inferioridade numérica, tendo mesmo criado duas belíssimas oportunidades para fazer golo ao veterano Gigi Buffon.

Apoio incondicional - Fantásticos os adeptos que viajaram até Turim com a equipa. Incansaveis de início ao fim independentemente do resultado e o que isso significava. Somos, sem sombra de dúvida, muito grandes!

domingo, 12 de março de 2017

Quatro Machadadas Que Valem a Liderança

Em terra dos famosos passadiços o FC Porto aproveitou para mais um passeio no campeonato. Liderado por Brahimi e embalado pela grande falange de apoio os azuis e brancos espreitam mais uma vez uma escorregadela do rival.

Foi um FC PORTO em grande momento de forma aquele que o FC AROUCA teve o azar de defrontar em mais uma jornada da LIGA NOS. Com uma alteração em ralação à “chapa 7” perante o CD NACIONAL, NUNO espírito santo fez avançar MAXI pereira para o lugar de miguel LAYÚN, mantendo no onze ANDRÉ ANDRÉ e a dupla atacante ANDRÉ SILVA e SOARES.

Desde cedo, a equipa portista mostrou que não estava para facilitismos, mas sim, para subir à liderança provisória da liga, alcançamdo na mesma prova a 9ª vitória consecutiva, e tratou ainda na primeira parte arrumar com essa questão, engolindo por completo a equipa arouquesne. Defensivamente imponentes, DANILO pereira, ÓLIVER torres e ANDRÉ ANDRÉ foram incansáveis na recuperação de bola, entregando depois para a dupla yacine BRAHIMI e SOARES o restante protagonismo. 

Com naturalidade, o FC PORTO chegaria à vantagem ao fim do primeiro quarto de hora com DANILO a responder da melhor forma a um livre cobrado pelo argelino. Logo a seguir, e ainda a equipa de MANUEL MACHADO digeria o golo, SOARES, isolado por BRAHIMI e perante rafael BRACALI, acertava no poste falhando assim a possibilidade do 0-2. No entanto, o brasileiro não demoraria muito a fazer aquilo que faz de melhor e, meio com a cabeça, meio com o ombro, acabou por, a passe de ÓLIVER, fazer o 2º golo e pôr um ponto final na partida ainda antes da meia hora.


Com a partida praticamente decidida e equipa de NUNO desacelarou para o segundo tempo. Ainda assim, a gestão foi sempre feita com a bola longe da baliza de iker CASILLAS, que já soma 16 jornadas com a baliza inviolável, dando mesmo com alguma naturalidade, e passividade da equipa visitasa diga-se, para ampliar a vantagem. Diogo JOTA, lançado para o lugar de ANDRÉ SILVA, e assistido por BRAHIMI – quem mais poderia ser - voltou aos golos e fez o terceiro da partida e já sobre o final, com OTÁVIO e com JOÃO CARLOS TEIXEIRA em campo, MAXI que viu o amarelo que permite a utilização na LUZ, serviu SOARES para o quarto golo e nono do brasileiro em sete jogos.

Os dragões assumem assim a liderança da liga, ainda que provisória e pressiona mais uma vez os encarnados para o derby com o CF BELENENSES, isto a duas jornadas do clássico do estádio da LUZ. O melhor momento da época da equipa de NUNO tem agora novo episódio em Turim onde, apesar de todas as dificuldades, se espera uma grande noite.

DESTAQUES IN Defesa - São 450 minutos consecutivos na liga sem sofrer golos. E desta vez sem que CASILLAS tivesse uma defesa digna de registo. Brahimi - Motivado e de cabeça limpa o argelino é um caso sério. Mais duas assistências e um par de lances em que deixou ANDERSON LUIZ de rastos.
Soares - São 9 golos em 7 jogos e é já uma certeza neste FC PORTO. Apoio - O jogo foi em Arouca mas pelo apoio parecia que jogavamos em casa. Assim torna-se mais fácil.









por Fábio Daniel Azevedo,
Muralha Azul

domingo, 5 de março de 2017

À Moda Antiga. Foram 7!

