terça-feira, 28 de julho de 2015

A Entrevista do Presidente

O Presidente do FC Porto, Jorge Nuno Pinto da Costa, faz hoje manchete n' O Jogo a propósito da entrevista que concedeu a este jornal desportivo.
Abordando vários assuntos, como as eleições para a presidência da Liga Portuguesa de Futebol, com os candidatos Pedro Proença e Luís Duque à cabeça, ou as tão faladas nomeações dos árbitros, passando por Maxi Pereira e a possibilidade de Lucas Lima vestir de azul e branco, entre outros temas, o líder dos portistas respondeu abertamente a todas as questões que lhe foram feitas.
Como não podia deixar de ser, o post de hoje fala acerca da entrevista concedida por Pinto da Costa.

A entrevista começa por abordar a questão que irá marcar o dia de hoje, as eleições na Liga Portuguesa de Clubes, e aqui não há muito a dizer.
Já se sabe qual a posição do nosso clube relativamente aos dois candidatos ao lugar, o FC Porto apoia a candidatura de Pedro Proença e PdC refere-se a este dizendo que "o que precisamos é de alguém com assento na Federação, com prestígio e que esteja lá. O Pedro Proença tem o perfil certo para o futebol profissional (...) É um homem do futebol, inatacável em termos de seriedade, não está hipotecado a nada nem a ninguém."
Já sobre Luís Duque, o que se destaca é mesmo a frase colocada na capa do jornal: "Luís Duque está a aproveitar-se". Aquilo que o presidente portista relata acerca da chegada de Luís Duque ao cargo que ocupou durante estes meses, qual o propósito e os objetivos para o qual o escolheram estão bem explicados.

Relativamente aos sorteios dos árbitros o presidente diz o seguinte: "Se me disserem que as coisas são direitas e bem feitas, é óbvio que também não queremos sorteio."
A questão é mesmo essa, porque direito e bem feito é tudo menos o que se tem passado na comissão de arbitragem liderada por Vitor Pereira, e a vergonha a que fomos habituados na época passada, teima em continuar, com novo chumbo do sorteio dos árbitros.

sobre Casillas, na minha opinião, o presidente do FC Porto deveria ter abordado o assunto de outra forma, até porque o que disse a relativamente à vinda do guardião espanhol deixa-o mal na fotografia e não lhe fica nada bem, PdC disse e passo a citar: "pergunto o que qualquer clube do mundo preferirá: ter o Fabiano e o Andrés Fernández ou ter o Casillas? Eu entendi que era melhor ter o Casillas."
Presidente, todos nós, creio eu, concordamos com isso, mas vir dizê-lo assim?

A vinda de Imbula foi outro assunto tratado, e PdC disse algo que me deixou bastante surpreso e com isto nem será preciso dizer muito mais: "(...) E decisivo foi, sem termos o acordo fechado, que alguém até nos pagasse para desistirmos do jogador."

O líder dos azuis e brancos referiu ainda que o FC Porto recusou uma proposta de 30Me por Alex S., para a comunicação social e não só que tanto falava na probabilidade de o brasileiro sair a custo 0 esta é a mostra de que isso muito dificilmente seria possível de acontecer com o jogador e esbarra também a ideia de que precisamos de vender para suportar os custos que temos vindo a ter neste defeso. Mas à "preocupação" dos senhores da CS já nós estamos habituados. Continuando nas transferências PdC fala que o presidente do Sp. de Braga pediu 10Me por 50% do passe de Rafa. Mas António Salvador acredita mesmo nesse valor exorbitante que pediu pelo seu jogador? Haja inteligência. Rafa vale 20Me?