Jogo de sentido único. Foram sete, uma goleada à moda antiga que deixa qualquer adepto de sorriso estampado no rosto.

Numa partida que se estendeu até à meia hora de jogo com poucas oportunidades, foi o remate de Óliver Torres que abriu caminho a uma noite recheada de golos azuis e brancos.
Jogos destes são fáceis de analisar, só uma equipa jogou futebol, um domínio intenso que se materializou num grande resultado, o que nem sempre acontece.

Primeiro foi o médio espanhol e ainda antes de acabar a primeira parte foi a vez de Brahimi fazer o gosto ao pé, levando o FC Porto para os balneários a vencer tranquilamente com Casillas a ser um mero espectador.
O segundo tempo iniciou-se ao ritmo que terminou o primeiro, André Silva fez o primeiro de dois golos na partida e dilatou para 3 golos a vantagem portista, numa jogada onde salta à vista o passe açucarado de Oliver para André André que viria a assistir o autor do golo.

Se há jogos em que a equipa após construir um resultado aceitável abranda o ritmo e tira o pé do acelerador, este não foi um deles. Com três a zero a intensidade e busca pela baliza contraria manteve-se e assim se explica o dilatar da vantagem para números muito expressivos.
Soares, como não podia deixar de ser, fez o 4º e Layún que no jogo de ontem substituiu Maxi fez o 5º com um livre exemplarmente cobrado.

Ainda haveria tempo para o 6º e 7º golos apontados pelos homens mais adiantados no terrreno acabando os dois por bisar. Soares e André Silva fecharam a contagem em sete bolas a zero, uma "porrada" como disse o treinador do Nacional na flash interview.

Em 4-3-3 como alinhou o FC Porto frente ao Boavista ou em 4-4-2 como entrou em campo com o Nacional, os azuis e brancos têm-se vindo a desdobrar com prestações interessantes de há um tempo a esta parte, em um ou outro sistema tático consoante o adversário e a estratégia de jogo implementada pelo treinador, o que é um aspeto muito positivo independente da opinião de cada um sobre qual o melhor sistema para os propósitos da equipa.

Neste momento, o FC Porto de NES respira confiança e se se podem apontar vários defeitos ao treinador, o maior dos elogios foi a união que construiu dentro deste plantel e que em muito vem contribuindo para o atual momento, mesmo quando a equipa não respondia com as melhores exibições dentro das quatro linhas. Com mais ou menos percalços Nuno vai levando a sua equipa na rumo que se pretende.

Destaques:

Óliver Torres - A juntar ao golo apontado, no único remate que fez, o espanhol criou uma ocasião flagrante, fez três passes para ocasião, acertou 90% dos passes que realizou e colocou a bola sete vezes na área contrária. Óliver Torres teve também um papel crucial a defender, totalizando quatro desarmes e 12 recuperações de bola. 

Soares - Novo jogo e mais dois golos do jogador vindo do Guimarães. É incrível o que conseguiu acrescentar à equipa. São cinco o número de jogos seguidos a marcar. Para além disso, somou dois passes para ocasião.
Magia Argelina

Brahimi - Mais uma exibição de encher o olho por parte do argelino, com um golo, um passe para ocasião e 16 duelos disputados, dos quais venceu dez. Negativamente, destacam-se as 19 perdas de bola, algo que facilmente se explica pela iniciativa individual do extremo portista.



Nota final: Aquando do Estoril - FC Porto, foi vê-los falar do vergonhoso lançamento de petardos para o relvado por parte da claque portista. Pediam jogos à porta fechada e aproveitaram para denegrir, mais uma vez, a imagem dos adeptos portistas. Ontem, em Santa Maria da Feira, parecia um festival de fogo de artifício. O que dirão os mesmo do costume? A ver vamos.