Para o fim, Maxi Pareira. O que disse PdC deixou, certamente, os vermelhos vermelhos de raiva: "o empresário insistia que o jogador estava disponível e o FC Porto era a preferência. Então, mandei avançar. O Maxi disse logo que sim." Ler isto só me deu vontade de rir, muito!


segunda-feira, 27 de julho de 2015

Um Empate e Muito Trabalho a Fazer

Terminou com um empate o jogo que opôs, neste final de tarde, os alemães do FC Schalke04 e o FC Porto.
Contra o 6º classificado da liga alemã da época transata e a alinhar com uma equipa próxima daquela que habitualmente jogará na próxima época os alemães do Schalke eram um bom adversário para se por em prática aquilo que se tem vindo a trabalhar ao longo destes dias.
O FC Porto de Julen Lopetegui entrou em campo com: Casillas, Ricardo, Lichnovsky, Marcano e Alex Sandro, Rúben Neves, Evandro e Sérgio Oliveira, Varela, Aboubakar e Brahimi.
Num jogo em que iniciamos com o nosso habitual 4-3-3, o esquema que para mim melhor tem beneficiado esta equipa nos últimos jogos.

A primeira-parte não foi particularmente favorável à equipa Azul e Branca. Fomos mais lentos, não conseguíamos criar profundidade e jogadas de envolvência. O nosso jogo só agitava quando chegava aos extremos mas raramente culminava em perigo para a baliza de Fahrmann. Ao invés, a equipa germânica chegava com bem mais perigo à nossa baliza com bolas rápidas metidas nos seus jogadores da frente, proporcionando a Casillas algumas boas defesas. A equipa portista não pressionava em cima, dando espaço ao seu opositor.
Este primeiro tempo fica marcado pela lentidão de processos e consequente falta de oportunidades de golos dos portistas.

Na segunda parte entraram Helton, Maxi Pereira, Maicon, André André e Tello, para as saídas de Casillas, Ricardo, Lichnovsky e Sérgio Oliveira. Mais tarde viriam a sair Alex Sandro (José Ángel aos 80), Rúben Neves (Danilo aos 60), Evandro (Bueno aos 60), Brahimi (Adrián aos 69), Aboubakar (André Silva 69) e Varela ( para dar lugar a Tello). Apesar das alterações, em termos práticos o futebol do FC Porto não se tornou muito mais esclarecido, ganhamos um maior controlo do jogo (fruto da maior pressão sobre os adversários) mas pouco mais que isso.

Há, portanto, muito trabalho a fazer ainda. Falta esclarecer aquilo que cada jogador pode desempenhar dentro de campo e criar um maior entrosamento entre os restantes elementos da equipa, para evitar um futebol mais lento e ter o inverso, um jogo mais esclarecido e rápido sem se ter de pensar o que fazer.

Para além do mais, para mim será muito importante que o terceiro jogador do meio campo seja um com características de 10. Um jogador de rasgos individuais, capaz de desequilibrar quer através da técnica, assim como no último passe de forma a ajudar os três homens da frente. Creio que é esse o principal problema nos processos do meio-campo, onde não existe, claramente, um jogador tecnicista e que goste de ter a bola junto ao pé. Contudo, penso que essa lacuna está sinalizada e que entretanto teremos novidades relativamente a esse assunto, assim como também relativamente ao ponta-de-lança. Aboubakar tem qualidade mas não chega para ser titular, para já.


O próximo jogo é com o Valência, para a Colónia Cup. Espera-se que, por esta altura, os comandados de Lopetegui surjam mais soltos e entrosados e, acima de tudo, uma equipa próxima daquela que será a titular e estou convicto de que será o que vai acontecer.

sábado, 25 de julho de 2015

Borussia M 2-1 FC Porto

Realizou-se, ontem, o 3º jogo da pré-época do FC Porto contra o terceiro classificado da liga alemã da época passada, o Borussia Mönchengladbach. Um adversário de maiores argumentos comparativamente aos anteriores e com uma preparação numa fase mais adiantada que a nossa.

Na primeira-parte, estiveram em campo: Casillas, Ricardo P., Marcano, Maicon e José Angel; Danilo Pereira, André André, Sérgio Oliveira e Evandro; Aboubakar e Tello. E, de facto, para além do 11 inicial não há muito mais a dizer acerca dos primeiros 45 min. Um jogo feio, pobre, sem história ao que se juntou ainda os 2 golos dos alemães frutos de erros nossos, muito passe para o lado e para trás - um futebol estéril.
Resumindo, uma exibição à imagem do equipamento: castanha. Castanha o suficiente para deixar sobressaltados muitos adeptos Azuis e Brancos.

Percebo o descontentamento que a exibição causou em alguns mas, da mesma forma que não éramos os maiores por vencer 2 jogos de pré-época, também não vamos deixar de vencer nada por perder um e, portanto, não alinho nessa corrente negativista de que já está tudo mal e nada dará certo e passo a explicar, resumidamente o porquê:

Sem que se entenda isto como desculpas e "palmadinhas nas costas" ontem jogamos com um esquema diferente do habitual (4-4-2 losango) e com executantes que, no meu entender, não se enquadram na tática. Evandro caído na esquerda, não trouxe nada e Tello a fazer de segundo avançado, nada trouxe. Tínhamos um meio-campo demasiado musculado com muitos jogadores de passe e poucos de rasgos individuais e desequilibradores (poucos ou nenhuns, considerando que Tello esteve apagado o tempo todo) a tudo isto junta-se ainda um meio-campo em que ninguém tinha jogado com ninguém, no passado.
Embora tenha sido uma primeira-parte mal conseguida, acima de tudo fez-se um teste a um esquema tático para se perceber se poderia ser uma opção válida ao 4-3-3. Não é, percebeu-se isso. Next!
Se não é na pré-época que se fazem experiências quando será?

O segundo tempo foi bem diferente, para melhor, claro está. Entraram para a segunda parte Alex Sandro, Rúben Neves, Brahimi e Varela, para os lugares de José Ángel, Danilo, Evandro e Tello, mais tarde entrariam Maxi e Bueno para as saídas de Ricardo e Sérgio Oliveira, André Silva substituiu Aboubakar, depois Hernâni e Lichnovsky, nos lugares de André André e Maicon.

Com outro tipo de jogadores em campo capazes de agitarem com o jogo e meterem velocidade e voltando ao habitual 4-3-3, o jogo do FC Porto cresceu. Passou a jogar-se melhor, com mais objetividade e dinâmica.

Há ainda muito trabalho pela frente a fazer como é normal, tendo em conta que fizemos ainda o 3º jogo. Mas é muito melhor detetarmos os erros, agora, experimentando soluções do que nos acomodarmos a um 4-3-3. O que é preciso é manter a calma e serenidade, até porque se é coisa que não me esqueço foi a pré-época de André Villas-Boas - muito má. Ninguém dava nada por nós olhando para os amigáveis e o final já todos sabemos como foi.


sexta-feira, 24 de julho de 2015

O Estágio na Alemanha, Alex Sandro e o Museu do FC Porto

O FC Porto chegou ontem à Alemanha para o seu segundo estágio de pré-época. Depois de Horst, na Holanda, agora é a vez de Marienfeld acolher a equipa portuguesa. A estadia por terras germânicas decorrerá até ao dia 31 de Julho.
Hoje, a equipa Azul e Branca entra em campo pela terceira vez, onde irá defrontar os alemães do Borussia Mönchengladbach, um teste bem mais exigente para os comandados de Julen Lopetegui. O jogo terá início às 18h00 de Portugal Continental com transmissão televisiva na Sport TV.

Para estágio o treinador levou consigo 26 jogadores: Iker Casillas, Gudiño, Helton e Ricardo Nunes; Aboubakar, Adrián López, Alex Sandro, André André, André Silva, Brahimi, Bueno, Danilo Pereira, Evandro, Hernâni, Lichnovsky, Imbula, José Ángel, Maicon, Marcano, Martins Indi, Maxi Pereira, Ricardo, Rúben Neves, Sérgio Oliveira, Tello e Varela.
Tendo em conta a última convocatória para estágio ficam de fora David Bruno e Tiago Rodrigues, nada que já não fosse esperado. O centro-campista português, estará de malas aviadas, resta saber para onde, e um empréstimo será, provavelmente, o que lhe aguarda.

Como disse em cima, o desafio de hoje é contra um adversário de maiores valias comparativamente com os anteriores, pelo que será um jogo mais interessante de acompanhar, para todos podermos ver em que fase vai a preparação do FC Porto versão 2015/2016.


O jornal O Jogo de ontem, fez manchete com o estatuto que Lopetegui quer dar a Alex Sandro, promovendo-o ao grupo de capitães.
Esta é mais uma jogada como a que foi feita na época passada com Jackson Martinez e, tal como não concordei com o que foi feito com Cha Cha Cha, também não concordo agora. Jackson na época passada não foi o capitão, apenas era o jogador que usava a braçadeira, o que é bem diferente. Com Alex acontecerá o mesmo se tal se vier a verificar. Se dão a braçadeira a um jogador para o convencer a ficar, embora até possa resultar, é errado! Apesar de AS ter já alguns anos de casa, não o vejo como um líder e para mim não tem de ser um dos capitães.





O Museu do FC Porto vai mostrar a ligação histórica do dragão à cidade. Boa iniciativa por parte do nosso museu. O FC Porto sempre foi um clube que andou de mãos dadas com a sua cidade e foi sempre um símbolo da região norte, mas enquanto faz estes roteiros conjuga o clube à cidade como nunca antes o fez, ao mesmo tempo que chega mais próximo daqueles que vêm de fora, deixando-os a saber mais acerca deste grande clube e da cidade que lhe deu o nome.
Para quem não leu a notícia pode fazê-lo aqui.


quarta-feira, 22 de julho de 2015

Um Assunto Delicado Chamado Ricardo Quaresma

Ricardo Quaresma já não é jogador do FC Porto. O extremos português despediu-se, ontem, do clube no seu blog pessoal dizendo que não iria esquecer o seu norte. Entretanto, foi já também apresentado pelo clube que vai representar nas próximas épocas, o Besiktas.
Ainda sem confirmação oficial, avança-se que o jogador irá render ao FC Porto cerca de 1.2 milhões de euros.

Falar de Ricardo Quaresma e a sua saída do clube é um tema fraturante junto dos adeptos, as opiniões divergem e não se reúne um consenso.
A minha opinião é esta, e explico porquê: concordo perfeitamente com a saída do jogador.
Quaresma é, de facto, um jogador de enormes valências e disso ninguém tem dúvidas, como também ninguém duvida que poderia ajudar imenso o clube, e aqui, apenas no campo desportivo, as opiniões são bem mais unânimes.
Porém, e embora o aspeto desportivo seja o mais importante, não basta, nem nos podemos cingir apenas a ele. Existe um outro lado que vai para além das exibições dentro de campo, e o problema de Quaresma reside exatamente aqui: fora do campo.

O FC Porto quer na época passada, quer nesta época tem um leque de opções para o ataque como já não tinha há alguma épocas com Brahimi, Tello, Hernâni, Quaresma e ainda com Adrian a puder desempenhar também essas funções. Com tanta opção é normal que Quaresma, com 31 anos, seja ultrapassado pelos seus colegas de posição na corrida ao 11 sendo relegado para o banco e o português não sabe lidar com isso, faz sempre questão de fazer "cara feia" quando está sentado junto dos restantes suplentes e quando é substituído. Ter um jogador que não faz questão de esconder que não gosta de ficar no banco ou ser substituído não ajuda em nada o clube que representa.

Se Quaresma tivesse um feitio e personalidade diferentes poderia ser um importante elemento na equipa pela qualidade que tem para oferecer, mas como não tem esse dito feitio/personalidade, torna-se um jogador que divide balneário. O início da época passada e o início desta ficaram marcadas ambas pelo mesmo motivo: casos com o extremo português, e isso mostra o problema que jogadores como Quaresma podem ser, iniciaram-se duas épocas e sempre agitadas e com o mesmo interveniente.

RQ fala também de mística e a importância que ele, entre outros, podem ter no balneário e aqui digo mais uma vez: Poderia ser importante mas não é. Não é, porque um jogador birrento, sempre pronto a torcer o nariz e a demorar uma eternidade para tirar as caneleiras quando é substituído fazendo a equipa perder tempo não é exemplo para ninguém. Bater e beijar o símbolo não é sinal de mística, e fazer juras de amor eternas também não chega, até porque não me esqueço do filme que Quaresma fez quando quis sair do FC Porto aquando da sua passagem pelo seu norte, como diz. Marcar golos e tirar a camisola fora e nem festejar? É muito amor ao clube junto...

Contudo, a Muralha Azul também não esquece o contributo que o jogador deu ao clube e a importância que teve em vários momentos, e por isso deseja o maior dos sucessos neste novo desafio.

Obrigado, Ricardo Quaresma!


P.S. - A TVE adquiriu os direitos televisivos de quatro jogos do FC Porto dsta pré-época. Efeito Iker? Para mim sim. E para os que estavam tão "preocupados" com o salário que lhe iríamos pagar aí têm, Casillas chegou e já vamos tirando proveitos de contar com ele no plantel.

domingo, 19 de julho de 2015

MSV Duisburg 0 vs 2 FC Porto

O FC Porto realizou, ontem, o segundo jogo da sua pré-época, um jogo em que teve como seu opositor o MSV Duisburg, recém-promovido à segunda divisão alemã.
Este era um jogo que gerava algum entusiasmo à sua volta com a expectativa dos adeptos em verem pela primeira vez em ação Casillas e Maxi Pereira. E assim aconteceu, ambos iniciaram a partida. Para além destes estiveram em campo ainda: Jose Angel, Maicon e Marcano; Danilo Pereira, Imbula e Bueno; Varela, André Silva e Tello.
Na primeira parte, Julen Lopetegui fez apresentar um esquema tático diferente do habitual, uma espécie 4x2x3x1, com Danilo e Imbula à frente da defesa, embora o francês com mais liberdade para subir no terreno que o seu colega do meio-campo e Alberto Bueno a jogar no apoio ao ponta de lança. O jogo, no primeiro tempo foi mais lento, muito devido ao novo esquema tático com que a equipa se apresentou. As jogadas de envolvência não foram tantas como as que se desejaria, mesmo tendo em conta que este foi um jogo de pré-época. A melhor oportunidade dos primeiros 45 minutos surge com um grande passe do jovem português Sérgio Oliveira (entrou à meia hora de jogo para o lugar de Imbula) que encontra Bueno que remata para defesa do Gr adversário. O jogo chegava ao intervalo empatado a zero.

Na segunda parte, para além das alterações na equipa, com a entrada de Helton, Alex Sandro, Indi, Lichnovsky e Ricardo; André André e Evandro a completarem o meio campo juntamente com Sérgio Oliveira, que viria a ser substituido por Rúben Neves; na frente Brahimi, Aboubakar e Hernâni (que deu lugar a Adrian Lopez) Lopetegui alterou também o esquema tático, voltando ao 4x3x3 habitual.
As diferenças foram notórias, com a equipa a criar muitas e boas oportunidades num curto espaço de tempo, o futebol melhorou bastante e jogou-se com mais rapidez e os golos surgiram naturalmente, primeiro por Brahimi e depois por Hernâni. Esta é, sem dúvida, a tática do FC Porto, pese embora não haja problema algum em experimentar novos esquemas, até porque estamos na pré-época e é agora que os testes devem ser feitos.
O jogo terminou com um 2x0 que podia perfeitamente ter tido números mais dilatados. Embora, na pré-época o mais importante não sejam os golos é sempre bom ganhar, seja contra que equipa for. Contudo, o mais importante é sempre criar rotinas e perceber o que de melhor cada jogador tem para oferecer e os dois jogos já realizados permitem já tirar algumas conclusões sobre alguns jogadores.

Como foi um jogo de pré-época e é sempre muito cedo para falar destaco apenas os seguintes jogadores, quer pela positiva (+) ou negativa (-):

André André (+) - para mim, o melhor do encontro. O meio-campo com ele ganhou outro ritmo. Forte na recuperação de bola e a sair a jogar. No próximo encontro gostava de ver como funcionaria juntamente com Imbula e Danilo;

Brahimi (+) - o jogador que nos deliciou a época passada até à partida para a CAN voltou nesta pré-época, boas jogadas com os adversários a ficarem nas covas. Resta saber se é para se prolongar pela época dentro;

Varela (+) - um + para Varela pela determinação que está a demonstrar. Varela pode ser um elemento interessante na próxima época, a sua capacidade de desequilibrar jogos e dar velocidade ao jogo podem ser uma mais-valia;

Adrian Lopez (-) - um grande menos para Adrian, o espanhol continua a não mostrar aquilo que sabe fazer e a justificar o investimento da SAD na sua contratação. A continuar assim é perfeitamente dispensável para a próxima época;

José Angel (-) - bom a atacar e a oferecer soluções em zonas mais adiantadas do terreno, mas a defender a demonstrar alguns erros, e sendo ele defesa esquerdo a sua primeira função é defender e quando essa não é tão bem feita... Contudo, ainda há muito tempo para Angel melhorar e continua a ser uma ótima alternativa a A. Sandro.

A equipa regressou ainda ontem a Portugal, para viajar novamente quinta-feira, desta vez para a Alemanha onde irão realizar o próximo jogo frente ao Borussia Mönchengladbach, um teste contra uma equipa bem mais superior às de até então e onde o FC Porto será colocado realmente à prova.


quarta-feira, 15 de julho de 2015

Maxi Pereira

Aquilo que há muito já se previa materializou-se hoje, Maxi Pereira está confirmado como o novo reforço do FC Porto!
A contratação deste jogador é, muito provavelmente, aquela que menos entusiasmo gerou junto dos adeptos Azuis e Brancos e facilmente se percebe porquê.
Quando se fala em Maxi Pereira fala-se de um jogador que esteve ligado ao maior rival do FC Porto durante 8 épocas consecutivas, mas como se isso não bastasse era o jogador encarnado que, e embora a palavra seja forte, mais ódio despertava junto dos adeptos portistas, tudo por culpa da exagerada agressividade que demonstrava principalmente nos jogos contra o nosso clube, falta de pudor que demonstrava em magoar e entrar a matar fizeram dele uma persona non grata para os lados da Invicta.
Porém, Maxi, agora, é mais um jogador com que Lopetegui conta para a equipa e, embora nenhum de nós tenha de o receber com a maior das alegrias e entusiasmo, temos de o apoiar como fazemos a todos os outros, porque se está cá é para ajudar a ganhar jogos e troféus e isso sim é o fundamental.

É sobretudo no panorama desportivo, que importa avaliar a vinda do jogador uruguaio.
Depois da saída de Danilo, um jogador primeiramente muito criticado e depois considerado como de difícil substituição, Maxi, para mim, é a melhor solução para o lugar deixado de vago pelo lateral brasileiro. Com tantos anos de futebol português não há nenhum jogador, que não ele, com a capacidade para dar garantias imediatas para o lugar, agarrar um lugar no onze e nem precisar de adaptações ao país. Com Maxi a lateral direita está fechada e ponto. Depois sim pode-se começar a pensar num jogador de qualidade para o futuro e com tempo para se adaptar, para que, quando Maxi deixar de dar garantias, até porque tem 31 anos, termos para o lugar um substituto natural.

A tudo isto podemos juntar também a bicada no orgulho dos meninos das bandas da luz, que por muito que digam que "Maxi não é insubstituível!" ou "Só faz falta quem cá está." estão a espumar por esta altura e já nem conseguem guardar a frustração.

De uma forma simples e direta, na minha opinião, Maxi é um jogador que nunca gostei nem um bocadinho, não por ver nele qualidades que gostava de ver em algum jogador do meu clube, mas por ser o jogador demasiado agressivo e violento que sempre foi enquanto vestiu de vermelho, características que se sobrepunham à qualidade que tinha e tem. Contudo, sou da opinião que é o melhor jogador, neste momento, que poderíamos arranjar para o lugar.
Mas a Maxi deixo um pedido: que não seja o mesmo jogador violento e extremamente agressivo que foi enquanto representou o rival, não só porque não gostamos disso mas também porque com ele de azul e branco a compaixão de certos intervenientes do jogo não será a mesma.


O Benfica assinou o novo contrato de patrocínio com a Fly Emirates, e uma coisa é certa, para aqueles lados estão todos a Fly, Fly


P.S.- O FC Porto venceu, hoje, o seu primeiro jogo amigável por 5-1. A pré-época vale o que vale mas é sempre bom ganhar. A nota de destaque vai para André Silva. O internacional sub-20 a mostrar todas as suas valências. Que assim continue.